No Caminho: Como o ministério da colportagem transforma a vida de quem salva e de quem é salvo
Muito além dos livros, Concílio em Guarajuba (BA) destaca como o ministério da colportagem transforma a vida do missionário e de quem recebe a mensagem.
Muitas vezes, a maior distância entre uma pessoa e a mensagem de esperança é apenas a calçada de uma rua ou a porta de um comércio. Para os evangelistas da literatura, no entanto, atravessar essa fronteira é uma missão diária. Por esse motivo, entre os dias 23 e 26 de fevereiro, o cenário de Guarajuba, na Bahia, serviu de palco para o Concílio de Colportores da União Leste Brasileira (ULB). Com o tema “No Caminho”, o encontro revelou que, no ministério da colportagem, o missionário é o primeiro a ser alcançado pela mensagem que carrega.
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O encontro não foi apenas uma agenda administrativa, mas uma verdadeira celebração de vitórias, reunindo 75 colportores evangelistas. A programação integrou momentos de louvor, capacitação técnica e mensagens espirituais, com a participação dos palestrantes Dr. Levy Dias, Dr. Luiz Henrique (UNASP), Pr. João Vicente (CPB), Pr. Fábio Mota (USB), Pr. Adilson Rodrigues (DSA), Franckton Paiva, tesoureiro assistente de publicações (ULB) e Pr. Leonardo Pombo, tesoureiro da ULB. A mensagem principal foi apresentada pelo Pr. Moisés Moacir, presidente da ULB, com participação especial do Pr. Evaldino Ramos, secretário da ULB. O evento também contou com o envolvimento direto da administração da União, fortalecendo os participantes para os desafios do campo e reafirmando o compromisso com a missão por meio da colportagem.
Transformação que começa no Colportor

De acordo com o pastor Gilberto Basílio, diretor do Ministério de Publicações para baianos e sergipanos, o concílio é o momento de "reabastecer o tanque" da fé. “Aqui, cada colportor entende que sua missão vai muito além do sustento financeiro. Ele trabalha para Deus. Nesse sentido, ouvir os testemunhos dos colegas motiva a caminhada e prova que é possível alcançar resultados incríveis”, afirma Basílio.
Os números confirmam essa realidade. No último período, foram registradas 6.059 assinaturas e a venda de 32.648 livros, sendo 8.743 exemplares de O Desejado de Todas as Nações, reforçando o alcance da literatura evangelística na Bahia e em Sergipe.
O conceito de que a missão transforma, primeiro, quem a executa, é o coração do projeto. Como define a colportora Cristiane Jardim: “A colportagem é uma missão de salvar pessoas, no entanto, a primeira pessoa que a gente salva no processo, no caminho, somos nós mesmos”.
Portas abertas onde o pastor não chega
Cristiane, que atua há três anos em Itamaraju (BA), viveu um momento divisor de águas durante o evento ao receber sua licença missionária. Para ela, a colportagem é a forma mais orgânica de evangelismo. “Deus me mostrou que posso ser relevante onde estou. Muitas vezes consigo evangelizar em um comércio, um local onde um pastor ou outro irmão talvez não tivessem espaço para entrar”, conta.


Dessa forma, a história de "Cris", como é carinhosamente chamada, ilustra a essência do tema do concílio. Durante o evento, ela foi uma das homenageadas com uma placa simbólica de destaque do ano, um reconhecimento ao esforço de quem percorre cidades levando saúde e esperança de porta em porta.
O que é o Ministério da Colportagem?
A colportagem é um ministério histórico que une o evangelismo por meio da literatura ao sustento pessoal. O trabalho divide-se em dois perfis principais: Colportores Estudantes: Jovens que utilizam as férias para custear sua formação acadêmica. Colportores Efetivos: Profissionais que dedicam a vida integralmente a este ministério.
Através dessas frentes, de visitas domiciliares, palestras em empresas e relacionamento pessoal, esses missionários distribuem livros e revistas que promovem valores cristãos, educação e saúde.
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