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Igreja homenageia ex-diretor-geral da CPB pelos 45 anos dedicados à editora

Pastor José Carlos de Lima se aposentará no mês de agosto deste ano.


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Ao lado de Doris, sua esposa, pastor José Carlos de Lima mostra troféu que materializa parte dos reconhecimentos que recebeu por seus anos de trabalho (Foto: Gustavo Leighton)

Em 4 de julho de 1977, quando José Carlos de Lima foi contratado pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) como auxiliar de acabamento, ele não imaginava os planos que Deus lhe havia reservado. Financeiramente estabilizado e com uma carreira no ramo dos negócios em ascensão, decidiu deixar tudo para trás e seguir as orientações de sua avó, que teve um sonho em que entendeu que ele deveria ingressar na editora.  

Quase 45 anos depois, entrega seu oitavo cargo na instituição rumo à aposentadoria. Da década de 70 pra cá, o homem nascido em Loanda, no interior do Paraná, trilhou vários degraus até chegar à diretoria geral da editora em uma jornada marcada, em suas palavras, pelo trabalho dedicado a Deus. No final do ano passado, anunciou seu desejo de deixar suas atividades, momento em que o pastor Edson Medeiros foi escolhido para dar continuidade ao seu legado. 

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Durante o período de transição, estendeu sua permanência na CPB por mais alguns meses – agora como conselheiro, a qual será encerrada em julho deste ano. Mas por ocasião da Comissão Diretiva Plenária da sede da Igreja para oito países da América do Sul que ocorre de 13 a 17 de maio em Brasília, a administração deste escritório decidiu dedicar alguns minutos da reunião para reconhecer seu legado e lhe prestar uma homenagem. 

Por mais de 21 anos, José Carlos de Lima transitou pelos corredores da sede sul-americana da denominação. Na maior parte do tempo como membro da Comissão Diretiva Plenária, onde por várias vezes se levantou para apoiar projetos ou argumentar que a Igreja deveria reajustar pontos que favorecessem o cumprimento de sua missão.  

Reconhecimento 

O pastor Stanley Arco, presidente da Igreja para oito países da América do Sul, ressaltou o legado que Lima deixa não apenas para os funcionários da editora, mas também para os administradores nos vários níveis da denominação, tanto os que estão na ativa quanto aqueles que já estão aposentados.  

"O pastor Lima é uma inspiração em sua forma de liderar, de tratar as pessoas e de olhar apaixonadamente para a missão da Igreja como uma prioridade", sublinhou Arco. "Vocês são muito especiais para nós. Obrigado por permitirem que Deus fizesse um ministério maravilhoso através de vocês", dirigiu-se também a Doris, esposa do administrador. 

"Agradeço à minha esposa, que está comigo há 42 anos. Formamos, juntos, 90 anos de trabalho para esta Igreja. Deus me presenteou com uma esposa que contribui muito com meu ministério. Eu louvo a Deus por ela", disse Lima diante do plenário.  

No período em que esteve na liderança, ele se tornou conhecido por sua organização, implantação de novos processos e pelo crescimento da instituição, que hoje é a principal editora adventista do mundo.  

"A Casa Publicadora tem uma dívida com o senhor: de gratidão, reconhecimento. O ministério que o senhor desenvolveu ficam marcados nos 122 anos da CPB com o maior envolvimento da Casa com a igreja. Existem mais de 70 igrejas com um pedacinho da vida da CPB, onde o senhor colocou como uma meta", destacou o pastor Edson Medeiros, atual diretor-geral da editora.  

Uma das marcas do trabalho de Lima foi justamente apoiar a construção de templos adventistas por todo o Brasil, o que ele acredita ser uma das formas de louvar a Deus por tudo o que Ele fez e faz pela editora.  

Legado 

Durante a reunião, diversas pessoas se levantaram para expressar sua admiração pelo pastor José Carlos de Lima. Quem não pôde estar presente, o fez por vídeo. Foi o caso do pastor Almir Marroni, diretor mundial do Ministério de Publicações da Igreja Adventista.  

Em suas palavras, "queremos reconhecer seu ministério à frente da CPB. Embora produza apenas em uma língua, português, a influência se estende em todo o mundo. As editoras oficiais produzem em 350 línguas, e a CPB é reconhecida pela qualidade dos produtos, processos, espírito dos que servem, da visão missionária. É um modelo. Eu aprendi tudo isso vendo a CPB e a sua liderança. Agradeço, em nome do departamento e em meu nome pessoal. Eu vi sua visão da colportagem, formação de liderança, um programa de colportagem estudantil forte, preparo dos livros missionários. Foi uma experiência que agradecemos a Deus por termos vividos juntos." 

Marroni enviou a ele uma placa de reconhecimento pelas décadas de trabalho, principalmente por ajudar a impulsionar a colportagem no Brasil, atividade que consiste na oferta de literatura sobre saúde, educação, família e religião de casa em casa ou em empresas.   

Emocionado, Lima fez questão de elogiar os três diretores financeiros e um dos editores-chefe que trabalharam com ele durante sua gestão e que estavam presentes no auditório. Destacou que, tudo o que fez, o fez porque havia pessoas confiáveis ao seu lado.  

Pastor José Carlos de Lima (direita) agradece àqueles que caminharam com ele em parte de sua trajetória de serviço à Igreja. Da esquerda para a direita, pastor Marcos de Benedicto, atual editor-chefe da editora; Pastor Antônio Tostes, hoje diretor da Rede Novo Tempo; Pastor Edson Medeiros, diretor-geral da CPB; e Uilson Garcia, diretor financeiro da CPB (Foto: Gustavo Leigton)

"Eu louvo a Deus. Ele é tudo na minha vida desde minha infância. Minha mãe ainda vive, com quase 93 anos. Eu comecei a aprender a ler na Bíblia. Ela me ensinou as primeiras linhas do livro de Gênesis", relembra Lima. "Na adolescência e juventude, fui abençoado e ensinado pela minha avó no livro de Provérbios. Ela me ensinou: "Este é o livro da disciplina. Procure se corrigir e não entrar em problemas." E Eclesiastes. Eu louvo a Deus porque a Palavra dEle me deu a visão de que eu tinha que sempre fazer o melhor na minha vida por Ele. Eu procurei fazer isso e levar as pessoas a entender que Deus precisa do melhor." 

Mesmo durante seu período de aposentadoria, ele continuará a contribuir com a missão da Igreja de forma ativa. Atuará como instrutor bíblico e quer incentivar outros aposentados a fazer o mesmo. 

"Não estou preocupado se o Senhor voltará no meu tempo, embora eu deseje. Quero estar preparado. Quero continuar trabalhando porque minha missão não acabou. Aquilo que o senhor me comissionou continua até sua volta", reforça. 


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