Estudantes do Ensino Médio de BH têm "sabor" de universidade em feira de empreendedorismo
Estudantes criam soluções reais, defendem projetos e experimentam a rotina acadêmica para se preparar para a escolha da carreira.

Transformar ideias em soluções reais, com prazos, artigos científicos e defesa de projeto. Foi com esse propósito que 159 alunos do ensino médio da Colégio Adventista em Belo Horizonte participaram da Feira de Empreendedorismo. O projeto, que uniu ciência, tecnologia e muita criatividade, ofereceu aos estudantes uma experiência prática e intensiva do que é a vida universitária.

Simulando a vida acadêmica
A iniciativa foi além de uma simples atividade escolar. Segundo Kátia Oliveira, professora de Física e responsável pelo projeto, a feira foi pensada para despertar o interesse dos jovens e prepará-los para a escolha profissional.

"Nosso objetivo era fazer com que cada grupo vivesse, na prática, um pouco do que é ser universitário: eles tiveram que seguir prazos apertados, elaborar artigos científicos e, no final, defender o projeto diante de uma banca avaliadora composta por profissionais experientes," explica a professora.
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Ao longo de dois semestres, as quatro turmas do ensino médio da unidade de São Francisco desenvolveram trabalhos que culminaram em um verdadeiro concurso interdisciplinar com premiação.

Aprendizado que vai além das notas
A seriedade do trabalho foi atestada pelos convidados. Lúcio Araújo, engenheiro mecânico e um dos avaliadores, ficou impressionado com a qualidade dos trabalhos. “Os alunos entenderam o projeto e trouxeram propostas simples, mas reais e o mais importante sustentáveis, em um mundo que é difícil entender essa linha, ensinar na escola, é fundamental”, destacou ele.
Para os alunos, o aprendizado prático foi o maior prêmio. O estudante Márcio Júnior, 15, do 1º ano do ensino médio, foi uma experiencia desafiadora. “Foi bem difícil pois tivemos que pensar como universitários, não tinha de como era e fiquei bem feliz com o resultado, e ajudou a fortalecer meu pensamento empresarial que venho desenvolvendo nas aulas de empreendedorismo”, conta ele.

No entanto, o maior legado da feira, segundo Geovana Siqueira, 15, não está nas notas ou resultados, mas nas habilidades desenvolvidas. "Aprendemos sobre a importância de trabalhar em equipe, ter disciplina e, principalmente, acreditar que boas ideias podem transformar o mundo," concluiu Geovana.
Economia e finanças na prática
A feira também teve um espaço dedicado ao ensino de educação financeira e economia. Alunos do ensino fundamental e infantil participaram da atividade comercializando produtos.

Com a prática de negociação e a busca por clientes, os estudantes mais jovens tiveram a oportunidade de aprender sobre finanças de forma lúdica e concreta, completando o ciclo de empreendedorismo da escola.