Três amigas, uma missão: como um Pequeno Grupo se tornou um movimento de resgate
Iniciativa de três amigas transformou-se em um movimento de resgate, promovendo reencontros, decisões e novos começos entre jovens

Algumas iniciativas começam de forma silenciosa. Foi assim que, em uma conversa simples na porta de casa, Nilvania Lima, Tailânia Ribeiro e Ana Cláudia Lima perceberam que seus encontros semanais poderiam ganhar outro sentido: transformar-se em um espaço de acolhimento e resgate para jovens que haviam se afastado da fé.
Com esse propósito no coração, Nilvania abriu seu lar para receber antigos amigos de igreja. O que era apenas um momento de descontração entre amigas logo ganhou novos contornos. “A gente se reunia toda semana para conversar e, em um desses encontros, pensamos em convidar nossos amigos que estavam afastados. Parecia algo pequeno, mas tomou uma proporção muito maior”, lembra.
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Os primeiros resultados surgiram rapidamente. Jackson Barros, Adriele Carvalho e Robson Silva decidiram pelo rebatismo, marcando um novo capítulo em suas vidas. “Eu participava de tudo na igreja, cantava, pregava, estava sempre envolvida. Na pandemia, comecei a me distanciar e, quando percebi, já estava fora”, conta Adriele.
Ela reconhece que, na adolescência, outras influências ganharam espaço. Mesmo assim, a saudade da rotina da igreja, especialmente do Clube de Desbravadores, nunca deixou de existir.

O reencontro aconteceu quando integrantes do Ministério da Mulher visitaram sua casa e apresentaram o Pequeno Grupo Identidade Jovem. O convite para participar da reunião seguinte foi simples, mas transformador. “Eu vim, mesmo sem muita certeza. E aos poucos fui deixando algumas coisas de lado e me reencontrando com aquilo que sempre fez parte da minha vida”, relata Adriele.
A decisão definitiva veio em um retiro espiritual do Ministério Jovem. Ali, em meio às reflexões e à convivência com outros jovens, ela decidiu retornar. No mesmo encontro, Jackson também confirmou sua escolha e foi rebatizado ali mesmo.

Quando o reencontro começa pela liderança
A história de Ana Cláudia, uma das fundadoras do Pequeno Grupo, também segue esse movimento de reencontro. Na juventude, ela se afastou da igreja onde foi batizada. Aos 17 anos, ela se distanciou e passou a frequentar bares e festas, acreditando que não voltaria mais. Filha de líderes adventistas, cresceu em um lar cristão, mas o desejo de “conhecer o mundo” falou mais alto. “Foram dez longos anos distante”, recorda.
Ela conta que o retorno parecia difícil. O medo do julgamento e a falta de forças ainda pesavam sobre ela. Mas um convite mudou o rumo de sua história. “Fui convidada para um acampamento de jovens em Mata de São João e, mesmo resistindo e pensando várias vezes em desistir, acabei indo. Foi durante o sermão do pastor Rafael Santos que percebi que era hora de voltar. Entendi que ali era o meu lugar”, compartilha.
Ana Cláudia foi rebatizada durante o evangelismo da Semana Santa. E, desta vez, voltou com um propósito claro: ajudar outros a reencontrarem o caminho que ela mesma precisou redescobrir. “Para mim é uma superação estar liderando esse Pequeno Grupo. Lá atrás, eu precisei de ajuda, e hoje estou aqui para ajudar outras pessoas também”, diz.
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