Na missão e na vida: a história de uma mulher que escolheu servir
Mãe de dois filhos, Cristiane Jardim encontrou no ministério da colportagem um caminho para viver a fé e impactar vidas no extremo sul da Bahia.
Ser mãe, cuidar da família e dedicar a vida à missão não é uma tarefa simples. Mas para Cristiane Jardim, esses desafios fazem parte da rotina. Carioca que hoje vive no extremo sul da Bahia, ela encontrou na colportagem, ministério de evangelismo por meio da literatura, uma forma de viver sua fé e servir às pessoas.

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Cristiane é mãe de dois filhos que precisam de acompanhamento médico constante, entre eles o diagnóstico de autismo do filho mais velho. Ela afirma que sua jornada tem sido marcada por desafios, mas também por experiências que reforçam sua convicção de que está no lugar certo.
Um desejo de fazer mais
A mudança de vida começou quando Cristiane chegou ao extremo sul da Bahia para atuar como voluntária e servir durante as enchentes que atingiram a região. Ela trabalhou ao lado de equipes de resgate, e a experiência despertou nela um incômodo: o desejo de fazer ainda mais pelas pessoas. “Eu queria ajudar mais, fazer mais pelo outro. Foi ali que cresceu em mim o desejo de trabalhar diretamente na missão”, relembra.
Determinada a seguir esse chamado, ela chegou a se candidatar para um projeto missionário, mesmo sabendo que havia ultrapassado a idade limite para participação e que, além disso, era mãe de dois filhos que precisam de cuidados constantes. Embora não tenha sido selecionada para a vaga, um novo caminho surgiu pouco tempo depois.
Uma nova forma de viver a missão
Durante o evento de inauguração da Missão Bahia Extremo Sul (MiBES), um pastor apresentou a Cristiane o ministério da colportagem, atividade em que missionários visitam pessoas e compartilham literatura cristã.
No início, ela não se interessou pelos planos de carreira apresentados. Com uma trajetória consolidada, Cristiane já havia atuado por 19 anos como professora e liderado uma equipe de mais de 200 consultoras em uma empresa de cosméticos. Mas algo chamou sua atenção: a possibilidade de viver a missão no dia a dia. Quando percebeu que poderia atuar de forma missionária por meio da colportagem, decidiu aceitar o desafio.
Entre a missão e a maternidade
Conciliar a rotina missionária com a maternidade exige organização e perseverança. Cristiane conta que frequentemente precisa interromper o trabalho para acompanhar consultas médicas e tratamentos dos filhos. “A mãe precisa estar muito presente. Mesmo tendo o apoio da minha mãe, muitas responsabilidades são exclusivamente minhas”, explica.
Uma experiência que transformou sua família
Entre as muitas histórias vividas na colportagem, uma delas tem um significado especial para Cristiane: a mudança que viu acontecer na vida do próprio filho. No ano passado, ela decidiu levá-lo para servir em uma campanha de colportagem. A experiência teve um impacto profundo.
“Meu filho estava muito frio na igreja. Se eu não tivesse levado ele para a colportagem, tenho convicção de que hoje ele não estaria na igreja”, conta. Para ela, experiências missionárias podem ser transformadoras para os jovens. “Não tem nada que te aproxime mais de Deus do que a colportagem”, afirma.

Reconhecimento e dependência de Deus
A dedicação ao ministério também trouxe reconhecimento. Recentemente, Cristiane recebeu uma promoção de status dentro do ministério da colportagem e passou a atuar como colportora licenciada, título concedido àqueles que se destacam no trabalho missionário.
Para ela, o reconhecimento não é apenas pessoal, mas uma confirmação de que Deus tem conduzido sua trajetória. “Esses reconhecimentos me fazem olhar para trás e perceber que tudo valeu a pena”, afirma. Cristiane acredita que o segredo para continuar avançando é manter a dependência diária de Deus. “Na colportagem a dependência é total de Deus. Todos os dias eu peço a Ele que me lembre que não sou eu que faço acontecer, mas Ele na minha vida”, completa.
Uma mensagem para outras mulheres
Para mulheres que enfrentam desafios semelhantes aos seus, Cristiane deixa uma mensagem: “Não desistam. Deus nunca disse que seria fácil, mas Ele sempre disse que valeria a pena”, afirma. Ela também compartilha uma frase que aprendeu durante sua jornada missionária e que resume sua experiência de fé e serviço.
“Se Deus chamou, Ele paga a conta.”
Para Cristiane, sua história também é resultado de pessoas que a ajudaram ao longo do caminho, e, por isso, ela acredita que sua missão é continuar inspirando outros a servir. “Eu fui discipulada para estar aqui. Então, na minha jornada, eu também tento discipular outras pessoas”, conclui.


