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Novos recursos ampliam acessibilidade aos sites oficiais da Igreja Adventista

Ferramentas de inclusão abrem portas para que a mensagem bíblica chegue de maneira adaptada a mais pessoas


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Homem cego segurando um bastão de mobilidade em uma mão e um celular na outra. Ele está ouvindo a transcrição disponibilizada pela acessibilidade dos sites oficiais da Igreja Adventista.
A iniciativa busca remover barreiras digitais e tornar a navegação mais inclusiva para todos os públicos. (Foto: Shutterstock)

Devido ao constante compartilhamento de conteúdos na Internet, é fundamental que todas as pessoas que possuem acesso ao ambiente digital consigam acessá-los de maneira equitativa e adaptável às suas necessidades. Por isso, a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul ampliou os recursos de acessibilidade para diferentes públicos.

Dentre as novas alterações, os sites agora disponibilizam ajustes de texto e cores, diferentes formas de navegação, Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitor de tela, transcrição do texto e comando de voz.

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Os usuários com baixa visão, por exemplo, podem ampliar textos ou utilizar o leitor de tela para ouvir o conteúdo da página. Já pessoas com daltonismo têm a possibilidade de ajustar as cores para facilitar a leitura.

A ferramenta também oferece adaptações especiais para pessoas com distúrbios de habilidades motoras, epilepsia, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH ), dislexia e deficiência auditiva.

As novas funcionalidades são um exemplo de como é possível se beneficiar da tecnologia para acolher o próximo, e utilizá-la como um instrumento para levar o evangelho a cada pessoa. Ángela Arias, coordenadora da área de Estratégias Digitais da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, explica que isso inclui remover barreiras que possam impedir qualquer pessoa de acessar a mensagem de salvação em Cristo Jesus.

“Sabemos que ainda há muito a ser feito, mas estas ferramentas são um passo importante para construir um ambiente digital mais inclusivo, onde todos tenham a oportunidade de conhecer a esperança que encontramos em Deus”, afirma ela.

Unidos em um propósito

Para o pastor Alacy Barbosa, diretor do Ministério Adventista das Possibilidades (MAP) para oito países da América do Sul, a informação acessível é capaz de transformar a vida das pessoas. “Tornar nossos sites mais acessíveis fortalece o propósito do MAP ao lembrar que todos são valorizados, necessários e chamados para a missão, permitindo que mais pessoas compartilhem a mensagem com aqueles que vivem realidades semelhantes”, explica.

O site oficial do Ministério Adventista das Possibilidades reforça que, no trecho bíblico de Mateus 28:18-20, Jesus dá a ordem de levar a mensagem de salvação para todos e em todos os lugares, circunstâncias e singularidades.

Relatos de transformação

Um exemplo de como a acessibilidade pode levar o conhecimento sobre a Bíblia mais longe é o relato de Juliana Santos. Ela é conselheira voluntária do MAP, possui deficiência visual e entrou em contato com a área de Estratégias Digitais para auxiliar na incrementação dos recursos de inclusão.

Juliana reuniu um grupo com centenas de pessoas atendidas pelo Ministério Adventista das Possibilidades e formou um dossiê de necessidades específicas. A partir desse retorno, os sites foram equipados com os recursos exigidos. “Essa incrementação proporciona que todas as pessoas tenham autonomia e consigam acessar materiais da Igreja que antes não conseguiam”, explica ela.

Ezequiel Olate é voluntário na sede administrativa da Igreja Adventista para o Chile e ajudou a incrementar as ferramentas de acessibilidade na Rede Novo Tempo do país. Ele possui deficiência física e também está sendo beneficiado com os novos recursos dos sites da igreja, pois afirma que normalmente precisa fazer muito esforço para mover o mouse. Com as ferramentas de acessibilidade, Olate pode acessar o conteúdo com mais facilidade. “Utilizando o controle facial, eu posso ler o conteúdo somente ao movimentar a cabeça”, explica.

Dados

Nos meses iniciais de utilização desses recursos, de abril a junho, os dados apontam que:

  • As principais interações ocorrem em dispositivos móveis (89,3%), indicando que essas ferramentas auxiliam principalmente quem acessa os conteúdos pelo celular.  
  • Pessoas com deficiência visual (48,3%), TDAH (20,3%) e dislexia (5,69%), são as que mais utilizam as soluções oferecidas.
  • Os recursos mais utilizados incluem modos de contraste, ajustes de fonte e zoom de conteúdo, contribuindo para uma navegação mais confortável e inclusiva.

Estes números afirmam que, quando a inclusão acontece, a mensagem pode chegar mais longe e alcançar outras pessoas. Ezequiel conclui que essa é uma grande iniciativa, pois vivemos em um mundo digitalmente conectado e precisamos disponibilizar conteúdos para indivíduos diferentes com capacidades diferentes.


*Estagiária sob supervisão de Jefferson Paradello

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