Notícias Adventistas

Família desempregada prepara marmitas para moradores de rua

Casal de cidade do interior de Rondônia desenvolve relacionamento pessoal com quem recebe o alimento

12 de dezembro de 2016
img-20161023-wa0033

Cerca de 50 marmitas são entregues aos domingos

Candeias do Jamari, RO… [ASN] Há seis meses a motorista Élida Ferreira, de 46 anos, realiza um trabalho que nasceu há alguns anos em seu coração. Ela e o marido, o soldador Gilbenes de Araújo, vivem em de Candeias do Jamari, vilarejo com cerca de 20 mil habitantes localizado no Estado de Rondônia, e se deslocam para Porto Velho, a 20 quilômetros do povoado, para distribuir marmitas aos moradores de rua.

Leia também:

Com dedicação e dificuldade, já que os dois estão desempregados, o casal confecciona almofadas para ajudar nas despesas da família e para preparar as marmitas. “Quando surgiu uma oportunidade, contei para o meu esposo sobre o meu sonho de ajudá-los. Ele prontamente abraçou a ideia e começamos a cozinhar em um fogão de quatro bocas e com panelas pequenas, que rendeu dez marmitas na primeira vez. Depois passamos a fazer 14, 25 e hoje 50”, conta Élida.

O casal recebe uma cesta básica da igreja adventista local. Porém, eles gastam em média de R$ 270,00 a R$ 300,00 reais por final de semana para preparar as marmitas e ainda pagam o valor combustível até a capital rondoniense.

Hoje eles têm um fogão a lenha, com chapa de três bocas, que comporta duas panelas grandes. Mesmo sem emprego, o casal continua com o projeto e, segundo Élida, por mais que existam dificuldades, é preciso prosseguir. “A gente procura ajuda, recursos, alguns ajudam e assim nós seguimos. Tudo pode parar, mas esse projeto não”, afirma ela.

Atendimento além do alimento

Além de oferecer o almoço aos domingos na marmita quentinha, o casal também entrega livros, conversa e ora com os moradores de rua, criando um relacionamento. “Encontramos pessoas com problemas de saúde, dependentes químicos e alguns envolvidos na prostituição. Nosso intuito é fazer o que a Bíblia fala: dar o alimento físico e depois o espiritual, pois como alguém pode refletir em coisas boas com fome? ”, argumenta a voluntária.

O amor pelas pessoas motiva Élida e o esposo a querer fazer mais, mesmo com as limitações. “Caso a gente não esteja trabalhando para a obra do Senhor, não valerá a pena. Temos que deixar um legado. Sinto-me feliz, mas ao mesmo tempo limitada, pois vejo que a necessidade é muito grande e não consigo fazer mais. Porém, eu sei que Deus está ao nosso lado”, confia. [Equipe ASN, Vanessa Lemes]

Veja Também


Comentários

WordPress Image Lightbox