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Igreja Adventista realiza primeiro congresso de surdos do Sul do país e reúne 113 participantes

Evento inédito para a comunidade surda reuniu público de diferentes estados brasileiros e do Uruguai


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A Igreja Adventista realizou, em junho deste ano, o 1º Congresso de Surdos Adventistas da região Sul do Brasil, na Fazenda Maranata, em Sentinela do Sul (RS). O encontro, primeiro do tipo promovido pela Igreja para a comunidade surda na região, reuniu 113 pessoas entre surdos e intérpretes, sendo adventistas e convidados não adventistas. Além do público do Sul do Brasil, o congresso recebeu participantes vindos da Bahia, do Espírito Santo, do Maranhão, de São Paulo, de Minas Gerais, do Distrito Federal e também do Uruguai.

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Congresso pensado pela comunidade surda

O congresso foi organizado pela comunidade surda do território da União Sul-Brasileira (USB), sede administrativa da Igreja Adventista para a região Sul do país, sob coordenação de Kátia Quadros, intérprete e coordenadora do Ministério Adventista das Possibilidades (MAP) na USB. O tema escolhido foi "Coração Fiel, o Jeito de Ser de Isaque", inspirado no personagem bíblico filho de Abraão.

A programação trabalhou habilidades espirituais e socioemocionais associadas a Isaque por meio de encenações e do estudo da Bíblia, ministrado pelo evangelista surdo Alex Silva, de Brasília. Um dos destaques foi a Trilha de Isaque, um circuito de dinâmicas e atividades práticas que terminou com a entrega de um pin comemorativo.

Álbum de figurinhas marca as novidades do encontro

Uma das novidades do congresso foi um álbum de figurinhas digital, criado especialmente para o evento. Nele, os próprios participantes apareciam caracterizados como personagens do tempo de Isaque, entre construtores de tenda, cavadores de poços, mulheres que faziam pães e teciam tecidos, além de outras versões.

Segundo Kátia Quadros, a proposta foi ensinar de forma lúdica como era a vida no tempo de Isaque e aproximar os participantes surdos dessa história de forma mais profunda. A troca de figurinhas repetidas entre os participantes se estendeu para além dos dias de congresso.

O congresso teve ainda a participação de Waldenildo, surdo profundo que toca violão e compõe músicas, e que se apresentou após os sermões.