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Com auxílio emergencial, mulher compra máquina de costura e faz máscaras para doar

Conheça a história de pessoas de gerações diferentes, mas que possuem em comum o desejo de viver pelo próximo

Por Renata Paes 31 de agosto de 2020

Alaide doa máscaras para quem não tem ou precisa trocar. (Foto: Arquivo pessoal)

As primeiras máscaras de proteção contra o novo coronavírus confeccionadas por Alaide Helena Lacerda de Souza Silva, de 55 anos, foram à mão. Ela usava apenas pano, agulha, linha e os conhecimentos adquiridos na internet, potencializados pela força de vontade em ajudar o próximo.

Ela percebeu que uma máquina de costura agilizaria o processo de confecção, mas não havia condições financeiras de comprá-la. Por conta do trabalho de esteticista e os produtos químicos que utilizava, adquiriu uma doença de pele, que se manifestou nas mãos. Por isso, precisou ser afastada do emprego e o benefício que recebia foi cortado.

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Mesmo com os desafios, continuou a fazer o que podia para ajudar o próximo. Ela dava às costureiras os materiais necessários para a confecção do produto e pagava pelo serviço das profissionais. Quando alguém batia na porta da casa dela, sem máscaras ou com a máscara suja, prontamente doava uma nova.

Quando o auxílio emergencial do governo federal caiu na conta, sem pensar duas vezes, Alaide usou-o para comprar a própria máquina de costura. Hoje, confecciona os itens e não cobra nada por elas. Ela também produz panos de prato e outros materiais com a máquina e busca presentear quem tem se sentido sozinho nessa quarentena.

“Eu faço por amor. Meu pai sempre me ensinou sobre o princípio da doação. Eu amo fazer isso para os idosos. No início da pandemia, estavam todos com muito medo. Muitos não podiam sair de casa e passei a fazer pão integral e doar. Tudo isso para evitar que os idosos saíssem de casa”, conta ela.

Parceria

Nesse projeto de ajuda ao próximo de forma voluntária, Alaide não está sozinha. Ela conta com todo o apoio do marido, Robson Silva, de 72 anos. O técnico em química aposentado também faz do voluntariado um estilo de vida. Ele mesmo prepara um tipo de sabão artesanal.

A partir dos recursos arrecadados com a venda do produto, ele compra alimentos, que são entregues à Ação Solidária Adventista (ASA), ministério responsável por ajudar famílias carentes. A ASA distribui as cestas básicas nos bairros em que os templos adventistas estão localizados.

“Não existe rico que de nada necessite e nem tão pobre que nada tenha para dar”, enfatiza Silva. No vídeo abaixo, o casal mostra o que preparou para doar.

Ações afetivas

Ingridy Duarte, de 32 anos, percebeu que o trabalho, estudo e amigos preenchiam por completo sua agenda pessoal, mas o coração desejava algo mais. “Por que não posso parar um pouco e colocar na agenda um tempo para ajudar quem precisa?”, ela se questionava.

Atualmente, a relações públicas se divide entre a profissão e a vida voluntária. Ela é gestora do Projeto Acolher, que leva ações afetivas ao trabalhar sentimentos positivos, como empatia e felicidade. O idealizador da iniciativa é o movimento “Tio Flávio Cultural”, que conta com mais de mil voluntários.

O projeto que Ingridy coordena atua na Casa Esperança 11, uma das unidades de acolhimento de crianças em situação de vulnerabilidade, assistidas pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), com sede em Minas Gerais.

Atividades realizadas com as crianças da Casa Esperança 11. (Foto: Arquivo pessoal)

“A gente contribui para a transformação social da criança a longo prazo. Levamos para elas educação, preservação pessoal, crescimento, valores. O voluntariado é tudo isso! É ainda tirar um pouco do nosso e transferir para outra pessoa. Eu sou apaixonada por ser voluntária”, enfatiza ela.

Confira abaixo o InformeUAI, que faz uma homenagem a todos os voluntários:

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