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Projeto missionário leva esperança a moradores de Itanhomi (MG)

Alunos do Colégio Adventista do Espírito Santo passaram uma semana realizando ações sociais e espalhando esperança


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Além dos estudantes, voluntários da igreja da região também participaram da ação (Foto: Augusto Junior)
Além dos estudantes, voluntários da igreja da região também participaram da iniciativa (Foto: Augusto Junior)

Na última semana, cerca de 30 estudantes do Colégio Adventista do Espírito Santo participaram de uma missão voluntária em Itanhomi, no Leste de Minas Gerais. A atividade ocorreu durante o recesso escolar e foi organizada em parceria com o projeto “Em Cada Cidade Uma Igreja”, da Igreja Adventista do Sétimo Dia nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Os jovens realizaram pintura de casas, visitas ao hospital, momentos de oração com populares e encontros com autoridades locais. 

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Segundo Carlos César, diretor do colégio, a escolha da cidade foi feita com base em orientação da sede regional da igreja, considerando o trabalho já iniciado para estabelecer uma presença adventista na localidade. “Nosso foco foi fortalecer a comunidade de Itanhomi e permitir que os alunos vivenciassem o verdadeiro significado de servir”, afirmou.  

Missão como "via de mão dupla" 

Camilli Matias, de 16 anos, quase não participou da missão, pois parte de sua família tinha resistência em permitir. Ela contou que o desejo de ser missionária começou com o incentivo de uma amiga e que a experiência em Itanhomi confirmou esse chamado. “O que mais me marcou foi perceber que as pessoas não precisavam apenas de ajuda material, mas de atenção. Só de ouvirmos, elas já se sentiam felizes”, relatou. Um dos momentos mais impactantes, segundo ela, foi a visita a uma senhora que havia sonhado com a chegada dos jovens. 

A missão também reforça o propósito da Agência de Missões mantida pela escola (Foto: Augusto Junior)
A iniciativa também reforça o propósito da Agência de Missões mantida pela escola (Foto: Augusto Junior)

O estudante Thiago Oliveira também enfrentou um dilema ao decidir entre visitar a família no Rio de Janeiro ou integrar ao voluntariado. Ele optou pelo projeto e destacou o impacto dos gestos simples nas visitas. “Com uma música, uma oração ou um abraço, conseguimos tocar profundamente quem se sentia sozinho. Aprendi que não precisa de muito para servir”, disse. 

As atividades visaram atender às necessidades da comunidade local (Foto: Augusto Junior)
As atividades visaram atender às necessidades da comunidade local (Foto: Augusto Junior)

Para o pastor Ely Trigueiro, líder de Evangelismo da igreja na região Leste de Minas, missões como essa ajudam os jovens a desenvolverem identidade e propósito. “Quando o jovem entra na missão, ele encontra direção. A igreja se renova e a comunidade encontra esperança”, afirmou.