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Projeto paulista já arrecadou 1,6 mil bolsas de sangue em sete anos

Ação realizada por jovens do interior do Estado acontece pelo menos três vezes por ano.

Por Jhenifer Costa 14 de junho de 2019

Para Constantino, a doação também é uma forma de testemunhar de sua fé (Foto: Arquivo pessoal)

Há sete anos, o psicólogo Daniel Constantino, 35, foi desafiado a envolver os jovens de sua igreja e, ao mesmo tempo, torná-los relevantes para sua comunidade. Foi assim que ele e alguns amigos criaram um projeto para que os fiéis doassem bolsas de sangue para um dos maiores centros de hematologia e hemoterapia da região de Campinas, o Hemocentro da Universidade de Campinas (Unicamp).

Atualmente, Constantino mora em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Além de ser coordenador do projeto, ele também é responsável pelos jovens adventistas na região “guaçuana” e diretor de Saúde em um templo adventista. A iniciativa faz parte do projeto Vida por Vidas.

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Na entrevista a seguir, Constantino explica mais sobre o assunto.

Qual foi a sua motivação ao criar o projeto? 

O projeto de doação de sangue em Mogi Guaçu foi criado a partir de um desafio que pastor Alceu Filho me fez em 2012, quando era líder de jovens na região. Eu já era coordenador de jovens e ele me desafiou, na época, a levar um ônibus de jovens para doar sangue. Mas eu levei cinco ônibus para o Hemocentro da Unicamp. Foi uma grande doação e o Hemocentro ficou repleto de jovens adventistas. Depois dessa data, decidimos que ao invés de levar os ônibus iríamos trazer o Hemocentro até a nossa cidade. Desde então, três vezes ao ano recebemos a equipe do Hemocentro para a coleta de sangue.

Qual o impacto deste projeto na comunidade? 

Depois que começamos a fazer campanhas, muitas pessoas de diversas religiões apoiaram, como outros evangélicos e católicos. Temos um doador, chamado Jonas, que é bombeiro militar na cidade e ele é o maior divulgador do projeto. Sempre traz bombeiros para doar, assim como seus familiares. Veste a camiseta do projeto e até hoje nunca perdeu uma campanha. Aos poucos temos influenciado a sociedade.

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Quantas pessoas se envolveram nessa iniciativa desde que teve início? 

Tenho uma equipe de 10 pessoas que ajudam na organização e mais de 100 doadores assíduos, na sua grande maioria mulheres.

Quantas bolsas de sangue já foram coletadas?

Até momento, 1,6 mil bolsas de sangue foram coletadas na cidade. Fora as vezes que levamos doadores ao Hemocentro por alguma necessidade eventual de pessoas acidentadas ou por causa de cirurgias.

O que lhe faz acreditar e continuar liderando este projeto? 

Confesso que já pensei em parar. A sexta-feira que antecede a doação e o sábado da doação me deixam muito tenso. Sou o último a doar, esperando para que ninguém passe mal e tudo ocorra como planejado. Já propus para outras pessoas assumirem e eu apoiar, mas ainda ninguém quis.

Continuo porque, além de ser uma forma de ajudar pessoas que precisam de sangue, também é uma forma de evangelismo. Os doadores sempre agradecem por doar, dizem que é bonito ver a relevância social da Igreja Adventista. Ah, todos recebem um livro missionário. Jornais locais divulgam nossas ações e em todas doações temos cerca de 30 novos doadores. Sendo assim, tudo isso me faz continuar.

 

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