Maria Quitéria representa potencial missionário da colportagem na Bahia
Há 20 anos nesse ministério, baiana transforma a própria família e amigos em oportunidade evangelística

Existem momentos na vida em que um gesto simples pode mudar o destino de uma pessoa para sempre. Para Maria Quitéria da Silva, natural de Salvador (BA), esse momento ocorreu durante uma pregação. Enquanto ouvia a mensagem, ela foi surpreendida quando o orador apontou em sua direção e afirmou que Deus a chamava para o Ministério de Publicações. Naquela época, Maria nem sequer sabia o significado da palavra "colportagem", no entanto, a semente do chamado já havia sido plantada.
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Como resultado dessa experiência, em apenas uma semana ela já estava na sede administrativa da Igreja Adventista em Salvador, pronta para participar de sua primeira campanha de trabalho. A colportagem é um trabalho focado no evangelismo de "porta em porta" e em estabelecimentos comerciais por meio da venda de livros e revistas sobre saúde, educação e ensinos bíblicos. O que começou como uma resposta a um chamado desconhecido, transformou-se em um ministério que já perdura por quase duas décadas.
A missão como sustento espiritual
Para muitos, a colportagem pode parecer apenas uma atividade de distribuição de livros. Por outro lado, para Maria Quitéria, ela é o combustível de sua vida cristã. “Se eu não estivesse na colportagem, talvez não estaria nem na igreja”, confessa. Segundo ela, o trabalho diário enriquece sua espiritualidade e desenvolve habilidades que a tornam uma pessoa melhor a cada dia.
Além disso, Maria destaca que a missão é uma ferramenta poderosa de capacitação. Nesse sentido, ela acredita que o ministério a transformou em uma "guerreira", capaz de alcançar sonhos e superar desafios que antes pareciam impossíveis. "A gente fica feliz vendo vidas sendo transformadas através do nosso trabalho", afirma emocionada.
Discipulado e influência feminina
Neste Mês da Mulher, a história de Maria Quitéria ganha destaque especial pelo seu papel como edificadora e influenciadora. Com efeito, ela entendeu que a bênção recebida não deveria ser guardada apenas para si. Ao longo desses 20 anos, Maria tornou-se uma verdadeira discipuladora, trazendo diversas pessoas para o mesmo ministério.

Entre os frutos de seu testemunho, a alegria de ver a própria casa alcançada é o que mais brilha: seis pessoas de sua família foram batizadas na Igreja Adventista graças à sua influência. A primeira pessoa que Maria Quitéria ganhou para Jesus foi sua própria irmã, seguida por sobrinhos e, posteriormente, seu esposo, que hoje compartilha o mesmo propósito. Além dos familiares, amigos e colegas de congregação, como Leonardo e Adaiane, que também foram incentivados por sua visão missionária a seguirem seus passos.
“Seria egoísmo meu não compartilhar a bênção que é estar na colportagem. Quando Deus te capacita, Ele quer que você também faça discípulos”, pontua a colportora. Dessa forma, sua trajetória exemplifica o conceito de que o maior impacto de uma mulher na missão é a capacidade de multiplicar a esperança ao seu redor.
Maria Quitéria faz parte do quadro de colportores efetivos, profissionais que se dedicam em tempo integral para levar saúde, educação e valores cristãos às comunidades da capital baiana. A história de Quitéria não é apenas sobre livros entregues, mas sobre uma vida que, ao se colocar à disposição de Deus, tornou-se um farol para todos à sua volta.
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