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Sede sul-americana adventista reorganiza departamentos

Mudanças manterão qualidade e atenção destinada aos membros e projetos de cada área

Por Anne Seixas 9 de novembro de 2020

Pastor Edison Choque recebeu a gratidão dos colegas na sede sul-americana da Igreja Adventsita (Foto: Gustavo Leighton)

O ano de 2020 foi marcado por diversos desafios em várias áreas da Igreja. E na financeira não foi diferente. Visando reduzir custos, os departamentos de Missão Global, Escola Sabatina e Ministério das Possibilidades da sede sul-americana adventista foram redistribuídos entre outros líderes. As mudanças foram anunciadas durante o Concílio Anual da denominação que ocorre nesta semana em Brasília.

O pastor Herbert Boger, que já lidera o Ministério Pessoal e a Ação Solidária Adventista (ASA), assume também a Escola Sabatina e Missão Global. Já o Ministério das Possibilidades fica a cargo do pastor Alacy Barbosa, que dirige o Ministério da Família.

“Para a Igreja, a unidade entre o Ministério Pessoal e a Escola Sabatina é imprescindível. Essa união dos ministérios integrará ainda mais o foco da Igreja na missão”, comenta Boger.

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A partir de agora, o pastor Edison Choque, que estava à frente desses ministérios, assume um novo desafio no nordeste do Brasil, em um distrito pastoral. “Todos nós fomos formados para sermos pastores, não para ser administradores ou departamentais. A delícia do pastoreio é ser pastor em algum lugar. Creio que essa é uma expectativa que sempre esquenta o coração, que dá o sentido porque o pastor existe”, declara emocionado.

Choque trabalhou na sede sul-americana da Igreja Adventista durante 13 anos. Dentre muitos departamentos, liderou momento as áreas de Escola Sabatina, Missão Global e os Ministério das Possibilidades, que antes era conhecido como Ministérios Especiais, que envolvem os trabalhos com surdos, grupos étnicos, entre outros.

No entanto, sua história no ministério pastoral começou há 35 anos no Peru, sua terra natal. Nascido em Arequipa, formou-se em Teologia na Universidade Peruana União (UPeU) e lá iniciou seu trabalho com a igreja local.

Ali também atuou como líder de jovens em três sedes administrativas. Veio para o Brasil em 1999 e trabalhou como pastor distrital e liderou o Ministério Pessoal no sul da Bahia. Voltou para o Peru para assumir novamente a liderança do Ministério Jovem, mas desta vez na União Peruana do Sul e, na sequência, na União Peruana do Norte.

Contribuição específica para surdos

Posteriormente, voltou ao Brasil para, desta vez, atender oito países da América do Sul. Alguns destaques de sua gestão são a pregação do evangelho para surdos. Foi sob sua liderança que nasceu o Evangelibras e a inclusão de intérpretes de língua de sinais nos materiais oficiais da Igreja Adventista.

“A ideia de alcançar os não alcançados é uma ideia abrangente da Missão Global. Tem esse grande direcionamento de chegar às pessoas que não foram alcançadas”, pontua Choque ao explicar que eram mais de cinco milhões de surdos na América do Sul e não existia material para eles.

Em 2017, o pastor Edison Choque realizou o batismo durante o Evangelibras (Foto: Gustavo Leighton)

“Nasceu aí a iniciativa de atender os surdos com a Escola Sabatina, com cursos bíblicos, livro missionário, com filmes em Libras (Língua Brasileira de Sinais)”, conta Choque. Hoje, seis dos oito países que compõem a Divisão Sul-Americana (DSA) possuem projetos específicos para esse público.

Outro destaque desses 13 anos de trabalho foi a criação e fortalecimento do Projeto Maná, que busca incentivar a assinatura da Lição da Escola Sabatina, um guia de estudos diários da Bíblia.

Durante o Concílio Anual da Igreja Adventista na América do Sul, quando ocorreu a despedida de Choque, diversos pastores ressaltaram o excelente trabalho desenvolvido por ele durante o tempo em que esteve à frente dessas responsabilidades.

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