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Thaís Trivelato

Thaís Trivelato

Viva leve

Dicas e orientações sobre como ter uma vida equilibrada e saudável

Minha comida pode influenciar meu humor?

Alimentos ricos em açúcares e gorduras podem trazer uma sensação momentânea de prazer, porém, trazem consigo um efeito rebote. (Foto: Shutterstock)

Você já deve ter percebido que o nosso humor acaba influenciando o nosso apetite. Períodos de estresse fazem oscilar o nosso estado de espírito, gerando quadros de tristeza, raiva, angústia, euforia, ansiedade… E tudo isso pode nos levar a dois extremos: a fome descontrolada ou a completa falta de apetite.

Seja qual for a reação, a falta de equilíbrio pode trazer consequências graves. Por isso, entender que o que você come também influencia diretamente no seu humor é importantíssimo. Assim, alimentando-se bem, você pode ter um controle maior sobre suas emoções e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida. O alimento precisa ser seu aliado, e não seu inimigo.

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Nós somos o que comemos. Isto parece clichê, mas é verdade. A ação da dieta em nosso estado mental é imensa, e há uma farta literatura científica sobre esse assunto. Nos últimos anos, médicos, nutricionistas e psiquiatras têm investigado com atenção o quanto nossos hábitos alimentares contribuem para o desencadeamento de quadros de euforia e tristeza, por exemplo. Surgiu, inclusive, uma área nova do conhecimento: a psiquiatria nutricional.

Eu sei que é difícil dizer “não” a uma colher de brigadeiro quando alguma coisa vai mal em nossas vidas. Em momentos de fadiga ou preocupação, o organismo parece pedir uma recompensa química, uma descarga de serotonina para uma sensação de bem estar. E buscamos na comida essa experiência. O que muitos nem imaginam é que, logo após esse estado de alegria e conforto, vem o efeito rebote.

O excesso de glicose proporciona um prazer passageiro, mas pode prejudicar o funcionamento do corpo. Há evidências científicas que apoiam a “hipótese neuroinflamatória” da depressão. Esta sugere que quadros depressivos e de ansiedade podem ser induzidos por dietas ricas em gorduras e açúcares. A inflamação causada pelo consumo excessivo dessas substâncias leva à redução dos níveis de serotonina, o que aumenta o risco de depressão. Ou seja, o mesmo agente que proporciona alegria é capaz de perturbar o organismo e causar tristeza.

Complexo, não é mesmo? Porém, o vínculo é claro. Não quero apenas dizer que uma dieta ruim nos deixa tristes porque engordamos e nos sentimos mal com o ganho de peso. Nossos hábitos alimentares podem, de fato, nos adoecer, prejudicar nosso sistema imunológico, afetar a nossa saúde mental e nos colocar em um círculo vicioso, do qual é muito difícil sair. Sabendo de tudo isso, o que podemos fazer para não cair nessa armadilha?

O neurocientista Gómez-Pinilla escreveu em um artigo para a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que a comida age como um fármaco em nosso cérebro. A adoção de bons hábitos alimentares melhora a cognição e nos protege contra danos neurológicos, assim como o exercício físico e uma boa noite de sono. Portanto, alimentos ricos em ômega 3, encontrados nas oleaginosas como amêndoas, nozes e pistache, podem contribuir muito para a sua qualidade de vida. Podemos, também, contar com a ajuda do grão de bico, da soja e da semente de linhaça, por exemplo. Os alimentos verde-escuros sempre serão aliados fiéis. Uma boa dose de triptofano, encontrado no abacate, na banana, nas castanhas e nas as ervilhas, pode multiplicar as tuas forças, propiciar sensações de bem-estar e ainda te deixar mais apto a aprender.

É, realmente, notável a influência que uma dieta adequada tem no nosso humor, e como alimentos específicos podem ajudar a melhorar nosso dia. Agora que você já sabe que comer mal danifica o cérebro e o seu corpo, pode usar a alimentação ao seu favor. Este assunto merece toda a sua atenção, para que você desenvolva melhor sua rotina, seus relacionamentos, e tenha cada vez mais qualidade de vida.

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