Encontro em Porto Alegre traz diretrizes sobre o papel do músico adventista na igreja local
Evento, que reuniu 500 participantes em Porto Alegre, contou com oficinas, plenárias, apresentações de corais e o ensaio de um grande coro

O auditório do Colégio Adventista Marechal Rondon (CAMAR) recebeu o Encontro de Músicos Adventistas da região central do Rio Grande do Sul, reunindo 500 pessoas, entre cantores, instrumentistas, regentes, líderes de louvor e sonoplastas. A abertura foi conduzida pelo pastor Wagner Willyam, líder do Ministério da Música no território. “Foi [um momento] muito bom, tanto pela socialização que tivemos, quanto pelo aprendizado mútuo – um coral aprendendo com outro, um líder de música ouvindo sobre outras realidades – tudo isso, colabora muito com o dia a dia. Agora, acima dessas questões, quem veio aqui saiu com uma forte ênfase de que ser músico [na igreja] não é só cantar, tocar ou conduzir as coisas, mas sim, viver um relacionamento com Deus, viver realmente viver o evangelho e, então, ser um ministro de música”, avalia o pastor.
Ao longo da programação, que ocorreu durante o último domingo (31), plenárias abordaram o papel bíblico do músico no culto e no dia a dia da vida cristã, com referências a diversos textos da Bíblia. Além disso, entre os blocos, corais de vários estilos e faixas-etárias distintas compartilharam parte do seu repertório.
Leia também:
- Novo Hinário Adventista dá continuidade ao legado musical da Igreja no Brasil
- Festival de Música Adventista reúne mais de 600 pessoas em Porto Alegre
As oficinas previstas contemplaram áreas como regência, técnica vocal, instrumentos musicais, grupo de louvor e sonoplastia, oferecendo formação específica para quem serve nas comunidades locais.
O presidente da Igreja Adventista para a região central do Rio Grande do Sul, pastor Ilson Geisler, trouxe a torna durante as plenárias, a importância de viver aquilo que se canta e, ao buscar proximidade e intimidade com Deus, cantar o que se vive.
Um dos momentos mais emocionantes ocorreu na participação do Canto Coral, de Alvorada. Com imprevistos ocorridos nos dois playbacks programados, o maestro Lineu Soares e a banda do evento assumiram o acompanhamento ao vivo, sem ensaio prévio. O improviso transformou a apresentação em um ponto alto do encontro, com o coral cantando com ainda mais convicção. A coralista Laurien Dutra resumiu a experiência. “Fiquei muito nervosa porque a música era difícil e aguda. No fim, deu tudo certo e Deus seja louvado”, comemora a jovem.
Lineu Soares avaliou o encontro como uma experiência marcante diante de tantos eventos desta natureza que tem colaborado ao longo dos anos. “A participação da galera foi animada e focada. Eventos como esse aqui motivam a seguir fazendo o melhor, com mais determinação e foco de levar Jesus às pessoas. Todos aqui estão de parabéns”, destaca o maestro. Em uma de suas exposições faladas, ele também apresentou elementos do processo de produção do Novo Hinário Adventista - uma das edições na qual participou de forma significativa - além daquela de 1996, do título anterior -, sublinhando o propósito de oferecer referência doutrinária e musical que sirva à adoração congregacional.
Para tanto, o processo envolveu comissões representativas que zelaram pela coerência teológica dos hinos com as crenças adventistas, inclusive com a encomenda de novas composições para doutrinas distintivas como santuário e sábado. Além disso, a seleção considerou a inclusão de hinos populares já "amados pela igreja" e cantados em formato congregacional, agora com adaptações de tonalidades e a grafia musical para facilitar o canto e acompanhamento instrumental. Soares ressalta que o hinário é uma ferramenta "poderosíssima" para enriquecer a adoração, aprofundar a mensagem bíblica e fortalecer a unidade, embora também acredite num ponto de equilíbrio com outras músicas que surjam da prática congregacional, desde que em sintonia com a doutrina da igreja, visando dinamizar o louvor e avançar a missão.
No encerramento, quem esteve no evento pôde fazer parte de um grande coro ensaiado por Soares, traduzindo em louvor coletivo a tônica que permeou o dia: viver o que se canta e cantar o que se vive, como ministros que servem a igreja e anunciam o evangelho. Uma versão reduzida da música Vida e louvor, gravada pelo Coral Unasp, foi a escolhida para ser preparada e apresentada na sequência – momento este, inclusive, que foi registrado e que deve resultar na edição de um clipe, com divulgação a ser feita em breve.
Confira um vídeo com um resumo em imagens do evento: