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Encontro motiva colportores no Ceará

O evento contou com momentos de comunhão, homenagens e seminários

Por Cida Souza 1 de março de 2020

À esquerda, Reginaldo Arêa, ao centro, Antônia Rosa e à direita, Willians Albuquerque – Foto: Joseph Redfield

Você, certamente, já ouviu falar sobre a colportagem. Mas, a menos que atue nessa área, você não imagina as experiências de milagres que ela proporciona. Há vinte anos exercendo a função de colportor, Reginaldo Arêa, sabe bem disso. Ele já realizou muitos sonhos pessoais e da sua família. “Eu ingressei na colportagem no ano de 2000. E tem sido uma base para minha vida. Por um tempo eu saí para trabalhar em outro ramo, mas todos os dias sonhava em voltar para a colportagem. Voltei e não me arrependo. Minha esposa e meus filhos também são colportores. Apesar dos desafios, Deus trouxe muitas bênçãos para mim,” ressalta.

Foi para compartilhar histórias como essa que aconteceu em Fortaleza, durante este final de semana, o Encontro de Colportores com o tema Até que Ele venha. O evento reuniu 50 participantes. “Esperamos que as pessoas saiam daqui motivadas, pois a colportagem não é apenas venda de livros, é um chamado de Deus. Nós somos uma igreja profética e o trabalho com páginas impressas vai seguir até que Jesus volte. Cada livro em uma casa é uma oportunidade de transformação de uma família ou de uma comunidade”, explica o líder de Publicações para o estado do Ceará, Pr. Fabrício Silva.

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Antônia Rosa foi uma das homenageadas durante o evento. Há trinta anos atuando como evangelista de literatura impressa, já perdeu a conta dos milhares de livros e revistas vendidos. Seu trabalho também levou várias pessoas ao batismo.  Quando lhe perguntam sobre a colportagem, ela sem hesitar responde: “É uma luz. É tudo em minha vida.” Com 77  anos e uma aposentadoria, Antônia ainda pretende continuar trabalhando. “Já vendi livros como folhas de outono, dei estudos bíblicos para muitas pessoas e por meio disso igrejas foram construídas. Eu sempre volto à casa onde deixei algum livro para falar sobre Jesus”, conta.

Decisão

Esses relatos inspiraram Willians Albuquerque. “A gente percebe que a atividade está cada vez mais se profissionalizando. Eu estou começando agora. Mas, esses testemunhos são exemplos para mim e para muitos jovens que estão na ociosidade e não veem oportunidade de ser útil para alguém e alcançar seus objetivos”, enfatiza. Apesar de já ter participado da Colportagem Estudantil, projeto que auxilia jovens a adquirir recursos para ingressar em faculdades, o estudante de pedagogia, de 26 anos, decidiu usar a profissão para colportar.  “Esse encontro me fez refletir sobre o meu papel na igreja e na sociedade, estou saindo daqui edificado e com o propósito de me tornar um consultor educacional.  Talvez, no próximo encontro, seja eu recebendo uma placa de homenagem pelo trabalho desenvolvido”, salienta.

Foram três dias de capacitação. Além de apresentar a atividade de um colportor e os planos de carreira, os participantes assistiram a seminários sobre técnicas de vendas, Espírito de Profecia e Saúde Financeira. Uma noite de lazer com atividades ao ar livre também complementou o Encontro.  As colportoras e esposas dos colportores, por sua vez, tiveram um momento especial promovido pela Ala Feminina da Colportagem (AFEC) que tem como finalidade oferecer orientações sobre o bem-estar físico, familiar e emocional.

O que é a colportagem? 

A colportagem é um ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Desenvolvido desde 1881, é uma atividade de distribuição de livros e revistas. As publicações são levadas às pessoas pelos colportores, por meio de visitas em casas, igrejas evangélicas, empresas e instituições. Embora seja um ministério, é também uma oportunidade de crescimento profissional.

Confira algumas fotos do Encontro de Colportores abaixo:

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