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Feira de Iniciação Científica incentiva a pesquisa e aguça a curiosidade de alunos em Colégio Adventista do RS

Com projetos sobre saúde e nutrição, alunos do Colégio Adventista de Viamão apresentaram pesquisas que unem conhecimento científico e princípios de fé


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Eliom Bizzoto, aluno do 2º do Ensino Médio pousa para foto ao lado do trabalho que investigou a digestão, absorção e utilização da proteína no crescimento muscular. (Foto: Silas Hunter)


No último domingo, 26 de outubro, o Colégio Adventista de Viamão (CAV) promoveu a 1ª Feira de Iniciação Científica (FIC). Estandes distribuídos pelas salas de aula apresentaram os resultados de um trabalho que teve início no segundo bimestre deste ano, a partir da curiosidade dos próprios estudantes sobre um tema específico: saúde e nutrição. A partir do tema central, os alunos realizaram pesquisas, estruturaram o conteúdo, confeccionaram os banners e apresentaram os resultados aos visitantes.

A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, Gisele Feijó, explicou que a escolha do tema surgiu de necessidades observadas pelos professores. “Infelizmente, muitos estudantes têm baixo desempenho escolar em função das escolhas que fazem em relação à saúde e à alimentação. Diante disso, propusemos esse tema inicial, e os professores foram desenvolvendo o projeto junto com os alunos em sala de aula”, afirmou.

Segundo Gisele, a escolha de uma temática abrangente permite que os alunos explorem assuntos a partir de suas próprias curiosidades e interesses.“Essa caminhada começou com pesquisas simples, que aos poucos foram ganhando forma até se tornarem projetos de pesquisa. A ideia é que a FIC seja realizada anualmente, ampliando o conhecimento e o interesse científico dos alunos”, destacou.

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O diretor-geral da Educação Adventista para o litoral norte e sul do Rio Grande do Sul, Revelino Evangelista, participou da feira e elogiou a iniciativa por incentivar o pensamento científico aliado aos valores cristãos. “O mundo, o Brasil, o Rio Grande do Sul e Viamão precisam de cientistas. E esta não é uma feira comum, mas um projeto fundamentado em princípios cristãos e adventistas”, ressaltou.

Revelino também enfatizou a importância da parceria entre família e escola para o sucesso acadêmico dos alunos. “Esse é um projeto da Rede Adventista em todo o Brasil, e está sendo realizado em todas as unidades aqui no sul do Estado. A escola sozinha não faz nada; por isso, a união entre pais e educadores é essencial para a formação integral do aluno”, completou.

Os alunos Eduardo Teodoro e Cassianno Fraga pesquisaram a respeito dos efeitos agrotóxicos na saúde a longo prazo. (Foto: Silas Hunter)

Incentivo à pesquisa

O compromisso com o desenvolvimento acadêmico dos estudantes tem motivado a direção e a equipe pedagógica do CAV a promover atividades que os preparem para desafios como vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem perder de vista a formação de valores.

“Participamos de atividades pedagógicas, seminários, oficinas de redação e outras iniciativas que garantem uma formação de qualidade. Mas nosso foco principal continua sendo a preparação para a vida. Buscamos transmitir valores que contribuam para o crescimento pessoal e para o serviço à sociedade e à família”, destacou Tânise Signorini, diretora do CAV.

O estudante Eliom Bizzoto, do 2º ano do Ensino Médio, escolheu com seu grupo investigar o processo de digestão, absorção e utilização da proteína no crescimento muscular. “Quando estudamos a fundo o tema, conseguimos compreender as causas dos processos e aplicar esse raciocínio em outras áreas da vida. A experiência foi muito positiva, pois desenvolvemos várias habilidades”, afirmou.

A aluna Isabella Grizza, de 17 anos, do 2º ano do Ensino Médio, também destacou o aprendizado proporcionado pela FIC. “A feira foi desafiadora, mas extremamente satisfatória. Tivemos que pesquisar, decorar falas e, acima de tudo, aprender. Nosso trabalho abordou os riscos do jejum intermitente sem acompanhamento profissional. Esse é um tema muito comentado por influenciadores, mas que exige cuidado e embasamento científico”, explicou.

Alunas do Ensino Fundamental II apresentam trabalho sobre o uso de plantas medicinais como remédio. (Foto: Silas Hunter)

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CAV - FIC e Aniversário 35 Anos -173