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Higiene em tempos de pandemia: um novo remédio natural?

Os princípios de saúde apresentados pela Igreja Adventista reforçam a necessidade do cuidado individual e coletivo

Por Alexsander D. da Silva e Anne Caroline L. G. da Silva 11 de janeiro de 2021

A atenção quanto aos protocolos de higiene ajuda a proteger e salvar vidas (Foto: Divulgação)

A pandemia do novo coronavírus trouxe muitas mudanças no dia a dia. A higiene respiratória, por exemplo, passou a ser regra, independentemente da idade, local ou presença de sintomas. E mesmo com a chegada da vacina, que em dezembro de 2020 começou a ser aplicada em pessoas de diversos países, por algum tempo a higiene ainda desempenhará um papel importante para prevenir o contágio pelo coronavírus.

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Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia estão bastante acostumados a promover os oito remédios naturais, que são aqueles concedidos gratuitamente por Deus:

  1.       Alimentação saudável
  2.       Exercício físico
  3.       Água
  4.       Luz solar
  5.       Temperança (moderação, equilíbrio, abstinência)
  6.       Ar puro
  7.       Descanso
  8.       Confiança em Deus

No entanto, a covid-19 trouxe um elemento da mensagem de saúde que pode ter sido esquecido ao longo dos anos: a higiene. Embora o remédio natural “água” possa compreender aspectos de higiene, tem-se falado dela mais no contexto de hidratação e de banhos terapêuticos. Porém, a escritora Ellen White faz declarações impactantes sobre o princípio dessa questão.

“Deveis cultivar o amor ao asseio e à estrita limpeza” (Testimonies, vol. 2, p. 66).

“Se Deus era tão minucioso ao prescrever limpeza para aqueles que jornadeavam pelo deserto, e que se achavam ao ar livre quase todo tempo, não requer Ele menos de nós […]” (Cristo em Seu Santuário, p. 82).

“Toda forma de desasseio tende à enfermidade. […] Perfeita higiene, quantidade de sol, cuidadosa atenção às condições sanitárias em todos os detalhes da vida doméstica, são essenciais à prevenção das moléstias e ao contentamento e vigor dos habitantes do lar” (A Ciência do Bom Viver, p. 276).

Responsabilidade individual, efeito coletivo

Ao se estudar na Bíblia sobre a lei mosaica a respeito dos leprosos, nota-se que o isolamento social e o uso de “máscaras” foi estabelecido por Deus (Levítico 13). As orientações ali dadas incluem até mesmo os cuidados com objetos e roupas que tiveram contato com pessoas acometidas pela lepra.

Deus estabeleceu princípios de saúde para a felicidade humana e utilidade no mundo. Ele poderia ter impedido que a lepra contaminasse o povo, mas assim como no plano da salvação, há uma parte a desempenhar em favor dos outros e de si próprio, e isso inclui a higiene.

Práticas complementares

No auge da primeira onda da pandemia, um repórter abordou um cidadão que transitava por uma rua movimentada, ignorando a recomendação do uso de máscaras. Questionado, o homem respondeu que confiava que Deus o pouparia do coronavírus. Então, seria falta de fé seguir as orientações da ciência sobre como manter-se protegido?

“Não é negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. […] Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todos os recursos para a restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais” (A Ciência do Bom Viver, págs. 231 e 232).

Portanto, acreditar e atender as recomendações da ciência e das autoridades, que não conflitem com a Palavra de Deus, está de acordo com 1 Pedro 2:13-23 e Romanos 13:1-7. Por isso, seguir os princípios de saúde é um dever do cristão. Essa é uma obra que não se pode esperar que Deus faça em lugar do ser humano (ver Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 32).

“Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 1:2).


Alexsander D. da Silva é doutor em Administração pela Universidade de Brasília (UNB) e auditor. Tem servido à Igreja como ancião e diretor de vários ministérios em templos locais por mais de 20 anos. Casado com a doutora Anne Caroline, é pai de dois filhos.

Anne Caroline L. G. da Silva é doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e funcionária de carreira da administração pública federal na área de saúde. Nos templos locais, tem estado à frente dos ministérios da Mulher, Espírito de Profecia, Infantil e outros. Casada com o doutor Alexsander Silva, é mãe de dois filhos.

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