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Igreja cria comissão para fortalecer papel do ancionato

Ancionato passa a ser fortalecido com o estabelecimento de comissão que vai trabalhar para apresentar propostas até metade de 2021.

Por Felipe Lemos 9 de novembro de 2020

Atividade do ancionato é considerada essencial para o desenvolvimento das congregações locais. (Foto: Shutterstock)

O Concílio Anual da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul votou, na segunda-feira, 9 de novembro, a criação de uma comissão específica encarregada de reforçar o papel do ancionato na igreja local. O ancionato é uma área de apoio ao ministério pastoral, responsável prioritariamente pelo cuidado dos membros das congregações locais em busca do desenvolvimento espiritual e missionário.

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No Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, quando fala das qualificações gerais da liderança das igrejas locais, há uma menção importante ao papel dos anciãos, como apoiadores do pastoreio da congregação. O registro bíblico também é claro. O apóstolo Paulo convocou os anciãos da igreja e os aconselhou: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20:28).

Objetivos da comissão

A Comissão sobre o ancionato na igreja local é formada por 19 pessoas, mulheres e homens, de vários países e funções diferentes. Eles terão um prazo, até julho de 2021 para propor sugestões em relação ao tema. Para realizar esta atividade, os integrantes da comissão atuarão sob cinco objetivos específicos.

O primeiro dos objetivos consiste em detectar e direcionar as necessidades prioritárias e demandas do ancionato. Esta meta trata da percepção de como o trabalho dos anciãos nas congregações precisa ser fortalecido, ainda mais, em direção ao cumprimento da missão.

O segundo objetivo que ajudará a nortear o trabalho dos membros desta comissão tem a ver com o desenvolvimento de uma proposta para o crescimento do ancionato no contexto pós-pandemia. As mudanças significativas, ocasionadas pela pandemia em diferentes aspectos da vida humana, ainda repercutem para todas as organizações. E a discussão deste grupo levará em conta, por exemplo, como o ministério do ancionato poderá apoiar os membros em um contexto com maior utilização da tecnologia digital.

O terceiro ponto para observação do grupo está relacionado à ampliação e abrangência do ancionato com a participação de mulheres. Há alguns anos, as divisões que compõem a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia possuem autorização para decidir e definir como pretendem desenvolver diretrizes para o assunto.

Integração ministério pastoral e ancionato

A comissão também pautará suas discussões e proposições em um quarto objetivo. Trata-se da ideia de intensificar o papel do ancionato dentro do processo de discipulado. Já o quinto objetivo está focado no desenvolvimento de competências ministeriais voltadas à realidade do ancionato. “Nossa intenção, no diálogo com este grupo, é atuar de maneira que a atividade do ancionato seja ainda mais relevante para os tempos atuais, constitua um apoio essencial ao ministério pastoral e, principalmente, que promova o desenvolvimento espiritual e missionário dos membros”, destaca o pastor Bruno Raso, vice-presidente da Igreja Adventista, e que vai liderar os trabalhos da comissão.

Em recente livro, intitulado As duas faces do ministério – o papel do pastor e do ancião nos escritos de Ellen White, o teólogo Wellington Barbosa, editor da Casa Publicadora Brasileira, apresentou sugestões a fim de potencializar o trabalho, de forma integrada, entre os pastores e os anciãos. O autor fez uma profunda pesquisa e análise destes ofícios, entre os anos de 1844 e 1915. Levou em conta a Bíblia e os escritos de Ellen White, bem como outras fontes históricas, e finalmente apresentou passos possíveis para uma harmonia destas duas atividades, essenciais no contexto de liderança adventista.

Ao explicar o primeiro passo, o autor faz alusão à importância da definição clara de papéis. E afirma, à página 100, que “quanto ao ancião, deseja-se que ele pastoreie a igreja, nutra espiritualmente os membros, faça o microplanejamento da sua congregação e capacite os membros locais”.

“Entendemos que avançamos em um processo de maturidade sobre várias temáticas para termos uma igreja mais bíblica, missionária e sintonizada com a realidade, o que obviamente inclui o desenvolvimento da liderança das congregações locais. Trabalhamos para fortalecer o papel do ancionato em vários aspectos. E isso inclui, também, uma maior participação das mulheres em um ministério tão estratégico como este, que historicamente foi estabelecido para ser um pilar de sustentação da pregação do evangelho nos tempos finais”, pondera o pastor Erton Köhler, líder sul-americano adventista.

Cronograma de trabalho da comissão (previsão)

Novembro de 2020

Formação da Comissão sobre o Ancionato na Igreja Local

Dezembro de 2020

Reuniões de planejamento da Comissão e orientações às Uniões e Campos quanto aos objetivos (Administração e Associação Ministerial).

Fevereiro / Março de 2021

– Entrevistas das Uniões / Associações e Missões / Pastores e líderes locais.

Abril / Maio de 2021

– Entrevistas da Comissão com as Uniões.

Junho de 2021

– Preparação do relatório da Comissão com as propostas finais.

Julho de 2021

– Apresentação das propostas na Comissão Diretiva Plenária da Divisão Sul-Americana

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