Celebração de encerramento reúne voluntários da Missão Calebe em Caxias do Sul
Programa, na Serra Gaúcha, marca o fim da Caravana Calebe, com música, mensagem sobre o filho pródigo e testemunhos sobre novos começos na fé

No último sábado, centenas de jovens da Serra Gaúcha lotaram o auditório da ASOR, em Caxias do Sul, para a Celebração da Missão Calebe — movimento evangelístico que mobiliza a juventude adventista no início do ano. Entre as frentes de atuação, estão o contato com interessados em estudar a Bíblia, visitas, convites para semanas de evangelismo público e ações sociais e comunitárias nas cidades.
A programação também marcou o encerramento de uma semana evangelística chamada Caravana Calebe, realizada em Porto Alegre, Caxias do Sul e Nova Prata. As atividades aconteceram nos distritos de Costa e Silva, Esplanada, bairro Fátima e Garibaldi, com participação de líderes de departamentos da região central do Rio Grande do Sul, como Wagner Willyam (jovens e universitários), Marlon Bruno (Desbravadores e Aventureiros), Jefferson Machado (evangelismo) e Evandro Silva (Escola Sabatina e Ação Missionária/Ministério Pessoal).
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O programa de sábado foi conduzido por voluntários regionais e contou com a participação da banda da Igreja Central de Caxias do Sul, além de um grupo de louvor. O público também acompanhou apresentações musicais de nomes conhecidos nas playlists do cotidiano adventista, como Dilson Castro, Kaila Meireles, Deyse Kelly e Rayssa Andreoli.
Na mensagem principal, o pastor Gustavo Marques, líder do ministério jovem da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Sul do Brasil, apresentou uma reflexão baseada na parábola do filho pródigo. A ênfase esteve no amor incondicional de Deus, comparado ao pai que aguarda à janela e rompe protocolos ao correr para abraçar o filho que retorna — restaurando de imediato honra e dignidade.

O amor do Pai que nunca esquece do filho
Essa mesma ideia ganhou um testemunho pessoal com a história de Tiago Araújo. Embora já tivesse sido batizado no passado, o jovem reconhece que, na primeira experiência, ainda não possuía maturidade e convicção para permanecer firme diante das tentações e dificuldades. Ainda assim, afirma que, mesmo distante, carregava a consciência do caminho que deveria seguir e sentia um vazio constante.
Durante o período longe de Deus, Tiago conta que passou a perceber o peso das influências que exercia. Em uma ocasião, ao conhecer uma jovem em uma balada, chegou a sugerir que ela estudasse a Bíblia — mas fez isso admitindo que ele mesmo não se sentia em condições de conduzir alguém espiritualmente naquele momento. Por outro lado, percebeu que a rotina de festas e noites prolongadas também acabava arrastando amigos para o mesmo tipo de ambiente.
Com o tempo, a sensação de viver dividido se tornou insuportável e o levou a tomar uma decisão definitiva. “Eu olhei pra minha vida e notei que podia ser tanto um instrumento nas mãos de Satanás, quanto nas mãos de Deus. E mais precisamente no meio das festas, baladas, eu vi que o inimigo estava levando todo mundo para o lado errado da história. E foi então que eu decidi: aqui, eu não pretendo mais ficar”, contou.
O jovem, que atua profissionalmente como projetista, afirmou reconhecer não apenas o cuidado de Deus, mas também a provisão Dele em diferentes áreas da vida. “Eu não tenho uma formação de faculdade, embora tenha feito cursos técnicos, mas tudo o que eu tenho — um filho com saúde, um emprego, um carro... Eu não consigo olhar ou atribuir isso a nenhuma outra coisa, a não ser a Jesus”, disse.

Emocionado durante a cerimônia de batismo, ele fez questão de ter amigos e familiares por perto. Um de seus irmãos acompanhou o momento por chamada de vídeo. Ao final, o apelo se estendeu ao público, e dezenas de pessoas foram à frente para manifestar o desejo de retomar a caminhada de fé ou decidir pelo batismo, em um ambiente marcado por celebração e oração.
Tiago também compartilhou que tem pensado com frequência sobre o legado que deseja deixar. Pai de um menino de 8 anos, ele mantém um caderno em que registra sua trajetória, com o objetivo de que o filho compreenda as experiências espirituais do pai e, no tempo certo, também inspire outras pessoas. “A Igreja Adventista é uma igreja de jovens, né? Então, eu quero que esse caderno que estou escrevendo caia nas mãos dele em algum momento e que o ajude a liderar e alcançar pessoas pra Deus”, concluiu.