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Caravana do Ministério da Mulher mobiliza igrejas no Rio de Janeiro durante o mês de junho

Movimento do evangelismo feminino reuniu mulheres do centro, serra e norte do estado, promoveu ações missionárias e testemunhou histórias de transformação e esperança


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Cleide Maciel e seu filho foram batizados depois de anos de espera pelo momento certo. Foto: Paulo Araújo

Uma senhora que esperou anos para se batizar. Trinta bolsas preenchidas à mão com itens de higiene pessoal para presentear mulheres da comunidade. Essas são algumas das histórias que marcaram a Caravana do Ministério da Mulher no território da Associação Rio Fluminense (ARF), estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia que atende o centro, a serra e o norte do estado do Rio de Janeiro.

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A Caravana é o momento de maior intensidade do mês do evangelismo feminino, realizado durante todo o mês de junho. A preparação, porém, começou muito antes, com visitas, encontros de evangelistas, chás e ações nas igrejas locais ao longo dos meses anteriores.

Ao longo da semana, a programação passou por municípios como Itaboraí, São Gonçalo, Nova Friburgo, Araruama, Casimiro de Abreu, São João da Barra, Campos dos Goytacazes e Macaé, fortalecendo o compromisso missionário das participantes e celebrando decisões ao lado de Cristo.

Uma decisão esperada por anos

Em Grussaí, no município de São João da Barra, uma das histórias que marcaram a semana foi a de uma mulher que há muito tempo desejava se batizar na Igreja Adventista. Criada em uma igreja evangélica, ela começou a ter contato com as doutrinas adventistas ainda jovem, ouvindo a Rádio Novo Tempo de Campos enquanto costurava. As mensagens do pastor que ouvia pelo rádio foram moldando sua fé e seu desejo de encontrar uma comunidade onde pudesse viver plenamente o que havia descoberto na Bíblia.

Apesar do desejo de integrar a Igreja Adventista já existir há muitos anos, circunstâncias pessoais impediram que essa decisão fosse tomada antes. Após enfrentar momentos difíceis, ela encontrou a oportunidade de finalmente concretizar esse sonho.

“Uma das primeiras coisas que eu fiz foi buscar a igreja. Eu queria congregar com os irmãos, queria fazer parte desse lar cristão. Nada me alegra mais do que estar na casa do Senhor”, afirmou.

Durante a Caravana, Cleide Maciel tomou a decisão pelo batismo e não veio sozinha. O filho se batizou com ela. “Hoje vai ser o grande dia do meu batismo na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estou feliz por poder obedecer ao Senhor completamente”, disse Cleide, emocionada.

A história é também um testemunho do alcance da TV e Rádio Novo Tempo, que, durante décadas, esteve presente na jornada espiritual dessa mulher antes mesmo de ela chegar à igreja.

Mulheres comuns com um chamado extraordinário

Para Maria Eduarda Custódio, líder do Ministério da Mulher da ARF, o que mais marcou a semana foi justamente isso: ver pessoas comuns respondendo a um chamado que vai além do esperado. “Em cada igreja visitada, vimos mulheres orando, pregando, estudando a Bíblia e se colocando à disposição para alcançar outras pessoas para Cristo”, relatou.

Ela reforça que o evangelismo feminino não se encerra com a semana da Caravana. “O principal objetivo é levar pessoas a um encontro transformador com Jesus. A semana é apenas o início de uma jornada que continua através dos estudos bíblicos, pequenos grupos e acompanhamento espiritual.”

Em Campos dos Goytacazes, a líder do Ministério da Mulher da Igreja Central, Monique Quinta destacou como a preparação meses antes fez diferença. “Fizemos várias visitas, eventos, chá das mulheres, tudo chamando a mulherada para engajar nessa missão. Visitamos pacientes oncológicas, levamos esperança. O impacto maior foi a nossa união, que melhorou o relacionamento com Deus e umas com as outras.”

Evangelismo que se transforma em ação

Além das programações evangelísticas e dos estudos bíblicos, diversas igrejas desenvolveram projetos missionários voltados ao atendimento das necessidades da comunidade.

Na Igreja de Nova Cidade, no distrito de Itaboraí, uma ação simples chamou atenção pela criatividade e pelo afeto. Ao longo de toda a programação da Caravana, as mulheres do Ministério da Mulher fizeram pausas para montar bolsas artesanais com itens de higiene pessoal, absorventes, escova e pasta de dente, desodorante, shampoo, condicionador, hidratante, lixa de unha, pinça e outros itens.

Ao todo, trinta bolsas foram preparadas e entregues a mulheres da comunidade, algumas já frequentando a igreja, outras convidadas pela primeira vez. Dentro de cada bolsa, um estudo bíblico.

“São coisas simples, mas feitas de coração”, disse Geysa Mara da Silva Santos, associada do Ministério da Mulher e uma das idealizadoras do projeto. “A gente está entregando para as pessoas algo que pode fazer com que elas reencontrem a Jesus e que nunca deveriam ter saído desse caminho. Não só as mulheres, mas toda a sua família.”

Para ela, o projeto revelou algo que muitas vezes passa despercebido. “Muitas vezes a pessoa não tem um pente, não tem dinheiro para comprar um absorvente. Deus está nos usando para fazer a diferença na vida dessas pessoas, mostrando que há um caminho totalmente diferente para elas trilharem e apresentar o amor de Jesus.”

Fé que fortalece a igreja

O pastor Marcos Santiago, líder do Ministério Pessoal e Escola Sabatina para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais pela União Sudeste Brasileira, ministrou as mensagens da semana e observou de perto o movimento. Para ele, o que mais chamou atenção foi a disposição das mulheres em falar de fé sem timidez, em salões, no trabalho, na escola.

“As mulheres têm um interesse profundo pela salvação da família. Elas assumem o compromisso missionário, falam de Cristo sem timidez, convidam amigas, criam grupos de relacionamento e se envolvem ativamente na missão”, observou.

Ele também destacou o papel da mulher no fortalecimento da comunidade de fé. “A figura feminina na sociedade brasileira é extremamente respeitada. Ela traz saúde emocional, relacional e perseverança para a igreja. Isso fortalece a comunidade de fé e ajuda a alcançar novas pessoas para Cristo”.

Para o pastor Felipe Andrade, presidente da ARF, ver esse movimento em todo o território é motivo de gratidão e reafirma o compromisso missionário da igreja.

“Ver tantas mulheres pregando, visitando, ensinando a Bíblia e conduzindo pessoas a decisões mostra uma igreja viva, comprometida e sensível ao chamado missionário. Esse movimento reafirma que a missão é de todos e que Deus usa poderosamente os dons das mulheres para alcançar vidas. Nossa oração é que esse movimento deixe frutos permanentes para o Reino de Deus.”