Notícias Adventistas

Obra sugere caminhos para trabalho harmônico entre ancião e pastor

Livro escrito pelo teólogo Wellington Barbosa analisa de forma profunda papéis do pastor e do ancião nos escritos de Ellen White ao longo de vários anos.

Por Felipe Lemos 10 de novembro de 2020

Pastor Lucas Alves, secretário ministerial, mostra livro lançado durante Concílio Anual. (Foto: Gustavo Leighton)

A função do ancião na Igreja Adventista do Sétimo Dia é bem documentada biblicamente e na história adventista. Nos escritos do Novo Testamento, por exemplo, o ancião, também conhecido como presbítero ou bispo, tornou-se um elemento muito importante no contexto das primeiras congregações cristãs. Um apoio essencial ao ministério de um movimento crescente.

No livro de Atos, os anciãos são descritos como administradores de recursos para os crentes da Judeia, líderes das igrejas recém-implantadas, ativos em decisões do Concílio de Jerusalém ao lado dos apóstolos e representantes das congregações.

Leia também:

Consciente desta realidade, a Igreja Adventista do Sétimo Dia em nível sul-americano fez o lançamento oficial, durante o Concílio Anual, da obra As duas faces do ministério – o papel do pastor e do ancião nos escritos de Ellen White, de autoria do teólogo e editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB), pastor Wellington Barbosa. O livro foi produzido para ajudar a desenvolver um trabalho harmônico entre anciãos e pastores na realidade das congregações locais. Nas palavras do próprio autor, a razão para o material ter sido escrito é a de discutir três pontos: (1) como Ellen White definia a missão da Igreja Adventista; (2) como a denominação e Ellen White definiam o papel do pastor e do ancião no cumprimento da missão adventista; e (3) como esses dois ofícios deveriam se integrar ao cumprirem a missão da Igreja.

Conteúdo

Historicamente, os adventistas compreendiam dois papéis básicos desenvolvidos pelo ancionato. Havia a figura do ancião itinerante que, de acordo com a página 28 do livro, “desempenhava a função evangelística apostólica (‘pregando a palavra’), enquanto o ancião local realizava a atividade pastoral (‘presidindo bem’). Essas concepções ajudaram a formar a compreensão dos líderes adventistas em relação ao papel do pastor e do ancião no cumprimento da missão”. O trabalho de pesquisa de Barbosa foi exaustivo e levou em conta documentos produzidos entre 1844 e 1915 sobre o trabalho destes líderes.

De acordo com o teólogo, “o livro tem sua origem em minha dissertação de mestrado, escrita durante o período em que eu servia à igreja como pastor distrital. À época, minha atenção foi chamada para o fato de que, em alguns momentos parecia haver certa confusão entre os papéis desempenhados por mim, como pastor, e pelos anciãos, em sua liderança congregacional”.

Um ponto prático da obra diz respeito à série de sugestões ou passos que o autor oferece para tornar mais qualificado este trabalho integrado. No primeiro passo, ele identifica o papel do ancião que consiste em pastorear a igreja, nutrir espiritualmente os membros, fazer o microplanejamento de sua congregação e capacitar os membros locais.

Importância da obra

O pastor Lucas Alves, secretário ministerial da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, salientou que, nos escritos de Ellen White, há uma forte ênfase para que o ancião assuma a responsabilidade de “alimentar” adequadamente o rebanho das igrejas.

Ele lembrou que o grupo de mais de 50 mil anciãos, nas congregações adventistas sul-americanas, é o que efetivamente está presente no cotidiano dos membros, seja em visitações, pregações e no apoio a todos os ministérios. “Nós precisamos tornar ainda mais forte este ministério importantíssimo e estratégico para o avanço no cumprimento da missão”, arrematou.

Veja Também


Comentários

WordPress Image Lightbox