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Problema de saúde não impede garoto de participar de acampamento internacional

Nicolas Lourenço, de 11 anos, é diabético e precisa fazer uso de medicamento regularmente.

Por Mayra Marques 19 de janeiro de 2019

Nicolas Lourenço após realizar atividades no Campori. Ele é conhecido em seu clube como um desbravador dedicado no que faz (Foto: Guilherme Nastrini)

Nicolas Lourenço, que em dezembro do ano passado completou 11 anos de idade, é integrante do Clube de Desbravadores Águias do Sul, de Poços de Caldas, Minas Gerais. A princípio, ele não teria recursos suficientes para custear as despesas para ir ao V Campori Sul-Americano de Desbravadores. Mas o desejo de participar era intenso. Por isso, decidiu vender algumas de suas roupas e a sua chuteira preferida, a qual recebera dos pais.

“Fiquei pensando no que era melhor: ter a chuteira ou vir ao Campori, aprender mais sobre Deus e me divertir? Então decidi vender minhas coisas. Vendi pra bazar, brechó. Aí eles começaram a me dar um ‘dinheirinho’, até eu conseguir o valor total para pagar o Campori”, conta o desbravador. “Ele é um menino muito esforçado e dedicado às atividades”, comenta Guilherme Nastrini, tesoureiro do Clube Águias do Sul.

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Além de superar a dificuldade financeira, Nicolas é portador de diabetes tipo 1 desde os 3 anos de idade. O pâncreas do garoto não produz insulina. Durante o dia, ele precisa fazer algumas “correções” na glicemia com os medicamentes que usa a fim manter o controle dela no sangue. “Se ele consome dez refeições ao dia, são dez aplicações de insulina que precisam ser feitas nele, pelo fato de o pâncreas não produzir nada desse hormônio”, explica Alcides Lourenço, pai do garoto.

Esforço dobrado

Apesar de sempre precisar estar atento aos níveis de glicemia para não ter hiper ou hipoglicemia, e tomar as medicações no momento certo para não prejudicar a saúde, ele não tem se sentido prejudicado e está aproveitando bastante “a melhor aventura” com os seus amigos do clube.

“Meu pai está aqui e me ajuda com essa questão. Mas quando ele está ocupado [trabalhando na cozinha do acampamento], eu mesmo ‘corrijo’ quando minha glicemia dá de ficar alta, por meio do aparelho que tenho”, explica.

Clube Águias do Sul, de Poços de Caldas, participa do Campori Ômega com cerca de 60 desbravadores no grupo. (Foto: Arquivo Pessoal/Gustavo Marques)

Para o juvenil, a oportunidade de participar do Campori é quase indescritível. “Estou achando tudo muito legal. Poder vir aqui na arena, aprender mais sobre a Palavra de Deus, participar das atividades com os meus amigos, conhecer pessoas de outros países, aprender um pouco sobre a cultura deles, o jeito de eles falarem e tentarem se comunicar com a gente, enfim, pra mim está sendo muito especial isso”, pontua Nicolas.

“A Melhor Aventura” dos desbravadores do Clube Águias do Sul e dos outros clubes do sul e da zona da mata de Minas Gerais que participam do evento continua a ser contada no Facebook e Instagram (stories e feed) da Associação Mineira Sul, sede administrativa da Igreja Adventista para essas regiões de Minas, até o dia 20 de janeiro.

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