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Gravidez e aprovação em concurso ressaltam fidelidade de juíza

Karine Riboli experimentou por mais de uma vez o que a confiança e a fé em Deus podem fazer por aquele que crê

2 de janeiro de 2017
Karine ao lado do marido e do filho, o pequeno Felipe, de quatro meses.

Karine ao lado do marido e do filho, Felipe, de quatro meses (Foto: Reprodução/Facebook)

Campo Grande, MS … [ASN] A fidelidade a Deus pode surpreender até mesmo um cristão. Foi o que a juíza Karine Riboli, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, experimentou por mais de uma vez. “Resolvi cursar Direito por influências familiares e, como todo estudante adventista do sétimo dia, tive minhas dificuldades com as aulas noturnas de sexta-feira. Muito embora contrariados, os professores costumavam aplicar as provas em outros dias e em horários alternativos e fiz um compromisso com Deus de nunca ficar de exame de matéria alguma que era ministrada nas aulas daquele dia”, conta Karine.

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Para guardar o sábado, ela geralmente perdia as disciplinas de Direito Civil e Processo Civil, pois eram matérias que caíam justamente às sextas. No entanto, Karine sempre concluía essas matérias com êxito. “Meu professor de Processo Civil fazia da minha fé motivo de chacota perante a sala e me questionava na frente de todos os alunos, afrontando a minha crença ao alegar que religião de verdade era baseada apenas em boas ações ao próximo. Mesmo assim, minhas notas sempre foram 10, 9 e 8, já que eu me dedicava absurdamente para as matérias da sexta-feira com o intuito de honrar a Deus”, explica.

Quando concluiu o oitavo semestre da faculdade, decidiu prestar a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que resultou em sua aprovação imediata, tanto na primeira, quanto na segunda fase. “Eu queria mostrar que o Senhor do sábado não me abandonaria e Deus foi fiel a mim, me honrando com a aprovação antes mesmo de terminar o curso”, ressalta.

Recompensas da fidelidade

Faltando dois semestres para o término da graduação surgiu um concurso público na área jurídica para juiz leigo. A essa altura, Karine estava grávida de quase dois meses e os horários de trabalho eram acessíveis para mulheres com filhos, por isso ela decidiu tentar. “Mas antes de chegar ao terceiro mês descobri algo inesperado através de um ultrassom. Fui diagnosticada com Incompetência Istmo Cervical e minha médica me disse que o colo do meu útero era curto, por isso não sustentaria o bebê, o que ocasionaria aborto tardio ou parto prematuro”, relata.

Foi então que ela começou a tomar diversos medicamentos para amenizar sua condição médica. Na época o colo de seu útero media 2,2 centímetros, afunilando cada vez mais. “Recebi como tratamento o repouso absoluto, isto é, ficar acamada, levantando apenas para ir ao banheiro com a ajuda de alguém. Os dias de repouso absoluto foram passando e eu orei a Deus com minha família e os membros da igreja todos os dias pedindo por um milagre. No ultrassom seguinte descobri que Deus havia me concedido o primeiro: O colo do meu útero estava medindo 4,4 centímetros, ou seja, o dobro da medida inicial. A medida não só aumentou, como o meu colo do útero fechou sem a necessidade de fazer qualquer intervenção cirúrgica. Minha gestação foi evoluindo e mesmo assim eu tinha a informação de que por diversas vezes o bebê esteve encaixado para nascer e que meu colo estava baixo, dentre outras coisas que me deixavam aflita e ao mesmo tempo confiante em Deus”, lembra a advogada.

Seu filho nasceu com nove meses (37 semanas), pesando 3.130kg – o que um colo curto jamais aguentaria, já que com 90 gramas seu útero não estava mais suportando, pontua. Karine teve alta hospitalar com o bebê dois dias após o parto. “Hoje meu filho tem quatro meses e é completamente saudável. Fui aprovada no concurso que eu havia feito antes do término da faculdade e atuo como juíza leiga, trabalhando fora de casa apenas uma vez na semana durante meio período, o que me permite passar todos os outros dias da semana em casa, cuidando do meu bebê, como Deus planejou”, destaca. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin]

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