PG mobiliza ajuda e reconstrói casa de família vulnerável
Em meio à realidade de moradias precárias no Brasil, um pequeno grupo de Vera Cruz mobilizou voluntários, recursos e fé para reconstruir o lar e a esperança de uma família da comunidade, mostrando na prática o propósito de um PG de Ministérios.
No Brasil, milhões de famílias ainda convivem com paredes frágeis, tetos improvisados e chão de terra batida. Entre números e relatórios, a inadequação habitacional parece distante, até que seus efeitos ganham rosto, nome e endereço. Em cidades grandes ou em comunidades pequenas, a luta por um lar digno se repete diariamente. Assim, em meio a tantos lares vulneráveis, pequenas ações continuam tendo o poder de transformar realidades inteiras.

A história que começou em um campo de futebol
Essas histórias, aliás, podem estar mais próximas do que imaginamos. Em Vera Cruz, no extremo sul da Bahia, o empreendedor Arney Reis acompanhava o filho em uma aula na escolinha de futebol quando soube da difícil situação de uma família local: sem condições financeiras, eles já não conseguiam garantir alimento dentro de casa. Movido pelo senso de missão, Arney compartilhou o relato com com seu PG.
“Fomos até o local, fizemos uma cesta básica e fomos visitar a família. Ao chegar lá, vimos que era uma família conhecida, mas até então eu desconhecia completamente a situação em que viviam. Entregamos a cesta básica e oramos”, relembra Arney. No entanto, aquela visita seria apenas o primeiro passo. Logo após a oração, a dona da casa pediu que o grupo visitasse também a residência de sua irmã, que enfrentava outra necessidade urgente.
Ao chegar ao segundo lar, o grupo se deparou com um cenário ainda mais delicado: uma casa sem contrapiso e uma criança pequena caminhando diariamente sobre o chão de terra batida. O impacto foi imediato. Comovidos pela realidade da família, os integrantes decidiram agir. Em uma reunião realizada na igreja local, dois pequenos grupos se mobilizaram para definir os próximos passos, mas um obstáculo apareceu rapidamente: o orçamento necessário para a obra era alto.
Foi então que Arney, dono de um armazém de materiais de construção, propôs uma solução para viabilizar o projeto. Ele sugeriu que o material fosse adquirido por meio da sua empresa, garantindo preços mais acessíveis. “Conseguimos levantar o orçamento para 10 sacos de cimento e um caminhão de areia. Assim, eles conseguiram fazer o contrapiso e também iniciamos a construção de um banheiro para a casa”, contou.
Quando a fé do PG vai além das paredes

A obra não ficou restrita à mistura de areia e cimento. Conforme os pequenos grupos avançavam na reforma, também fortaleciam vínculos, ofereciam apoio emocional e espiritual e demonstravam, na prática, o que significa viver uma fé que ultrapassa paredes. Para a família beneficiada, que não é adventista, cada visita, cada oração e cada gesto de cuidado reafirmavam que solidariedade não escolhe denominação, mas sim a necessidade.
O líder do PG, Arney Reis, celebra o que Deus tem feito por meio do grupo. Morando na zona rural e percorrendo 13 km para participar das atividades em Vera Cruz, ele vê na rotina cansativa um propósito maior. “Nosso PG é família. A gente dedica tempo, talentos e vida para servir. E quando a gente vê transformação acontecendo, entende que vale a pena”, afirma.
O grupo atua em diversos ministérios: oração, ações sociais, apoio a idosos, visitas a enfermos e até serviços de saúde, como aferição de pressão para quem não consegue ir ao médico. As ações, segundo Arney, são sempre guiadas por um princípio simples: ajudar sem olhar a quem. “Não fazemos só reuniões em casas. Fazemos o que for preciso para ajudar, independentemente da religião ou da história de quem está precisando.”
Quando as paredes se tornam pontes

Em um país onde milhões de lares ainda carecem de estrutura digna, histórias como essa revelam que a transformação nem sempre começa em grandes projetos, às vezes, ela nasce em pequenos grupos, dentro de igrejas simples, guiados por pessoas comuns que decidem estender a mão. Quando isso acontece, as paredes da igreja deixam de ser um limite e se tornam ponto de partida.
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E foi assim, ultrapassando fronteiras físicas e espirituais, que o pequeno grupo Nova Geração demonstrou o verdadeiro propósito de um PG de Ministérios: servir, amar e transformar vidas onde quer que elas estejam.
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