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O que os desbravadores colocaram na mala na hora de voltar pra casa

Participantes compartilham memórias que levarão do V Campori Sul-Americano.

Por Fernanda Beatriz, Jefferson Paradello e Rosmery Sánches 20 de janeiro de 2019

Parque do Peão foi a casa de 100 mil pessoas nas últimas duas semanas (Foto: Divulgação)

Os portais que encantaram os olhos já foram desmontados. As barracas foram guardadas e agora se avista a imensa área verde que foi palco da “Melhor Aventura”. As bagagens já estão nos ônibus – e muitos deles já na estrada – e os abraços apertados despedem amigos que não sabem quando se reencontrarão. É assim que, aos poucos, a cidade que foi a casa de 100 mil pessoas nas últimas duas semanas passa a ser apenas uma lembrança.

Entre os participantes, não é raro encontrar histórias de vidas que foram impactadas pelo V Campori Sul-Americano. Afinal, a estrutura e atividades foram planejadas para atender milhares de pessoas e, ao mesmo tempo, resultar em decisões individuais, como a que ocorreu na vida de Éliton Júnior.

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Nos últimos dias, o menino de 12 anos iniciou um novo hábito. “Eu não costumava ler a Bíblia, mas aqui estou sendo incentivado e leio sempre à noite, quando meus colegas estão dormindo. Estou gostando muito dessa experiência e, vendo as pregações, me deu vontade de ser pastor”, afirma o desbravador de Maringá, no Paraná.

O encontro internacional também será inesquecível para Isidora Uvalentina, de 15 anos, que veio de Concepción, no Chile, decidida a ser batizada pela influência do que aprendeu no clube. “Estou [lá] há cinco anos e ele me ajudou, pois quando eu era criança não ia muito à igreja porque me entediava. Se eu não tivesse ingressado nele, talvez nunca teria voltado”, enfatiza.

Evento foi escolhido por Isidora (esquerda) para demonstrar publicamente seu desejo de seguir a Cristo (Foto: Fernanda Beatriz)

Já Constaza Paulettela, sua irmã gêmea, levará recordações das histórias de fé que conheceu. “O que me chama a atenção é que embora todos sejam de países diferentes, são todos unidos, se ajudam entre si. Vejo testemunhos de pessoas que têm se colocado nas mãos de Deus, e Deus os têm ajudado muito”, destaca.

Um ministério de conservação e discipulado

Depois de quatro anos de preparativos para oferecer uma experiência que fosse marcante na vida de cada participante, o pastor Udolcy Zukowski, diretor dos desbravadores para oito países sul-americanos, acredita que eles deixaram a cidade de Barretos com uma certeza. “Está bem claro na mente de cada um dos 100 mil que vieram aqui que ‘a melhor aventura’ está dentro do Clube de Desbravadores. ‘A melhor aventura’ é se entregar a Jesus, é ser um missionário”, argumenta.

O pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, avalia que o Campori serviu evidenciar que o Clube de Desbravadores continua forte e possui um modelo saudável com potencial de ser expandido para a comunidade, inclusive com a criação de clubes em escolas públicas.

“A liderança deve enxergar nesse movimento um meio de potencializar o cumprimento da missão, de manter os jovens na Igreja, e de fazer deles líderes que vão preservar essa Igreja viva e no foco quando nós não estivermos mais aqui, e se Cristo não voltar”, sublinha Köhler.

Desbravador se emociona durante uma das reuniões espirituais do evento (Foto: Naassom Azevedo)

 Evangelismo integrado

Durante 21 dias, os moradores da cidade de Barretos também conheceram mais a respeito da Bíblia e de sua mensagem. Paralelamente ao Campori, três séries evangelísticas foram realizadas no município com o apoio da Associação Paulista Oeste, sede administrativa da Igreja Adventista para o Oeste do Estado de São Paulo, que enviou uma equipe composta por colportores e voluntários da Missão Calebe e Um Ano em Missão.

Mas os desbravadores também tiveram participação na estratégia missionária. “Colocamos um convite em cada livro [dos 100 mil exemplares da obra Esperança para a Família, que foi entregue pelos meninos e meninas]. Assim, chamamos as pessoas para as séries. O acampamento impactou a cidade e os desbravadores potencializaram o evangelismo. Eles são missionários que abrem o caminho”, reforça o pastor Luís Gonçalves, evangelista da Igreja Adventista para oito países sul-americanos.

Ao todo, 898 pessoas foram batizadas, tanto nas programações diárias das duas edições do V Campori quanto nas conferências que ocorreram no município.  

Continuidade

Garota corre com a bandeira da Bolívia na arena onde as reuniões foram realizadas (Foto: Divulgação)

A data e o local da próxima edição do evento ainda não foram definidos, mas já estão em processo de estudos. “Existe uma série de questões envolvidas, dentre elas o crescimento acelerado do número de desbravadores, que nos últimos cinco anos foi de 112%. Se continuar nesse ritmo, nós teremos que fazer três edições. Estamos avaliando para logo ter uma ideia precisa de como será”, explica Zukowski.

Enquanto aguarda o anúncio, a estudante Karen Ordóñez retorna ao seu país, Bolívia, com o desejo de falar sobre sua fé para os amigos. “Eu vivi uma experiência inesquecível. Deixo este Campori aprendendo a confiar em Deus e sabendo que Ele faz maravilhas. Quando eu chegar [em casa], falarei sobre a Palavra de Deus e direi a eles que Deus nunca os deixará”, garante.

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