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Mais de 2 milhões são assistidos por ações adventistas

Dados são de levantamento realizado com departamentos da Igreja Adventista do Sétimo Dia do primeiro semestre do ano de 2021.  

Por Felipe Lemos 16 de setembro de 2021

Indicadores apontam as principais contribuições da Igreja Adventista (Arte: Tiago Wordell)

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) mostra, em pesquisa[1], que 2021 ainda não conseguirá reverter efeitos adversos da pandemia. A entidade, que conta 46 países-membros e oito territórios não independentes, alertou, em julho deste ano, que os impactos sociais da crise pandêmica ainda são graves.

De acordo com estes dados, no último ano a taxa de extrema pobreza nesta região atingiu 12,5% e de pobreza 33,7%. Outra informação repassada foi a de que a insegurança alimentar moderada ou grave atingiu 40,4% da população desta localidade em 2020.

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O desafio de reduzir os efeitos desastrosos para a sociedade tem sido encarado, também, por organizações religiosas. As instituições adventistas, por exemplo, foram responsáveis por atender, de diferentes formas, mais de 2 milhões de pessoas em oito países sul-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Isso tudo no primeiro semestre de 2021. Além dos números apurados, há outros projetos desenvolvidos que não foram computados.

ADRA e ASA  

A agência humanitária adventista, a ADRA, contabilizou nos primeiros seis meses do ano a realização de 112 projetos no território sul-americano. As iniciativas resultaram em um atendimento a 972.233 beneficiadas de forma direta. A ADRA possui parcerias com órgãos públicos e entidades privadas, e tem um trabalho permanente de solidariedade.

Já a Ação Solidária Adventista (ASA), que é um departamento com atuação nas congregações locais adventistas, também ofereceu auxílio no primeiro semestre em prol dos que sofrem. Foram 51.286 projetos solidários, com 953.044 beneficiados. Ao todo, os registros dão conta de que os voluntários da ASA foram responsáveis pela arrecadação de 3 milhões de quilos de alimentos. Sem falar em 60.026 pessoas que participaram de cursos de desenvolvimento humano.

Vida por Vidas e Ouvido Amigo  

Outra ação permanente foi o projeto de incentivo à doação de sangue. O Vida por Vidas, coordenado pelo Ministério Jovem da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ocorre há vários anos e, nos primeiros seis meses de 2021, contou com o registro de 63.277 doadores. Uma considerável parte destes doadores costuma ir com frequência aos bancos de sangue, o que se torna essencial para manutenção dos estoques.

Já o Ouvido Amigo, inciativa que teve início durante a pandemia, segue firme nos oito países sul-americanos. O projeto consiste em atendimentos gratuitos a pessoas que buscam ajuda psicológica, muitos por conta dos efeitos pandêmicos. De janeiro a junho deste ano, foram realizados 7.097 atendimentos.

A Rede de Educação Adventista também contribuiu para este balanço social. Por meio das instituições educacionais de oito países (o que inclui colégios, escolas, centros universitários, faculdade e universidades), 50.661 pessoas foram atendidas em iniciativas sociais com a doação de 25.033 cestas básicas.

Para o presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, pastor Stanley Arco, os dados evidenciam pelo menos dois aspectos. O primeiro deles é o de que a sociedade precisa de atividades permanentes, e não pontuais. “E, neste caso, os adventistas procuram não apenas iniciar bons projetos, mas mantê-los constantemente, inclusive e especialmente no período pandêmico, a fim de que haja continuidade na atenção aos mais vulneráveis”, ressalta.

Outro aspecto que Arco enfatiza é o de que a solidariedade descrita não é apenas uma ação de instituições adventistas. Ele chama a atenção para o fato de que, por trás destes números, há dedicação e amor de muitas pessoas que voluntariamente estendem a mão para ajudar seu semelhante. “Este balanço social é o resultado da fé e do amor de pessoas, movidas pelo Espírito Santo, para diminuir a dor quem está sofrendo ao nosso lado”, pontua.


Referência:

[1] https://www.cepal.org/pt-br/comunicados/o-crescimento-america-latina-caribe-2021-nao-conseguira-reverter-os-efeitos-adversos 

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