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Reciclagem de materiais estimula desbravadores a preservar o meio ambiente

Iniciativa faz parte de projetos de sustentabilidade realizados no evento. Expectativa é recolher 10 toneladas de recicláveis.

Por Lucas Rocha 17 de janeiro de 2019

Após pesagem, material recolhido é destinado para reciclagem na região (Foto: Lucas Rocha)

Embora aconteça durante as férias escolares, o V Campori Sul-Americano também oferecer iniciativas com intuito pedagógico e que mantém o caráter lúdico. Uma delas é o Banco Global, que realiza a coleta de material reciclável dentro da área de acampamento. Cada um deles tem uma cotação em camporitosespécie de moeda sem valor monetário que pode ser trocada somente por brindes.

Ao todo, o Banco Global recebe 12 tipos de materiais que geralmente são descartados no lixo sem separação, como pilhas, metais e plásticos. A previsão é que ao final das duas edições do evento sejam arrecadados cerca de 10 toneladas de recicláveis.

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O principal objetivo da iniciativa é conscientizar os desbravadores sobre o fato de que o que é descartado e considerado lixo tem valor. O coordenador do projeto, Erasmo Gazolli, argumenta que a ideia é que as crianças aprendam a organizar o lixo de acordo com cada material. “Se soubermos separá-los, nós economizamos novos recursos naturais, além de poupar o meio ambiente do trabalho de decompor de forma orgânica em um processo que dura décadas, quando não séculos”, explica.

Brindes podem ser comprados com os camporitos obtidos na troca por material reciclável (Foto: Lucas Rocha)

O material recolhido será repassado para uma empresa de reciclagem da própria região de Barretos, que também ficará encarregada de dar destinação adequada para itens coletados e que não podem ser reciclados, como pilhas e lixo eletrônico.

Mil anos em 20 minutos

A desbravadora Anne Gabrielly Algom, de 11 anos, chegou ao Banco Global com uma sacola de lixo com diversos tipos de materiais. Ela logo foi orientada a separar cada um deles. Alguns colegas de clube a ajudaram na tarefa. Eles isolaram o plástico, papelão, copos descartáveis e embalagens.

No momento da pesagem, que foi de 1,5 quilos, um dos voluntários indicou que eles poderiam pegar os sacos que uma cozinha ao lado acabara de descartar, separá-los e receber mais camporitos. Anne e os amigos encheram os olhos, pois se tratava de cerca de 10 sacos de lixo (veja a jornada na galeria ao fim da matéria).

O grupo de sete desbravadores demorou cerca de 20 minutos para separar todo o material, que tinha alumínio, plástico, garrafas PET, metal, papel e papelão. O peso da segunda coleta alcançou 33,3 kg – quando somados aos 1,5kg da primeira pesagem, o grupo coletou 34,8kg.

Se não fosse a seleção e a consequente reciclagem, o meio ambiente levaria cerca de mil anos para decompor esses materiais de forma orgânica. Além de economizar este tempo da natureza, os desbravadores de Manaus ainda ganharam 20.865 camporitos.

“Isso [separar o lixo] é muito importante e a gente quase não dá valor. Arrecadei muito dinheiro. Amanhã vou estar aqui novamente”, assegura empolgada a desbravadora do clube Thiago White. Quando voltar para casa, ela tem a intenção de continuar aplicando o que aprendeu no Campori de Desbravadores.

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