Associação Rio Fluminense celebra 604 batismos e fortalece movimento missionário no território
Resultado reflete trabalho contínuo de evangelismo, discipulado e mobilização de igrejas, clubes e voluntários ao longo da primavera

A Associação Rio Fluminense (ARF) encerra a primavera missionária com um resultado que vai muito além dos números: 604 batismos realizados em todo o território. Mais do que estatísticas, o movimento revela histórias de vidas transformadas, famílias reconciliadas, jovens encontrando propósito e comunidades inteiras sendo alcançadas pela mensagem do Evangelho.
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O resultado é fruto de um trabalho intenso e coordenado que envolveu igrejas locais, clubes de Desbravadores e Aventureiros, voluntários do projeto Um Ano em Missão, educadores adventistas e líderes departamentais — todos unidos em torno de uma missão: fazer discípulos.
“O envolvimento tem sido notável: líderes, jovens, crianças e adultos têm assumido seu papel com dedicação, mostrando que a missão não é apenas um programa, mas uma experiência transformadora que renova a fé e fortalece o compromisso com o evangelho”, afirma o pastor Felipe Andrade, presidente da Associação Rio Fluminense.
Frutos de perseverança e discipulado
Entre os destaques do movimento está a celebração em Aperibé, cidade que nunca teve presença adventista e que agora conta com uma igreja nascente, fruto de nove meses de trabalho missionário intenso realizado por voluntários do projeto Um Ano em Missão. Aurora Ferreira e seu esposo foram alguns dos primeiros batizados na cidade — um testemunho vivo de que orações são atendidas e vidas podem ser transformadas quando há dedicação.
“A experiência em Aperibé é um reflexo do que Deus está realizando em toda a Associação. Ali vimos o resultado de um trabalho paciente, marcado por perseverança, visitas, estudos bíblicos e discipulado constante”, destaca o pastor Felipe.
Ele reforça que essa celebração se conecta a tantas outras que estão acontecendo em diferentes cidades. “O testemunho de Aperibé nos ensina que o discipulado é um processo que exige tempo, cuidado e amor, mas que, no fim, gera vidas transformadas e comunidades fortalecidas.”






Desbravadores e Aventureiros na linha de frente
O Ministério dos Desbravadores e Aventureiros teve papel fundamental no movimento. A Colheita da Primavera é um dos momentos mais importantes do calendário missionário para as novas gerações.
“É muito importante a Primavera porque isso converge todos os adolescentes e juvenis no mesmo momento, fazendo as classes. E aí eles se encontram na Primavera para se entregar a Jesus. Essa ideia da decisão coletiva gera um pertencimento, gera um apoio da tribo, do grupo, e isso faz eles se sentirem parte de algo que é maior”, explica o pastor Henrique Custódio, líder dos Desbravadores e Aventureiros da ARF.
Ele destaca que a preparação é feita ao longo de todo o ano, com classes bíblicas gamificadas e trabalhadas de forma diversificada. “Temos estudos bíblicos especiais de 6 a 9 anos, de 10 a 12 anos e de 13 a 15 anos, preparados de formas diversificadas para esses juvenis e adolescentes.”
O trabalho não acontece apenas nos clubes. “As classes funcionam também com o apoio da família. Temos um projeto chamado ‘Campo do Pai de Esperança’, que serve para que o pai leve para casa a ideia da classe bíblica do clube e termine de preparar o filho. É um movimento muito legal de estudo dos pais com os próprios filhos.”






Esforço conjunto e apoio integral
Para o pastor Henrique, o sucesso do movimento depende da integração de todas as esferas. “O esforço conjunto de todas essas esferas é o que faz o sucesso da salvação acontecer. Quando o clube trabalha unido com a igreja, a liderança apoia o clube, tem espaço, preparo, material físico, material impresso, material humano — tudo isso funciona de forma coesa.”
Ele reforça que a participação da família é inegociável. “Já está no cerne da formação de um clube de Desbravadores e Aventureiros a participação dos pais. Sem eles é impossível o clube realizar um trabalho totalmente efetivo.”
Sua mensagem para líderes e pais que acompanharam seus filhos nessa jornada é clara: “Não é esforço grande demais ou demasiado gigantesco quando a gente fala de salvar apenas uma alma. Todo o céu está disponível, as miríades e os anjos, nosso Salvador disponível para salvar uma alma. Então nada se compara ao que Jesus fez. O que fazemos na primavera, durante todo ano, quando nos dedicamos à salvação de uma alma.”






Impacto que transforma
Além das ações locais, a ARF promoveu a Caravana da Primavera, que percorreu diversas cidades levando evangelismo, música e programações especiais, alcançando cerca de 4 mil pessoas em diferentes localidades.
O pastor Felipe Andrade destaca que o impacto vai muito além das estatísticas. “Os números impressionam e mostram a dimensão do que estamos vivendo: 604 pessoas batizadas, dezenas de comunidades mobilizadas e um crescimento consistente na participação dos membros. Mas o impacto mais visível vai além das estatísticas: é a transformação de vidas.”
Ele enumera exemplos concretos: “Famílias reconciliadas, jovens encontrando propósito em Cristo e líderes redescobrindo a alegria do serviço voluntário são sinais de que a primavera missionária não é apenas um movimento momentâneo, mas um marco espiritual que deixará frutos duradouros em nosso território.”
Com o encerramento da primavera missionária, a Associação Rio Fluminense não para. O trabalho de discipulado, visitação, integração dos novos membros e fortalecimento das comunidades continua. Afinal, como enfatiza o pastor Felipe, “a missão não é apenas um programa, mas uma experiência transformadora.”




