8º Campori da ARF reúne mil desbravadores em Saquarema com o tema “O Libertador”
Evento realizado de 16 a 19 de julho, contou com 50 clubes, concursos, batismos e ação de inclusão para crianças atípicas

Cerca de mil desbravadores de 50 clubes das regiões Centro, Serra e Norte Fluminense se reuniram em Saquarema, no Rio de Janeiro, para o 8º Campori da Associação Rio Fluminense (ARF). De 16 a 19 de julho, adolescentes e juvenis viveram quatro dias de atividades espirituais, recreativas e competitivas em torno do tema “O Libertador”, inspirado na história de Moisés e na saída do povo de Israel do Egito.
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Ariane Duarte, de 15 anos, do clube Kings, de Rio Bonito, guardava um sonho desde o último Campori: descer às águas batismais no próximo. Na tarde deste sábado, em Saquarema, ela viu esse sonho se cumprir. “Eu me sinto muito feliz, acho que foi a melhor escolha da minha vida. Era o meu sonho me batizar no Campori”, conta.
A decisão de Ariane foi um dos momentos mais marcantes do 8º Campori da Associação Rio Fluminense (ARF), que reuniu cerca de 1.000 a 1.200 desbravadores de 50 clubes das regiões Centro, Serra e Norte Fluminense entre os dias 16 e 19 de julho. Ao todo, o evento mobilizou 36 cozinhas e cerca de 150 pessoas na equipe de apoio, que serviram entre 7,2 e 8 toneladas de alimentos ao longo dos quatro dias de programação, números que dão a dimensão de uma das maiores mobilizações de jovens da Associação nos últimos anos.



Um tema que atravessa gerações
Durante o evento, os desbravadores participaram de reflexões diárias, encenações e momentos musicais sobre liberdade, propósito e entrega da vida a Deus. Um dos pontos altos foi um concurso em que os clubes se caracterizaram como o povo de Israel atravessando o deserto e o Mar Vermelho, reproduzindo a cena com figurinos produzidos pelos próprios participantes.



Para o pastor Henrique Custódio, líder de Desbravadores e Aventureiros da ARF, o objetivo do Campori é imergir os adolescentes em um ambiente de fé. “O Campori traz nossos adolescentes e juvenis de forma imersiva em um ambiente extremamente espiritual, de fé, do impossível que acontece quando se tem fé em um Deus grandioso, que abriu o Mar Vermelho para o povo de Israel na liderança de Moisés”, afirma.



Provas, concursos e a essência do desbravador
Ao longo dos quatro dias, os clubes disputaram concursos de música, oratória, perguntas e respostas bíblicas, ordem unida e nós e amarras, quesito avaliado por criatividade e critérios técnicos previamente definidos. Cada clube acumulou pontos também por atividades realizadas antes do evento, na busca pelas cinco estrelas e pelo troféu do Campori.



Para Gabriel Vieira Mariano, de 11 anos, do clube Guerreiros na Batalha, ser desbravador é viver em grupo e em oração. “Eu trabalho em grupo, eu oro, eu me divirto com as pessoas. O que eu mais gostei no Campori foram as atividades recreativas”, conta.
Já Manuela Guerra, de 14 anos, do clube Fonseca, que venceu um dos desafios, chamado "Quem sabe prova", destaca o clima entre os participantes. “Foi muito divertido, os concursos foram muito legais”, resume.


Esforço que vale a pena
Diretores de clube também destacaram o impacto do evento na vida dos adolescentes. Joseli da Paixão Moura, diretora do clube Leão da Montanha, de Campos dos Goytacazes, viu de perto a superação de um de seus desbravadores. “Tem um desbravador que só por ele a gente diz que já valeu a pena. Ele volta hoje com o coração aliviado, reafirmando os votos dele com Jesus”, conta.
Para Anderson Pereira, diretor do clube Além do Rio, de Miracema, o clube ensina o que a rotina da cidade nem sempre ensina. “A mudança é muito grande: a educação, o respeito, a parte familiar. A gente mostra que o caminho correto é sempre o amor de Cristo”, diz.



Um espaço pensado para todos
Uma das novidades deste Campori foi a presença de um projeto de sala de regulação, voltado ao acolhimento de crianças atípicas, incluindo autistas e adolescentes com outros transtornos durante toda a programação.


A iniciativa permitiu que jovens como Julia Nogueira, com síndrome de Down, do clube Guardiões de Araruama, vivessem o Campori plenamente. “Fiquei muito emocionada, gostei muito, ganhei até troféu. Foi a primeira vez que estive aqui no Campori”, celebra Julia.



O que fica depois do Campori
Para o pastor Felipe Andrade, presidente da ARF, investir nos Desbravadores é investir no futuro da igreja. “O Clube forma adolescentes com valores cristãos, espírito de serviço, liderança e compromisso com Jesus, preparando uma geração que fará a diferença em sua comunidade”, afirma.
Sobre o significado do Campori para a missão da igreja, o presidente destaca o caráter de renovação espiritual do evento. “É um movimento de fortalecimento espiritual, discipulado e compromisso missionário, onde milhares de adolescentes renovam sua decisão de viver e compartilhar o evangelho”, diz.









Ao adolescente que retorna para casa após o Campori, a mensagem do presidente é de continuidade. “O Campori termina, mas a missão apenas começa. Assim como Deus levantou Moisés para conduzir um povo da escravidão à liberdade, Ele também chama cada desbravador para ser um instrumento de esperança onde estiver.”


Você pode conferir as imagens de todos os dias do Campori - O Libertador, clicando aqui.