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Campanha solidária mobiliza alunos e aprofunda debate sobre realidade dos refugiados

Colégio Adventista de Botafogo arrecada uma tonelada de alimentos e entrega doações a ONG que acolhe imigrantes no Rio de Janeiro


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Alunos entregam doações em ONG do Rio de Janeiro. (Foto: reprodução Colégio)

O mais recente levantamento do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) aponta para um crescimento contínuo do movimento migratório no Brasil, especialmente por parte de refugiados que chegam ao país em busca de segurança e recomeço.

Inspirados por essa realidade, os alunos do Ensino Médio do Colégio Adventista de Botafogo, no Rio de Janeiro, promoveram uma campanha de solidariedade que uniu aprendizado, empatia e ação social.

Batizado de “UBUNTU – Eu sou porque nós somos”, o projeto envolveu todas as turmas do Ensino Médio e teve como resultado a arrecadação de uma tonelada de alimentos não perecíveis.

A campanha teve início no dia 12 de maio e foi encerrada nesta terça-feira, 16 de julho. O destino dos donativos foi a ONG PARES Cáritas, no Maracanã, que atua no acolhimento de refugiados vindos de diversas regiões do mundo.

A entrega dos alimentos aconteceu no último dia de aula antes do recesso escolar e incluiu uma visita dos estudantes à sede da ONG. Ali, os jovens puderam conhecer de perto o serviço de assistência humanitária prestado às famílias migrantes.

Para complementar a experiência, participaram de uma palestra com Larissa Firmino, ex-aluna do colégio e atualmente estudante de Relações Internacionais na PUC-Rio, que apresentou o tema “Imigração, Migração e Refúgio”, contextualizando a situação de milhares de pessoas forçadas a deixar suas terras de origem.

Durante o projeto, os alunos também foram incentivados a refletir sobre valores como empatia, respeito, solidariedade e cuidado com os mais vulneráveis.

O objetivo, segundo o professor Raife Jeferson Santos de Lima, responsável pelas disciplinas de Português, Literatura e Argumentação, foi despertar o senso de urgência em relação ao acolhimento humano e à cooperação social.

“Há uma humanidade que cada um de nós precisa despertar para mostrar ao mundo que podemos fazer a diferença na vida das pessoas. Quando uma pessoa perde, todos perdem. Quando uma vence, todos vencem. Eu não sou completo sozinho; preciso do outro para valorizar a vida, e o mundo precisa do “nós” para fazer sentido”, argumenta o professor.

Ainda segundo a unidade escolar a experiência prática fortaleceu nos estudantes a consciência de que atitudes coletivas têm o poder de transformar vidas.