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Realidade Aumentada pode ser oportunidade para igrejas

O uso de Realidade Aumentada se tornou novamente assunto de discussão com o lançamento de Pokémon Go

As aplicações de RA são diversas e não se limitam aos jogos. Crédito da foto: http://newgameplus.com.br/pokemon-go-e-o-futuro-da-realidade-aumentada/

As aplicações de RA são diversas e não se limitam aos jogos. Crédito da foto: http://newgameplus.com.br/pokemon-go-e-o-futuro-da-realidade-aumentada/

Brasília, DF … [ASN] O fenômeno do game para smartphones Pokémon Go trouxe de volta a discussão sobre a interação de pessoas reais com objetos virtuais. O jogo foi lançado em alguns países e utiliza os recursos de Realidade Aumentada. Na prática, faz com que os jogadores se movimentem por quilômetros para jogar. Alguns até se envolveram em acidentes ou ilegalidades na hora de caçar os monstros virtuais. Os números impressionam. Lançado dia 6 de julho, Pokémon Go tem mais de 26 milhões de usuários nos Estados Unidos. Nesse país, o tempo médio que as pessoas passam envolvidas com o jogo é de 33 minutos.

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No âmbito religioso, o uso da Realidade Aumentada é vista como uma oportunidade, mas, por outro lado, oferece alguns riscos. O pesquisador adventista Ezequiel Zorzal é professor do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador na área de Realidade Virtual e Aumentada, de Informações, Jogos Educacionais e Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis. Falando em artigo recente, ele explica que “a Realidade Aumentada pode ser definida como uma interface que combina objetos virtuais e o ambiente real. Para que esta interface seja produzida é necessário o uso de dispositivos tecnológicos que permitem a visualização e interação em tempo real”. Na avaliação do especialista, “a mobilidade e a possibilidade de adquirir conhecimento a partir da aprendizagem móvel (Mobile Learning), podem ser citadas como uns dos principais benefícios do uso da Realidade Aumentada em dispositivos móveis”.

Zorzal, no artigo, chama a atenção, também, para os benefícios dessa tecnologia em relação ao próprio processo de aprendizagem. Ele sugere que o RA, como é mais conhecida a Realidade Aumentada, pode melhorar a experiência do usuário e aumentar os processos de sinapse. Os neurônios são as partes do cérebro que enviam e recebem sinais elétricos e as sinapses são, de certa forma, os caminhos que fazem essa conexão.

Veja palestra com Zorzal sobre Realidade Aumentada aplicada às igrejas:


Na estratégia das igrejas

O gerente de Estratégias Digitais da Igreja Adventista na América do Sul, Carlos Magalhães, pontua que há possibilidades de aplicação dessa tecnologia para uso das igrejas. Ele cita três exemplos: localização, informação e conteúdo estendido. “Um aplicativo de Realidade Aumentada pode mostrar a localização de igrejas, escolas, etc. Para isso, bastaria apontar uma câmera do smartphone para uma rua e o app sinalizaria exatamente onde está o que se procura”, exemplifica.

Magalhães ainda vislumbra a possibilidade de uma maior interação das pessoas com as igrejas no mundo virtual a partir do uso da tecnologia. Ele comenta, por exemplo, que nas fachadas de templos, com a RA, será possível que uma câmera de celular detecte, com auxílio de um aplicativo, detalhes internos desse templo como fotos, vídeos e até as boas-vindas virtuais. “Quando a Realidade Aumentada migrar dos smartphones para lentes, que poderemos vestir como um óculos ou lente de contato, então o número de aplicações irá multiplicar”, prevê.

Fábio Bergamo, colunista do Portal Adventista e mestre em Marketing, assinala, em recente artigo, o que poderia ser um risco a partir da superexposição no mundo da hiper-realidade. “Estamos vivendo num ambiente de hiper-realidade quase que contínua. Pokémon Go é a mais nova comprovação das simulações pelas quais somos apaixonados. Dentre estas temos os reality shows, as subcelebridades que vão e vêm, as vidas acompanhadas pelos snaps. Tudo parece mais bonito que a realidade. Seria, portanto, a realidade atual do ser humano chata, feia, desinteressante? Será que precisamos constantemente destas simulações, de hiper-realidades para que nos sintamos bem, vivos?”. Bergamo chama a atenção para a necessidade de as pessoas tomarem cuidado para não viverem constantemente os efeitos da simulação da vida e não a realidade.

Ainda sobre riscos da Realidade Aumentada, Magalhães explica que o avanço tecnológico é inevitável e que, a exemplo de outras tecnologias, também tem suas imperfeições e limitações. “Então, da mesma forma que não conhecemos todas as aplicações da RA, também ainda não sabemos todos os problemas resultantes, mas com certeza existirão”, afirma. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

Vídeo sobre uso da Realidade Aumentada em várias áreas:

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