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Igreja Adventista reforça compromisso com a proteção de dados dos membros

Leis recentes reforçam a responsabilidade com os dados oferecidos por cidadãos à empresas e instituições; saiba como proteger os seus

Por Mauren Fernandes 28 de fevereiro de 2021

Ter controle sobre seus dados e saber o que fornecer é fundamental para a segurança de suas informações (Foto: Shutterstock)

No fim de janeiro deste ano, mais de 223 milhões de brasileiros tiveram informações pessoais expostas no que está sendo considerado o maior vazamento de dados da história do País. Os arquivos incluíam CPF, data de nascimento, endereço, scores de crédito e até mesmo fotos de cidadãos vivos e mortos. A recente aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) iluminou este assunto, que também envolve a Igreja Adventista e as informações de seus membros.

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Rastros valiosos

Você pode não saber, mas seu celular e seu computador dizem muito sobre você. Afinal, eles te acompanham em todos os lugares, são utilizados para fazer suas compras sem sair de casa, te conectam com pessoas ao redor do mundo, divertem e informam através das redes sociais, e muito mais. Todos esses “passos” digitais ficam registrados no mundo virtual e se transformam em dados muito valiosos.

Mas valiosos por quê? Estes serviços, fornecidos de modo aparentemente gratuito, na verdade são pagos com a troca por um bem altamente valorizado: dados sobre você, o consumidor. Eles permitem a elaboração de perfis a partir de algoritmos, que indicam padrões de comportamento, influenciando as escolhas dos usuários. Essas informações são úteis no direcionamento de campanhas publicitárias, estudos estatísticos, monitoramento de hábitos de consumo, até mesmo em ações de campanhas políticas.

O perigo bate à porta quando estes dados sensíveis são vendidos ou vazados, chegando nas mãos de pessoas mal intencionadas. Golpes dos mais variados tipos podem ser aplicados por criminosos, como o envio de faturas falsificadas (telefone, internet, IPVA, IPTU, etc.) por e-mail, por exemplo. A vítima, identificando uma série de dados pessoais corretos, acredita que aquele débito é verdadeiro e faz o pagamento.

Membros seguros

Para atender aos desafios tecnológicos da Igreja, foi inaugurado em 2017 o Instituto Adventista de Tecnologia, o Iatec. Por lá, já foram desenvolvidos mais de 30 produtos e ferramentas exclusivos que beneficiam não só as instituições adventistas na América do Sul, mas de outros países do mundo.

Há um ano e meio, o Iatec estruturou a área de Segurança da Informação, com o objetivo de fortalecer a proteção dos dados que a Igreja armazena. “Nosso objetivo é revalidar procedimentos e normas de operação destes dados. A tecnologia muda constantemente, por isso, sempre buscamos conhecimento para que possamos atuar preventivamente, evitando que dados sejam expostos de forma indevida”, assegura o gerente de segurança da informação da instituição, Samuel Braga.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui um sistema mundial de registro dos membros chamado ACMS (Adventist Church Management System). A plataforma é utilizada pela secretaria e tesouraria em congregações locais e sedes administrativas. Os dados armazenados neste sistema foram informados pelos próprios membros e são atualizados periodicamente, conforme a necessidade.

Nova legislação, antigas práticas

Mesmo antes da Lei Geral de Proteção de Dados entrar em vigor, a Igreja mantinha o compromisso oficial de não alugar ou vender dados pessoais. O compartilhamento sempre foi restrito e não ocorre a menos que tenha autorização específica.

Com a aprovação da LGPD em vários países da Europa, e agora no Brasil e em alguns países sul-americanos, a Igreja Adventista providenciou ajustes e adequações necessárias com o objetivo de atender ao que exige a legislação. O objetivo é assegurar proteção à privacidade de dados, transparência, padronização de normas, segurança jurídica e mais.

Umas das adequações foi solicitar autorização de cada membro sobre o uso interno de seus dados. Desde o ano passado, o ACMS enviou termos de consentimento para cada membro, que autorizava via e-mail ou pelo aplicativo 7Me. Esse procedimento também pôde ser realizado pessoalmente nos templos locais para membros que não tinham acesso à internet. “É direito do titular saber a finalidade para qual estão sendo colhidos seus dados”, explica a DPO do IATEC, Carlise Antal.

Hoje, muitas informações já estão em formato digital, mas existem muitas que ainda estão registradas apenas de forma física. “Nosso objetivo é tornar digital o máximo de cadastros que pudermos, não só de membros, mas de desbravadores, aventureiros, voluntários e mais, para, assim, conseguir atender melhor a missão da Igreja, sempre com segurança”, finaliza Carlise.

Saiba o que fazer para ter mais segurança online:

(Fonte: siteblindado.com e Anatel)

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