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Após 40 dias de portas fechadas, alguns estados liberam reabertura de igrejas no Centro-Oeste

Três estados da região já tiveram liberação para reabertura das igrejas com medidas preventivas

Por Jenny Vieira 29 de abril de 2020

Igrejas voltam a abrir e fiéis podem frequentar aos cultos novamente, cumprindo com as medidas de segurança

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Ideia Big Data e publicada pelo site da CNN Brasil na última segunda-feira, 27, mostrou que igrejas e salões de beleza são os locais em que os entrevistados voltarão mais depressa, logo que seja anunciado o fim da quarentena. Segundo a pesquisa, 33% dos 1.667 entrevistados pretendem voltar a frequentar sua igreja na mesma semana em que o templo voltar a abrir. Outros 14% voltariam em até 15 dias e 22%, após um mês. Essa realidade já começou a ser vista no Centro-Oeste do Brasil, após três estados decretarem o fim da quarentena para as igrejas, com as devidas regras de segurança.

Uma média de 186 igrejas adventistas voltaram a abrir suas portas no último sábado, 25, após completarem pouco mais de um mês com as portas fechadas devido as medidas de isolamento social exigidas pelo governo, para o combate à pandemia da COVID-19.

Igreja em Hidrolina – GO, votou a funcionar para cultos no último sábado. Foto: divulgação.

Os decretos foram divulgados na última semana, nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As respectivas sedes administrativas da Igreja Adventista para cada estado criaram notas oficiais orientando os membros e pastores no retorno gradativo dos cultos, com base nas regras estabelecidas por cada decreto estadual.

Por meio de nota e dos pastores locais, as igrejas foram orientadas a receberem apenas 30% ou 50% da quantidade de membros que normalmente ocupavam os bancos. Para isso, cada igreja deve realizar dois ou mais cultos por dia, para que todos os membros, que não fazem parte do grupo de risco, possam comparecer. Os assentos estão sendo marcados nos locais indicados para que cada pessoa possa sentar-se com cerca de dois metros de distância das outras. Ninguém deve entrar no local sem máscara e o contato físico na entrada e saída dos cultos não é permitido. Na recepção da igreja, uma pessoa fica responsável por medir a temperatura dos fiéis, além de ser disponibilizado álcool em gel para higiene das mãos e produtos de higiene para os sapatos. Essas e outras medidas servem para evitar a contaminação pelo vírus.

Os assentos estão sendo marcados para que cada participante fique a pelo menos dois metros de distância dos demais

Em Campo Grande – MS, o pastor Paulo Alvarenga, abriu a igreja sede de seu distrito no último sábado. O templo, que normalmente comporta 220 membros, estava com apenas 20% de sua capacidade. “Nós fizemos contatos com todos os membros pra saber quantos estavam dispostos a voltar a congregar. No entanto, alguns deles fazem parte do grupo de risco ou convivem com pessoas do grupo de risco, por isso, ainda não poderiam voltar a frequentar à igreja. Tivemos nosso primeiro culto com poucas pessoas na igreja da Vila Jacy, e cumprimos todo o protocolo de prevenção. Acredito que nos próximos sábados já teremos mais fieis e, conforme a demanda de pessoas for aumentando, vamos realizar mais de um culto no mesmo dia”, explicou Alvarenga.

A estudante Silézia Gomes, da cidade de Hidrolina – GO, era uma frequentadora assídua da igreja e auxiliava nos cultos. Desde o início da quarentena, em casa, estava sentindo falta da convivência com os amigos e dos momentos de adoração em grupo. Quando recebeu a notícia de que os cultos voltariam a acontecer dentro dos templos, vibrou. “Pra mim os cultos na igreja têm um gostinho especial de sábado. Eu estava morrendo de saudade dos irmãos e das reuniões. Quando a gente está na igreja, a gente sente a presença de Deus. Eu fiquei emocionada de poder voltar, de cantar com todos e adorar a Deus mesmo nesse momento tão difícil em que estamos vivendo”, conta.

A distância recomendada também serviu para quem estava à frente, dirigindo os louvores e outros momentos da programação. Foto: divulgação

Ações diante da crise

Diante da situação que o mundo todo tem enfrentado, a Igreja não parou. Mesmo antes de poder retomar os cultos, como já está sendo possível em alguns lugares, a mensagem de esperança continuou a ser pregada por meios virtuais e por meio de ações sociais de atendimento a pessoas necessitadas. Em todos os estados do Centro-Oeste as igrejas e escolas permaneceram abertas para arrecadação de alimentos e distribuição de máscaras, sem nenhum tipo de aglomeração. Atendimentos psicológicos gratuitos, estão sendo realizados de forma virtual, bem como visitas pastorais e programações transmitidas pelas redes sociais.

Confira algumas dessas ações:

Mutirão solidário une a Igreja Adventista no Tocantins

Drive-thru Solidário arrecada alimentos para pessoas necessitadas

Jovens adventistas abastecem bancos de sangue em Brasília

Educação Adventista em Goiás realiza campanha para arrecadação de alimentos

Como incentivo para que os membros continuem levando a mensagem do evangelho, a Igreja Adventista na América do Sul lançou a campanha “Uma voz de esperança” que é focada em três pontos: Comunhão, Relacionamento e Missão.

A campanha “Uma Voz de Esperança” está disponível em: adventistas.org/umavozdeesperanca

A campanha visa promover o estudo dos livros de Daniel e Apocalipse, bem como a leitura do livro O Grande Conflito (comunhão); promover ações de solidariedade como atendimento a grupos de vulnerabilidade (relacionamento); e capacitar os membros a dar estudos bíblicos aos seus amigos e familiares, enfatizando as profecias do Apocalipse (missão). Saiba mais sobre a campanha clicando aqui.

“Nós temos uma grande missão pela frente. Não podemos parar. Em breve todas as igrejas poderão abrir novamente, mas acredito que os cuidados e a prevenção contra o vírus continuarão sendo necessários. Não podemos permitir que isso nos desanime. Este é o momento de buscarmos novas formas para a pregação do evangelho para alcançar ainda mais pessoas com a mensagem da breve volta de Jesus”, enfatiza o pastor Alijofran Brandão, líder da Igreja Adventista para a região Centro-Oeste do Brasil.

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