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Mais de 800 mil recebem estudos bíblicos em 2020

Além dos estudos bíblicos, mais de 159 mil foram batizados na Igreja Adventista em um ano difícil para o evangelismo. Missão não parou.

Por Felipe Lemos 23 de dezembro de 2020

Batismo emblemático ocorrido em 2020. Decisões espirituais continuam ocorrendo, mesmo em ano pandêmico. (Foto: Jessie Aias)

O que impele a Igreja Adventista do Sétimo Dia a pregar o evangelho é a consciência clara da sua missão de compartilhar a mensagem de salvação em Cristo. O ano de 2020 foi desafiador para alcançar este objetivo. Medo, insegurança e restrições legais, por conta da pandemia, alteraram a rotina dos templos e da vida em comunidade da maioria dos membros.

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Mesmo assim, um balanço prévio dos adventistas na América do Sul mostra, por exemplo, que 159.075 pessoas foram batizadas como membros da igreja (dados contabilizados até dia 22 de dezembro). Outro dado surpreendente é que mais de 825 mil pessoas passaram a receber estudos bíblicos neste ano. Seja por meio do trabalho pessoal de algum adventista ou de algum projeto de escola bíblica em formato digital. O número dos que afirmam estar dando estudos bíblicos (instrutores voluntários) chega a 425.366.

Movimento não parou

Se o número de batismos foi o de quase 160 mil, é importante ressaltar que, neste contexto, pelo menos 25.174 retornaram à Igreja Adventista. Isto é, são pessoas que um dia já tinham feito parte da denominação, mas abandonaram e ficaram afastadas até, em alguns casos, por muitos anos.

O relatório da Secretaria Executiva também mostrou que, em 2020, de acordo com o levantamento realizado até metade de dezembro, foram plantadas novas 373 congregações adventistas. O número total de igrejas e grupos organizados adventistas passa de 28 mil nos oito países da Divisão Sul-Americana da Igreja.

Missão na veia

O ano de 2020 foi complicado para o técnico de enfermagem Estevão Barbosa, que mora em Tatuí, no interior de São Paulo. Ainda mais pelo fato de trabalhar com resgate do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Mesmo assim, ele, que é batizado há quatro anos na Igreja Adventista do Sétimo Dia, conseguiu dar oito estudos bíblicos. “Foi o maior número que já tive no ano. Fizemos por meio de lives e espero colher frutos ainda em 2021”, comenta.

A vida de Barbosa ilustra bem os números do balanço missionário adventista de 2020. Como líder na sua congregação, ele se encarregou de ajudar a organizar ao menos 30 duplas missionárias. A ideia era formar um exército pronto para sair e compartilhar a mensagem com ímpeto. Tudo foi programado antes da pandemia. Com as restrições e isolamentos, os planos mudaram.

“Percebendo a necessidade atual, partimos para evangelizar por meio de kits que fizemos com itens como máscaras, revistas, livros, cds e dvds. Escolhemos o bairro mais carente da cidade e formamos 15 duplas. Conseguimos alcançar 300 pessoas com mensagens de esperança e buscando amigos interessados”, relembra.

Decisão em 2020

Se Estêvão Barbosa transformou um ano difícil em oportunidade para pregar, o açougueiro Mailson de Sena Gonçalves, de Orizona, Goiás, tomou em 2020 a decisão de entregar a vida a Cristo. O batismo está marcado para o mês de janeiro do próximo ano, porém neste ano ele intensificou os estudos da Palavra de Deus.

“Com os estudos eu aprendi mais sobre Jesus e seus ensinos. Eu me tornei uma pessoa melhor e passei a compreender mais as coisas. Inclusive amar mais o próximo e principalmente a Deus. A única coisa que desejo é buscar o reino de Deus e Sua Justiça”, comenta Mailson.

Satisfação

Para o diretor de Ministério Pessoal da Igreja Adventista na América do Sul, pastor Herbert Boger Jr., é maravilhoso constatar todos estes estudos bíblicos e decisões espirituais em 2020 apesar das dificuldades. É gratificante perceber, para o líder, que iniciativas missionárias pessoais e virtuais das duplas missionárias, pequenas comunidades (unidades de ação da Escola Sabatina, Pequenos Grupos e ASA) levaram em conta o método de Cristo de atender as necessidades das pessoas e, então, levá-las até Deus. “Vejo a essência da igreja neste método, tendo uma proeminência em meio à pandemia, que deve continuar até Jesus voltar”, resume.

A mesma percepção tem o diretor de evangelismo da Igreja Adventista na América do Sul, pastor Luís Gonçalves. Segundo o evangelista, “em um ano desafiador, com situações inesperadas, quando o mundo inteiro parou, quando a dúvida e o medo dominaram a vida das pessoas, vimos uma igreja que se levantou com poder e responsabilidade, como uma voz de esperança, para anunciar a mensagem de salvação”.

Infográfico resume principais indicadores. (Arte: Antônio Abreu)

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