A presença transformadora da mulher missionária na igreja e na família
Diretora sul-americana do Ministério da Mulher ressalta o impacto espiritual daquelas que são instrumentos de fé e têm o coração focado na missão

A cada ano, a importância do trabalho missionário das mulheres nos templos adventistas tem se tornado mais perceptível. Projetos especiais, capacitações e bons relacionamentos fortalecem suas ações independente do lugar onde estejam. Com características individuais e talentos dados por Deus, as mulheres tornam-se instrumentos na pregação do evangelho dentro dos lares e das igrejas.
Por isso, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com a professora Jeanete Lima, diretora do Ministério da Mulher da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, para detalhar o poder transformador da mulher cristã e a importância de seu trabalho missionário.
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As mulheres representam mais de 60% dos membros da Igreja Adventista. Qual é o papel principal delas no fortalecimento dos membros atualmente?
Elas desempenham um papel essencial no fortalecimento espiritual e missionário. A igreja se fortalece quando vidas são cuidadas, e nisso a mulher exerce uma influência singular: ela ora, discipula, acolhe e cria conexões significativas. Em um tempo em que as pessoas buscam pertencimento e propósito, Deus tem usado mulheres para transformar ambientes em espaços de esperança, crescimento espiritual e encontro com Cristo.
Como as mulheres podem ser missionárias dentro de casa?
A missão começa no lar. É na rotina diária que a influência espiritual se torna mais real e duradoura. A mulher é missionária quando constrói um ambiente em que Deus é percebido naturalmente: na oração antes das decisões, no diálogo respeitoso, no perdão praticado, na coerência entre fé e atitudes e no exemplo constante.
Mais do que ensinar princípios, ela vive princípios. Pequenas atitudes como ouvir com atenção, encorajar e demonstrar fé nos desafios formam a base espiritual da família. O lar se torna o primeiro campo missionário, onde sementes espirituais são plantadas e impactam gerações.
O vínculo da amizade feminina pode levar mais pessoas a conhecerem a Deus?
Com certeza! Muitas pessoas chegam à fé primeiro através de uma amizade e só depois através de um programa religioso. A amizade feminina possui uma força missionária natural: escuta, empatia e presença verdadeira. Quando mulheres caminham juntas, compartilham dores, sonhos e fé, criam pontes naturais para apresentar Jesus por meio do evangelho.
De que maneiras o Ministério da Mulher tem preparado e incentivado mulheres a exercerem sua missão dentro e fora dos muros da igreja?
O Ministério da Mulher tem as ajudado a compreender que missão é um estilo de vida. Por meio de capacitações espirituais, pequenos grupos, projetos missionários, ações sociais, evangelismo da amizade e iniciativas de oração, as mulheres têm o incentivo de usar seus dons onde já estão: no trabalho, na vizinhança, na universidade e na família. O objetivo é formar mulheres espiritualmente fortalecidas, conscientes de sua identidade em Cristo, que desenvolvam seus dons e vivam a missão de forma prática todos os dias.
Qual a influência das mulheres que servem atualmente na igreja para as novas gerações?
As novas gerações aprendem mais pelo exemplo do que pelo discurso. Quando jovens veem mulheres que servem com alegria e autenticidade, entendem que a fé é viva e relevante. Mulheres que lideram com humildade e permanecem firmes em Deus tornam-se referências silenciosas que inspiram novas gerações. As mães também exercem um papel especial como primeiras discipuladoras, e as influências espirituais dos primeiros anos acompanham os filhos por toda a vida.
Quais desafios você percebe que as mulheres enfrentam hoje para viver plenamente seu chamado espiritual e missionário?
Um dos maiores desafios é o excesso de responsabilidades e as duplas jornadas. Muitas mulheres vivem sobrecarregadas com trabalho, família e expectativas sociais. Outro desafio é a comparação constante, que gera insegurança e sensação de insuficiência. Espiritualmente, o maior desafio é lembrar que o chamado de Deus não depende de perfeição, mas de disponibilidade. Deus não procura mulheres que façam tudo, mas mulheres que caminhem com Ele em tudo, dependendo dEle diariamente. Quando a comunhão com Deus se torna prioridade, a missão deixa de ser peso e passa a ser propósito.
Qual conselho você pode dar para mulheres que desejam se envolver mais na missão, mas ainda se sentem inseguras ou despreparadas?
Comece com o que você já tem e onde você está. Missão não começa com grandes habilidades: começa com um coração disposto. Receba graça diariamente na presença de Deus, desenvolva uma vida de intimidade com Ele e permita que isso transborde para outras pessoas, pois só podemos oferecer aquilo que temos. Na Bíblia, Deus nunca chamou pessoas prontas. Ele capacitou pessoas chamadas. Ore, dê pequenos passos e permita que Deus use sua história, sua personalidade e seus dons. O Espírito Santo transforma disponibilidade em impacto.
Que mensagem você gostaria de deixar para as mulheres que são instrumentos de Deus para espalhar o evangelho?
Provérbios 31:26 diz: “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.” Deus chama mulheres para serem portadoras de esperança. Onde há palavras de vida, há missão acontecendo. As pessoas podem resistir a argumentos, mas dificilmente resistem ao amor, à bondade e ao interesse genuíno por elas.
Cada mulher que vive sua fé com amor, coragem e compaixão torna-se um canal de bênçãos. Deus continua escrevendo Sua história através de pessoas comuns que decidiram viver uma fé extraordinária. Quando uma mulher caminha com Deus, vidas são tocadas, famílias são fortalecidas e a missão avança.
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