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Classe de Escola Sabatina dedica-se a estudo das profecias e chama atenção de visitantes da igreja

A classe de estudo das profecias já gerou diversos resultados entre batismos e interessados em conhecer mais sobre a Bíblia

Por Jenny Vieira 23 de novembro de 2020

Enric e Natália se interessaram pelo estudo de profecias oferecido em uma classe de Escola Sabatina na Igreja Central de Brasília. (Foto: Arquivo Pessoal)

Enric e Natália Pinheiro chegavam à Igreja Adventista Central de Brasília pela primeira vez. Na porta, foram bem recepcionados e podiam escolher: participar de uma classe de estudos para visitantes ou de outra classe de estudos sobre as profecias de Daniel e Apocalipse. O casal, que há algum tempo já guardava dúvidas sobre as profecias bíblicas, escolheu a segunda opção.

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Como tudo começou

Seis anos atrás, um grupo de professores da Escola Sabatina da Igreja Central de Brasília, percebeu que precisava de uma classe para atender especialmente às visitas que chegavam à igreja. Afinal, o tema da Lição da Escola Sabatina nem sempre era tão simples de entender para quem estava chegando pela primeira vez.

A ideia se consolidou e foi criada a classe de visitantes. A cada sábado, temas simples de serem entendidos eram estudados com o grupo. Com o tempo, os membros, ainda novos na igreja, pediam para estudar assuntos mais complexos. Vez ou outra, os estudos dos principais temas bíblicos eram pausados para uma série de estudos sobre as profecias.

“Logo entendemos que havia muito interesse das pessoas que assistiam. Normalmente, classes de estudos bíblicos são frequentadas por pessoas não adventistas, mas notamos que muitos adventistas passaram a assistir, motivados pelo aprendizado de profecias”, conta o empresário Guilherme Giroto, um dos pioneiros na liderança da classe. Com o aumento de pessoas interessadas em aprender sobre as profecias, as classes precisaram ser divididas, uma para assuntos corriqueiros da Bíblia e outra para o estudo dos livros de Daniel e Apocalipse.

Foi nesse contexto que Enric e Natália chegaram. Não era a primeira vez deles na Igreja Adventista, mas a primeira vez estudando as profecias, depois de muito tempo procurando uma igreja que seguisse exatamente o que estava na Bíblia. “Escolhemos esta classe, porque não sabíamos muito sobre estes livros e há um bom tempo estávamos esperando uma oportunidade para aprender sobre eles”, explica Natália. “No primeiro contato fiquei muito feliz, pois fomos muito bem recebidos pelos irmãos da igreja. Deram a atenção que estávamos precisando e tiramos muitas dúvidas referentes à igreja e sua história”, relembra.

O batismo

Após alguns estudos na classe das profecias, o casal entendeu que essa era a igreja em que deveriam se batizar. “Nós ainda tínhamos um pouco de receio, mas após a reunião com o pastor Jim (pastor da Igreja Central de Brasília), ficamos encantados com a sua abordagem e tivemos mais certeza ainda sobre o batismo”, reforça Enric.

Enric e Natália foram batizados pelos pastores Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista na América do Sul, e Jim Galvão, pastor da Igreja Central de Brasília. (Foto: Arquivo Pessoal)

Enric e Natália foram batizados em setembro de 2019 e continuaram participando das reuniões da classe de estudos das profecias. No entanto, por conta da pandemia, ainda não tiveram a oportunidade de participar das confraternizações que aconteciam regularmente, fora da sala de aula.

“Nós costumamos interagir fora da classe com os participantes também. Nos tornamos amigos e regularmente nos encontramos para almoços ou comemorações da conclusão de algum estudo. Já faz um tempo que não podemos realizar essas reuniões, por conta da pandemia. Mas assim que tudo passar, estaremos de volta”, idealiza o professor Guilherme.

Em seis anos de classe, dezenas de pessoas já foram batizadas e outras tantas passaram a compreender melhor os livros de Daniel e Apocalipse. Para Giroto, a melhor maneira de estudar esses textos é presencialmente, em uma sala de aula. “É muito bom termos sermões sobre profecia, aulas remotas via Internet, programas de televisão e Internet, mas a melhor técnica ainda é a sala de aula presencial, até mesmo pelo tempo disponível para perguntas e trocas de ideias”, indica.

Cerca de 40 pessoas frequentam a classe todos os sábados e, em média, 30% delas não são adventistas. Segundo o professor, as pessoas que se interessam pelo tema costumam frequentar a classe durante o período de dois anos, tempo suficiente para passarem por dois ciclos de estudos de cada livro. Depois disso, os participantes são incentivados a migrarem para as classes regulares da Escola Sabatina da igreja, para conhecerem sobre outros assuntos e se desenvolverem espiritualmente.

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