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Missão

Recepção missionária: A porta de entrada que pode salvar

Uma história de persistência e acolhimento na Igreja de Taguatinga Centro


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Batismo Moisés
Batismo de Moisés. Foto: Arquivos APlaC.

O batismo do jovem Moisés da Costa Gonçalves, na Igreja Adventista de Taguatinga Centro, não foi apenas um final feliz para uma história pessoal. Representou o impacto transformador do Ministério da Recepção, que atuou como porta de entrada e acompanhamento espiritual, evitando uma tragédia e promovendo a reaproximação de uma família inteira com a igreja.

A história de Moisés

Moisés, autônomo de 28 anos, conheceu a mensagem adventista na infância: "Eu nasci praticamente nessa igreja, nessa religião, porque meus pais eram adventistas. Tenho avós, tenho tios, primos até hoje que nunca se afastaram. Conheci a igreja por influência da minha mãe, do meu pai", recorda ele. No entanto, tanto ele quanto a família foi se afastando de forma gradual.

Recepção Regina
Regina (à direita) atuando no Ministério da Recepção. Foto Arquivos APlaC.

 Anos depois, em agosto de 2025, Moisés retornou para um culto no domingo à noite. Foi ali que Regina Maria Sátira da Silva, diretora do Ministério da Recepção da igreja, o conheceu. "Eu me aproximei dele, percebi que era visita, me apresentei, conversei com ele, me contou a sua história, dizendo que foi adventista quando juvenil e que estava afastado, e a família também. Perguntei se poderia me passar o seu contato, ele passou", relata Regina.

A partir daí, Regina manteve o acompanhamento persistente. Enviou mensagens de boas-vindas, convites para a classe Novo Tempo e almoços comunitários. Apesar das visualizações sem respostas, ela não desistiu. Em 16 de março de 2026, Moisés quebrou o silêncio em um momento crítico. “Oi, irmã, boa tarde. Nossa, irmã, estou passando por um momento da minha vida tão trágica. Minha vida está arrasada. Preciso de oração, quero voltar para a igreja, porque se não, eu vou acabar tirando minha vida", escreveu ele.

Regina agiu imediatamente. "Na hora eu mandei mensagem para ele e falei: 'Moisés, vou pedir para você se acalmar; eu vou ajudá-lo de alguma forma, mas não faça nada agora'. Ele falou que queria conversar comigo. Quando terminei de falar com ele, eu já entrei em contato com o pastor Elias Gonzaga, que é o pastor jovem da igreja. Já passei as informações sobre o que estava acontecendo, e passei o telefone do Moisés", explica. O pastor Elias visitou Moisés no mesmo dia, iniciando estudos bíblicos diários. Temas como alimentação, bebidas e dízimo esclareceram dúvidas antigas. "O pastor Elias para mim foi um irmão ali, segurou minha mão todo o tempo, foi tranquilo demais os estudos", lembra agradecido o Moisés.

Família de Moisés
Família de Moisés. Foto: Arquivos APlaC

A persistência rendeu frutos: Moisés integrou-se à classe jovem e decidiu pelo batismo, expressando alegria por "entregar sua vida a Cristo". No apelo durante o sermão, toda a sua família atendeu ao chamado. Hoje, Moisés se sente acolhido: "Essa igreja é muito acolhedora. Estou tranquilo, estou satisfeito por isso tudo, por milagres que Ele já fez e vem fazendo na minha vida". Regina se alegra com o resultado de sua ação: "Ele me agradeceu por ter enviado o pastor Elias até lá".

A importância estratégica do Ministério da Recepção

A história de Moisés ilustra a importância da recepção da igreja como "porta de entrada" para o discipulado, conforme destacado em treinamento recente na Igreja Central de Brasília, em 22 de março de 2026, com o tema "Onde Tudo Começa Bem".

O evento, promovido pela Associação Planalto Central (APlaC), capacitou equipes para um acolhimento intencional e missionário.

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