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Três ideias sobre o futuro da colportagem adventista

Evento com mais de dois mil participantes de vários países vai repensar a atividade histórica de colportagem adventista e publicações na Igreja.

Por Felipe Lemos 23 de abril de 2019

Atividade passa por um momento para repensar seus principais objetivos. (Foto: Daniel de Oliveira/CPB)

O II Concílio Sul-Americano de Colportores Evangelistas, intitulado Até que Ele venha, começa nesta terça-feira, 23, com uma ideia muito clara. Além de ser uma celebração da colportagem adventista com os cerca de 2.400 participantes, o evento procura apontar para o futuro da atividade.

O encontro terá convidados de Filipinas, Rússia, México, Espanha, Curazao e África do Sul, incluindo o líder mundial adventista, pastor Ted Wilson, e o líder mundial da área de Publicações, pastor Almir Marroni.

História antiga

É importante lembrar que, por meio da colportagem, ou seja, da venda de livros religiosos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida na América do Sul. Em 10 de dezembro 1891, chegaram os primeiros missionários Elwin W. Snyder, Albert B. Stauffer e Clair A. Nowling. Os três deram início ao programa de distribuição de livros no continente.

No Brasil, os livros com os ensinamentos adventistas cruzaram fronteiras. E chegaram até as mãos das pessoas servindo de embalagem para sabão. Em 15 de junho de 1895, foi organizada a primeira igreja adventista em solo brasileiro, em Santa Catarina. Teve direta influência da colportagem.

Veja vídeo sobre o papel das publicações na chegada do adventismo no Brasil:

Três ideias essenciais

Mas a sociedade mudou muito desde o século XIX. Pelo menos em dois principais aspectos. A tecnologia avançou de forma rápida e hoje o mundo digital é uma realidade nas relações humanas em qualquer nível. Além disso, em grandes, médias ou mesmo pequenas cidades, o ritmo de atividades torna o contato entre as pessoas cada vez mais escasso e superficial.

Por isso, o pastor Tércio Marques, diretor sul-americano da área de Publicações da Igreja Adventista (que coordena as atividades dos colportores), sublinha três conceitos importantes para o futuro da colportagem.

1.Colportores que atuam muito mais como consultores do que vendedores

O antigo missionário preocupado prioritariamente com a venda dos livros dá lugar a um consultor. Alguém que oferece serviços úteis para as pessoas e orientações importantes que proporcionam bem-estar físico, mental, emocional e espiritual. É o caso, por exemplo, dos consultores de saúde da família, projeto que ganha mais adesão e consistência. Consultores especializados identificam necessidades e acompanham pessoas com metas de melhoria específicas de qualidade de vida.

2.Colportagem cada vez mais focada na missão de pregar o evangelho

O projeto Dois Ministros ilustra perfeitamente a ideia. Neste caso, a ideia é resgatar o conceito pioneiro da colportagem, uma atividade idealizada para servir de oportunidade para ensino da Bíblia. De casa em casa, em empresas, escolas ou mesmo em outras circunstâncias, os colportores se tornam mais evangelistas. E fazem isso com uma abordagem especial e sensibilizam muitos, em suas visitas domiciliares, para conhecer mais sobre o conteúdo da Bíblia. A ideia é que trabalhem muito próximos dos Pequenos Grupos, das classes bíblicas e dos instrutores voluntários que atuam nas igrejas locais.

3.Colportagem mais conectada com o mundo digital

Apesar de não abrir mão do contato pessoal, a nova colportagem se valerá dos meios digitais com inteligência. Sites e redes sociais podem ajudar os colportores a agilizar seu relacionamento com pessoas interessadas em bons materiais. Ao mesmo tempo, a criação do Instituto Vida e Colportores Associados (IVCA) pretende oferecer um novo canal de capacitação e aperfeiçoamento dos colportores, inclusive com vídeo aulas.

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