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Evangelismo

Mulher evangelista dedica todo o seu tempo para a pregação depois de receber diagnóstico terminal

Ao ouvir que teria poucos meses de vida, ela passou a pregar por toda a cidade


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Rosilande (à esquerda) com uma das pessoas que foi batizada em 2022 (Foto: Arquivo pessoal)

O que você faria se te dissessem que só tem mais alguns meses de vida? Rosilande Sperandio escolheu se dedicar à pregação do evangelho. Os quatro meses de vida estimados pelos médicos já passaram de dois anos e agora ela monta tendas na rua, ajuda dependentes químicos e ensina a Bíblia a todo aquele que demonstrar interesse. 

Em 2020, Rosilande entrou numa sala de cirurgia depois de ser acometida por uma série de graves problemas no seu sistema digestivo. "O médico disse ao meu esposo que estava fazendo a cirurgia por honra ao código de ética, mas que eu não sairia com vida", relembra a mulher. 

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Surpreendendo a todos, ela teve alta hospitalar e voltou para casa. No entanto, no dia seguinte sua mãe seria intubada em decorrência da Covid-19, falecendo dias depois. Não foi um período fácil, pontua ela. Mas seu propósito de falar de Jesus estava firmado, uma vez que teve mais certeza ainda da finitude da vida. 

“Eu estava muito fraca, mas orei a Deus e pedi que ele me levantasse”, conta. A oração foi a seguinte: “Se o Senhor me der forças e me fizer levantar, eu posso um pouco mais.” Com sua prece atendida, ela dedica todo o seu tempo para pregar e o pensamento é: “a salvação é urgente e eu preciso anunciar para o tanto de pessoas que eu puder.” 

Comprou duas tendas desmontáveis e estabeleceu seu ministério: pregar para as pessoas. Mas não só pregar, mas ensinar outros a evangelizar também. Para o pastor Rafael Rossi, evangelista em oito países sul-americanos, “estar envolvido na missão é a melhor maneira de se preparar para a volta de Jesus.” 

Rossi reforça a validade do método de Rose, como é conhecida em Cariacica, no Espírito Santo. “Quem quer dar estudos bíblicos e nunca se envolveu neste ministério deveria formar uma dupla missionária com alguém que já tenha experiência em dar estudos bíblicos para aprender e sentir-se mais seguro de como fazer. Gosto das fases de discipulado que Jesus usou com seus discípulos: (1) vem e vê; (2) vai e faz”, afirma. 

Tenda de esperança 

A mulher evangelista, que hoje dedica todo o seu tempo a esse trabalho, escolhe pontos estratégicos da cidade para montar suas tendas. Segundo ela, muitas pessoas passam em busca do que a faixa pendurada oferece: tenda de esperança. Rose e outras dezenas de voluntários do projeto auxiliam famílias nas mais diversas necessidades. 

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Tendas itinerantes são colocadas em vários pontos da cidade para atrair pessoas (Foto: Arquivo pessoal)

No entanto, a principal atividade é ensinar a Bíblia. Ela já perdeu as contas de quantos estudos deu nos últimos tempos. Além da tenda, ela também vai até a casa das pessoas e atende aqueles que demonstram interesse por meio da TV Novo Tempo. Assim, todos os seus dias são dedicados ao evangelismo.  

Mas para dar conta de tantos compromissos, ela ensina outros a ensinar. “As pessoas já entram no tanque batismal como evangelistas”, ressalta. Hoje, boa parte das pessoas que trabalha com ela foi batizada por meio das tendas e dos seus estudos bíblicos. 

O foco, no entanto, está nos jovens. São 60 deles atuando em grupos de até sete pessoas para ensinar a Bíblia para os seus colegas. Em um dos pontos em que a tenda é montada, em breve nascerá um Clube de Desbravadores. 

“A missão de pregar o evangelho a todo o mundo foi dada por Deus para todos aqueles que aceitaram as boas novas da salvação. Quem descobre a graça é transformado pelo amor de Deus e assim compartilha com outros a alegria da nova vida. Como temos uma missão global, o que Deus quer é o envolvimento total da igreja. Pregar o evangelho não é tarefa apenas de pastores, mas é responsabilidade de todos os cristãos”, enfatiza Rossi. E Rose pensa da mesma maneira. 

Mais de dois anos depois da sua “sentença de morte”, ela afirma categoricamente a sua urgência em pregar o evangelho. Segundo a evangelista, nos últimos seis meses, 40 pessoas foram batizadas devido ao seu trabalho. A expectativa é que no próximo fim de semana, mais 18 passem pela cerimônia. 

Batismo da Primavera 

Assim como os cultos realizados por Rosilande em suas tendas, a partir de amanhã começa em todas as igrejas de oito países da América do Sul a Semana da Esperança. Ela inclui também o que é conhecido como o Batismo da Primavera. Esse projeto começou em 1963, no Rio de Janeiro, com foco nos juvenis. Naquele evento, 48 deles foram batizados. De acordo com o pastor Rafael Rossi, desde então, mais de 1 milhão de pessoas foram batizadas nesse período. 

Durante o período de 17 a 24 de setembro, as igrejas estarão preparadas para falar sobre os últimos eventos que precedem a volta de Jesus e o impacto deles na vida de cada indivíduo. Para participar, basta procurar o templo mais próximo. O endereço pode ser encontrado no site encontreumaigreja.com