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Discipulado baseado em dados possibilita trabalho evangelístico direcionado

Com o auxílio do sistema de secretaria chamado ACMS, pastores e membros podem participar ativamente nas atividades de evangelismo.

Por Anne Seixas 12 de novembro de 2019

David Trim, diretor de Arquivos, Estatística e Pesquisa para a Igreja Adventista em todo o mundo, fala sobre a importância de se manter dados precisos sobre os membros (Foto: Anne Seixas)

Quando se fala sobre o batismo e em pregar o evangelho, a expectativa é que essas pessoas façam uma escolha vitalícia. No entanto, parte delas deixa o convívio da congregação e têm seu nome incluído na lista dos membros afastados. A missão, então, torna-se resgatar as pessoas que deixaram a igreja. Para isso é preciso empregar iniciativas evangelísticas que pretendem despertar o interesse para o retorno ao âmbito religioso.

Uma delas diz respeito ao discipulado, que visa, de forma continuada, ajudar a fortalecer o envolvimento pessoal no objetivo de levar outros a Cristo. “Nós acreditamos que essa é uma necessidade da Igreja porque precisamos formar pessoas para serem discípulos aqui na Terra, mas também para quem possam ganhar outros e formar a outros como discípulos”, pontua o pastor Edward Heidinger, secretário executivo da Igreja Adventista para oito países da América do Sul.

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Organização sistemática

No entanto, para fazer esse tipo de contato, é necessário ter um banco de dados sistematizado que possibilite o encontro do discípulo ao que se pretende trazer de volta. A Igreja Adventista em toda a América do Sul desenvolveu um sistema que consiste em manter os dados de membros e pessoas afastadas sempre atualizados.

Para que isso seja possível com os mais de 2,5 milhões de adventistas nos oito países, foi necessário criar equipes que atuam de forma regional, facilitando assim esse processo. “Nós trabalhamos fortemente com o registro de membros. Esse registro, se está bem atualizado, se nós classificamos as pessoas por grupos, nós podemos atendê-los melhor”, explica Heidinger.

Por meio do Sistema de Gerenciamento Adventista (ACMS, em tradução livre), os secretários voluntários nas igrejas locais podem inserir nome completo, endereço, telefone, e-mail e outros caminhos para que sejam facilmente contatadas. Contudo, em certas regiões o número de membros torna inviável que uma só pessoa cuide dessas informações.

Por isso foram criadas equipes e os chamados secretários distritais. Estes são responsáveis por coordenar os voluntários e fazer avaliações dos mesmos, com o objetivo de manter os dados tão fiéis quanto possível.

O motivo de tanto cuidado na organização dessas informações é justamente ter um retrato fidedigno da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul. A partir disso, é possível traçar estratégias para trazer de volta os membros afastados.

Discipulado direcionado

O motivo de tanto cuidado na organização dessas informações é justamente ter um retrato fidedigno da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul. A partir disso, é possível traçar estratégias para trazer de volta os membros afastados.

Atualmente, a principal estratégia tem sido o discipulado. Esse método consiste em inserir as pessoas no convívio da igreja, seja em programações ou ministérios para o qual tem o dom. Em uma breve pesquisa, descobre-se qual a área de aptidão do membro e estimula-se que ele participe ativamente das atividades.

A ferramenta também auxilia pastores a prestarem melhor atendimento aos fiéis e demais pessoas interessadas em ser parte da Igreja Adventista. Alguns recursos para evitar que as pessoas deixem a Igreja são os Pequenos Grupos, unidades de ação, duplas missionárias, Clube de Desbravadores, Ministério da Recepção, entre outros. Essas atividades favorecem o sentimento de comunidade e pertencimento da pessoa em determinado grupo. “Eu nunca vi uma pessoa envolvida com a missão e as atividades deixar a igreja”, reforça o pastor Edward Heidinger.

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