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Estudantes produzem picolés para custear projeto de voluntariado

Grupo ainda aprendeu habilidades em outras áreas para arrecadar capital e realizar iniciativa em aldeia indígena no Tocantins.

Por Jenny Vieira 14 de junho de 2019

Eles produzem os picolés fora do período de aula e expõem à venda em frente à escola (Foto: Divulgação)

Alunos do ensino médio do Colégio Adventista da Asa Sul, em Brasília, estão participando, desde maio, de oficinas gratuitas para aprender a fazer picolés, design gráfico, sublimação em canecas e camisetas, além de outras atividades. A ideia é capacitá-los em áreas específicas para que possam arrecadar dinheiro para a agência de voluntariado que funciona na unidade escolar. O objetivo é visitar aldeia Porteira, que fica em Tocantinia, no Tocantis, e abriga índios Xerentes.

A produção de picolés foi orientada por uma nutricionista e já à venda em frente ao Colégio. Uma das propostas do projeto é ensinar lições de honestidade pra quem vai adquirir o produto, já que, ao lado do freezer, fica um recipiente para o depósito de R$ 2,00, sem ninguém para receber o dinheiro.

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“No começo as pessoas se assustam por não ter ninguém cobrando, mas depois elas percebem que é uma forma de exercerem a honestidade. Acho que cada um ‘coloca a mão na própria consciência’ e decide se quer ser honesto ou não. Até agora, as pessoas têm nos surpreendido. Elas não só colocam os dois reais, como aumentam a dose e pagam valores mais altos por saberem que o dinheiro será usado em uma missão”, conta Lohan Lima, 17, um dos alunos à frente da iniciativa.

Ao lado do freezer fica a caixa para depositar o valor do picolé (Foto: Divulgação)

Marcia de Araújo é mãe de um aluno do 7º ano e se surpreendeu com a ação quando foi deixar seu filho na instituição. “Vi o freezer e gostei muito da iniciativa. Fiz questionamentos sobre o que se tratava e amei mais ainda quando fiquei sabendo que os alunos do 3º ano [é] que faziam o produto e que pretendem participar de uma missão com o valor arrecadado”, ressalta. “Acredito, com certeza, que projetos de voluntariado sempre ensinarão boas ações, gestos mais humanos e amorosos. O poder de dividir, cuidar e fazer acontecer com o outro é imenso no coração de uma criança, de um jovem”, completa.

Até o momento, mais de mil reais já foram arrecadados apenas com a venda dos picolés, cobrindo a despesa com a produção para iniciar as arrecadações para o projeto.

Currículo escolar diferenciado

Cada estudante fica responsável por uma etapa da produção dos picolés (Foto: Divulgação)

Ao todo, 23 estudantes decidiram fazer parte da agência de voluntariado e participarão da primeira ação solidária no final deste mês com alunos de outras escolas da Rede de Educação Adventista. “Com as ações de voluntariado, nós acabamos trabalhando também o protagonismo desses adolescentes e a responsabilidade social. São valores que nós queremos estimular em nossos alunos”, pontua o professor Edimar Junior, diretor do Colégio. Ele ainda ressalta que outras ações sociais já estão sendo planejadas pela agência, tanto para a cidade Brasília quanto para outros locais.

Na aldeia, os adolescentes poderão ajudar de inúmeras formas. A coleta de lixo e a conscientização da população indígena sobre hábitos de higiene e preservação ambiental é apenas uma das ações. Outra estratégia será promover atividades recreativas e esportivas para auxiliar no desenvolvimento das crianças no período em que elas estarão de férias. Profissionais de saúde também estarão presentes para orientação e atendimento na aldeia.

Aluno exibe camiseta com sublimação produzida durante oficina em que aprendem sobre outras áreas para ajudar na arrecadação de donativos. (Foto: Divulgação)

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