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Tecidos moles: um fenômeno comum no registro fóssil

Tal evidência da natureza histórica tem provado que a narrativa do livro do Gênesis é literal e real.

Por Everton Alves 24 de junho de 2020

Tecidos moles podem ser encontrados em fósseis de dinossauros, por exemplo  (Foto: Shutterstock)

Quem nunca ouviu falar em “tecidos moles”, ou, como os evolucionistas preferem chamá-los, “tecidos não resistentes”? Pois bem, há algum tempo tenho ouvido dizer que criacionismo é pura religião e dele não é possível produzir ciência confiável. Essa informação procede? Bem, talvez sim, na mente de quem já possua, a priori, a cosmovisão evolucionista. Porém, para essas pessoas é possível dizer: “Deixe a ingenuidade de lado e atualize-se!”

Por falar em atualizações, aqui vão algumas referências úteis para todo criacionista. É claro que estou me referindo a todo aquele criacionista interessado no assunto das origens e que entende que a boa ciência provém do Criador, pois Ele é o autor da Ciência; logo, é dever de todo cristão utilizar-se dos métodos da ciência para estudar o “livro da natureza”, o qual se configura como todas as obras que saíram das mãos de Deus (Romanos 1:20).

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Voltemos à questão: criacionistas fazem boa ciência? Sim! Mas até mesmo dentro da paleontologia? É claro que sim! Veja o caso do Geoscience Research Institute(GRI), do Creation Ministries International (CMI), do Answers in Genesis (AiG) e do Institute for Creation Research (ICR). Este último, a propósito, tem financiado boas pesquisas na área do criacionismo científico por parte de seus pesquisadores associados. É o caso de Brian Thomas, recém-doutor em Paleobioquímica pela University of Liverpool. Brian, há muitos anos, é um divulgador científico muito produtivo no ICR.

Ele se especializou no mundo da paleontologia, mais especificamente nos achados de “tecidos moles”. Recentemente, publicou um artigo na revista Expert Review of Proteomics, no qual ele e o coautor, Stephen Taylor, fazem um levantamento titânico a respeito de todos os artigos científicos já publicados – 88 referências até a data de submissão de seu manuscrito à revista – relativos aos achados de tecidos moles em diversos grupos de seres do passado.

Quem nunca ouviu falar que achados de tecidos moles são raros? Bem, ao que tudo indica, esse fenômeno parece ser bem comum, correto? Mas, como se não bastasse, esse número já está bem maior, chegando a mais de 110 estudos publicados até o momento, os quais você pode conferir no projeto List of Biomaterial Fossil Papers. O curioso é que a literatura científica atesta que biomoléculas (tecidos moles) poderiam durar na natureza, nas melhores condições, no máximo algumas centenas de milhares de anos, não 65 milhões de anos, como é o caso da alegação clássica para o tempo em que os dinossauros teriam vivido.

Informações que resistem ao tempo

Mas precisamos compreender melhor o que são esses tecidos moles. Vamos lá. Tecidos moles são representados por qualquer tipo de tecido ou molécula orgânica original, como vasos sanguíneos, pele seca intacta, tecidos conjuntivos sobre ou dentro de fósseis como, por exemplo, de dinossauros. Além de células inteiras, como glóbulos vermelhos e células ósseas, e proteínas, tais como colágeno, elastina, ovalbumina e queratina. E, pasme, até DNA.

Em 2005, os olhos do mundo se voltaram para Mary Schweitzer, então voluntária no Museu das Montanhas Rochosas da Universidade Estadual de Montana, nos Estados Unidos. Essa pesquisadora descobriu tecidos moles dentro de um fêmur do dinossauro T. Rex, ainda preservados e com elasticidade.

O intrigante é que ela e nem qualquer outro paleontólogo evolucionista esperava que houvesse tecidos moles ainda preservados em fósseis de dinossauros que eles acreditam ter milhões de anos. Em uma entrevista, ela contou: “Era exatamente como olhar para um corte de osso moderno. Mas, é claro, eu não podia acreditar. Eu disse ao técnico do laboratório: ‘Afinal, os ossos têm 65 milhões de anos. Como as células sanguíneas poderiam sobreviver por tanto tempo?’”

Para nós, criacionistas, a resposta é simples: tais células não precisariam durar intactas por 65 milhões de anos, pois a Bíblia nos revela que esse animal foi soterrado recentemente, há apenas cerca de 4.500 anos. Dessa forma, tecidos moles ainda flexíveis, como foi o caso, apresentam à comunidade cristã uma grande explicação bíblica acerca de uma criação recente da vida neste planeta, e de uma mega catástrofe que sepultou diversos grupos de animais e plantas, a ponto de deixar o testemunho nas rochas (que, aliás, contém material orgânico) desse grande juízo.

Evidências claras

Eu vejo a misericórdia do Criador se revelando através dessas evidências deixadas na natureza, a fim de atestar para mim e para você, leitor, que tudo o que é narrado no livro de Gênesis é literal e real.

Para aquele que não se contenta com pouco, aqui vai mais uma referência bombástica. O doutor Brian Thomas, em pesquisa para sua tese de doutorado, intitulada Collagen Remnants in Ancient Bone, encontrou, novamente, a presença de carbono-14 em fósseis de dinossauro. O que isso significa?

Como não é o tema específico deste artigo, vou deixar o link (aqui) de uma matéria na qual ele próprio explica as implicações do achado, a fim de deixar você de queixo caído, além de textos que eu próprio escrevi sobre o assunto (aquiaqui e aqui).

Boa leitura nessa jornada de descobertas da paleobioquímica, que corroboram ainda mais o criacionismo científico e o design inteligente em suas narrativas para compreendermos as nossas reais origens (bíblicas, é claro)!


Everton Alves é divulgador científico especializado em paleontologia.

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