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Professora resgata 15 moradores em situação de rua em menos de um ano

Além de reintegrá-los às suas famílias, ela também compartilhou a esperança que encontrou na Bíblia

Mariza passou a enxergar os moradores de rua com amor (Fotos: André Azevedo)

Brasília, DF… [ASN] Em outubro do ano passado, a professora Mariza Eiras saiu de Formosa, em Goiás, para passear em Brasília, no Distrito Federal. Ao chegar na rodoviária, foi almoçar. Porém, enquanto comia,  avistou um mendigo e sentiu que deveria ajudá-lo. “A cada garfada que eu dava, uma voz falava: ‘Esse homem não comeu. Pergunta se ele quer comer’”, conta.

Mariza o levou para almoçar, o convidou para ir à igreja no sábado e se ofereceu para pagar um local para que ele pudesse morar até que encontrasse um emprego. A vida deste homem nunca mais foi a mesma. Nem a de Mariza. A partir daí, ela percebeu que resgatar moradores de rua era seu ministério. Em menos de um ano, ajudou 15 deles, os levando de volta para suas famílias. Quatro foram batizados na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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Todos os domingos, a professora sai de casa com esse propósito. “Para a gente chegar aonde eles estão, você precisa se rebaixar mesmo, porque é um povo que todo mundo tem medo, que ninguém quer se aproximar. Eu passei a ver essas pessoas com muito mais amor. Eu passei a ver essas pessoas com o olhar que Jesus olhava”, se alegra. Mariza afirma que é impossível desenvolver esse ministério sem participar da história de cada um e trazê-los para sua vida como amigos. “Se você não amar, você não consegue nada. Se você não se envolver é em vão você entregar o seu pão. Jesus se envolvia”, pontua.

Mariza durante uma das visitas que faz aos moradores (Foto: arquivo pessoal)

Igrejas tiveram a oportunidade de discutir e planejar diversas ações para os próximos 18 meses

No entanto, Mariza ainda acha que faz pouco. “Eu vejo pessoas com muitas coisas, muitas casas, muitos carros. E o meu ‘tudo’ fica na rua, tudo o que eu tenho, tudo o que ganho, porque eu vejo retorno. Por mais que eu não tenha nada, eu dou tudo o que tenho para Deus”, diz.

A história de Mariza representa alguns dos temas abordados no Concílio Integrado que envolve as sedes administrativas da Igreja no Planalto Central e Centro-Oeste. O evento foi realizado no Centro Adventista de Treinamento e Recreação (Catre) entre os dias 23 e 25 de junho. A importância da amizade no processo de discipular outras pessoas e dos ministérios contínuos foram tratados de forma intensa durante os três dias. Cerca de 250 membros de seis templos do Distrito Federal e entorno participaram da programação.

A ideia é que essas igrejas recebam acompanhamento durante 18 meses para que possam colocar em prática a visão bíblica de “Ser Igreja é Ser Amigo”. “O discipulado é sempre uma vivência de relacionamentos pessoais. Não acontece em massa ou na multidão. Como o alvo é viver mais intensamente uma experiência de discipulado, o caminho que faz sentido é o modelo de Jesus. E Ele, embora alimentasse a multidão, se dedicou intencionalmente em um pequeno grupo de pessoas com quem viveu relacionamentos transformadores, seus discípulos”, explica o pastor Charlles Britis, presidente da Igreja no Planalto Central.

A iniciativa de Costa (segunda à esq.) gerou um ciclo de discipulado dentro de um Pequeno Grupo

E foi esse método que Watson Costa adotou. Ele já participou de diversos encontros como esse. Porém, diz que os dois últimos foram especiais por apresentar uma visão diferenciada do que é ser igreja. Ele já estava há algum tempo pensando que a única forma de se aproximar mais de Deus seria cuidando de outra pessoa. “No ano passado teve esse Concílio no IABC (Instituto Adventista Brasil Central) e eu fui. Aquilo ali aqueceu meu coração de uma maneira que eu fiquei muito mais confiante e motivado com o que eu já vinha pensando. Comecei a clamar a Deus e Ele falou aos meus ouvidos para que eu pudesse discipular alguém”, conta.

Costa partiu para a ação e começou a cuidar e discipular uma outra pessoa, que continuou o processo com outros, o que se tornou um ciclo dentro de um pequeno grupo. “Eu creio que o dia em que a igreja experimentar essa nova forma de conhecer Jesus, de andar com Jesus e de praticar Jesus na vida de outras pessoas, a igreja muda completamente. Os jovens não vão mais se ausentar, os idosos não ficarão indiferentes. Todos vão trabalhar com um único objetivo: buscar e salvar o perdido”, afirma. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]

 

 

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