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Voluntários amparam famílias venezuelanas no Maranhão

Famílias ganharam café da manhã, cestas básicas e uma mensagem bíblica para começar o dia. Adventistas continuarão a prestar auxílio aos refugiados.

Por Suyane Scanssette 5 de setembro de 2019

As famílias vivem alojadas nas dependências do terminal rodoviário de São Luís, no Maranhão, e passam dificuldades. (Foto: Divulgação)

“O estrangeiro residente que viver com vocês, será tratado como natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito”. A citação é do livro bíblico de Levítico, no verso 34 do capítulo 19, cujo conselho foi dado há mais de quatro mil anos ao povo hebreu, recém-saído das terras egípcias.

Atender, portanto, ao conselho divino de acolher o estrangeiro foi a motivação que levou voluntários adventistas do Nordeste do Maranhão a realizarem, no mês de agosto, uma ação beneficente para ajudar famílias de venezuelanos que estão acampadas de forma improvisada na área do terminal rodoviário de passageiros de São Luís, capital do Estado.

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Eles ofereceram um café da manhã para 17 venezuelanos, sendo 11 adultos e 6 crianças, e ainda fizeram a entrega de cestas básicas e de roupas para as famílias alojadas na rodoviária. Para isso, contaram com a ajuda de empresários, panificadores, da Associação de Moradores do São Bernardo e dos membros da Ação Solidária Adventista das igrejas dos bairros de Janaína e Vila Embratel.

“Foi muito gratificante ver a alegria no rosto de cada uma daquelas pessoas e mais ainda poder ver toda igreja envolvida, como os Desbravadores, Aventureiros. Ou seja, a igreja comprometida em fazer aquilo que Cristo pediu que fizéssemos: amar de fato nosso próximo não só com palavras, mas com atitudes”, destaca Patrícia Miranda, do templo adventista de Habitar, cuja ideia de ajudar os moradores do país vizinho surgiu em uma reunião dos membros de sua congregação.

Solidariedade

Adultos e crianças receberam gesto de carinho em forma de doações de voluntários adventistas. (Foto: Divulgação)

Além do alimento doado aos refugiados, foi celebrado ali um culto contendo uma mensagem bíblica. Após a ação beneficente, as famílias continuarão a ser assistidas em suas necessidades pelos voluntários, dentre eles, Alex Correia, que tem feito visitas e oferecido estudos bíblicos. “Meu objetivo é levá-los à igreja no sábado”, ressalta.

O gesto de solidariedade prestado pela equipe de voluntários foi reconhecido com a gratidão do venezuelano Jonny Jose Mata. “A situação no meu país está muito triste. Primeiro acabaram os remédios. Muitas crianças [estão] morrendo de fome e lá já não tem roupa, trabalho, comida e tudo está muito caro. Queremos agradecer aos brasileiros que estiveram aqui com a gente e puderam nos ajudar. Eu agradeço muito mesmo”, disse emocionado.

Além dele e sua família, até o final de julho já haviam pelas ruas, canteiros, semáforos e rotatórias da capital maranhense 156 venezuelanos, segundo levantamento feito pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop). Estima-se, até o momento, que o número de refugiados venezuelanos na localidade ultrapasse mais de 200 pessoas.

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