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Hildemar Santos

Hildemar Santos

Saúde e Espiritualidade

Como prevenir doenças e ter uma vida saudável.

Os verdadeiros remédios

A tradição adventista de saúde inclui vários princípios, mas, semelhante aos Dez Mandamentos, estes são resumidos em oito mandamentos de saúde. Há mais de 150 que a Igreja Adventista tem promovido estes princípios, os quais são comprovadamente importantes para produzir perfeita energia mental e física e prevenir várias enfermidades. Estes oito remédios são os principais responsáveis pela longevidade dos adventistas, que foi divulgada no artigo Blue Zones (zonas azuis) na revista National Geographic em novembro de 2005.

Os oito remédios são: dieta saudável, exercício físico, água pura, ar puro, luz solar, repouso adequado, temperança e confiança em Deus. Neste primeiro artigo vamos começar pela dieta. Um resumo da dieta saudável seria uma dieta vegetariana, com pouco ou nenhum derivado animal, rica em frutas, verduras, raízes, grãos integrais e nozes. Na verdade, em muitos livros da escritora norte-americana Ellen White, pioneira da tradição adventista de saúde, os quatro alimentos mais citados são frutas, verduras, nozes e cereais.

Hoje o reconhecimento deste tipo de dieta tem sido amplo. A dieta DASH, por exemplo, que foi desenvolvida para o controle da pressão arterial, promove um consumo de oito a dez porções de frutas e vegetais. O último programa americano  chamado MyPlate (meu prato) promove refeições que contenham a metade de seu volume em frutas e verduras. O consumo de nozes em vários estudos tem sido comprovados como protetores contra os ataques cardíacos.

Frutas e verduras são ricas em fibras, minerais e vitaminas, e contém calorias que são facilmente digeridas ou assimiladas pelo organismo sem acarretar excesso de peso. Estes alimentos também são ricos em fito químicos como o resveratrol, licopeno e caroteno, os quais têm sido comprovados como preventivos contra o câncer e as doenças cardíacas.

Abandonar a carne e os derivados animais tem sido um conselho frequente entre os adventistas, primeiro por razões de saúde, já que estes alimentos não são os mais adequados para a alimentação humana. Depois, existe também o fator moral, já que os animais não deveriam ser sacrificados para satisfazer o nosso paladar. A carne vermelha, que é rica em gordura saturada, está relacionada com o câncer do intestino, excesso de colesterol e enfermidades circulatórias, principalmente o ataque cardíaco. Estudos recentes colocam a carne vermelha como um dos fatores na origem da Diabetes. As carnes em geral estão relacionadas com vários tipos de câncer.

Outros alimentos que são comuns na dieta moderna têm sido “condenados” na tradição adventista, tais como o açúcar, os grãos refinados, os alimentos processados, as frituras e os alimentos ricos em gordura ou misturas de gordura com açúcar. Outros conselhos incluem evitar o café, o chá preto, e os alimentos picantes, como a pimenta e o vinagre e, é claro, não consumir bebidas alcoólicas. Isto sem falar na tradição bíblica de não comer carnes de animais imundos como o porco, os peixes sem escama, os frutos do mar e os animais não ruminantes.

Além da qualidade do que se come, no processo alimentar também é enfatizado tomar água ao longo do dia, evitando beber muitos líquidos durante as refeições; não deitar após comer, mas praticar uma atividade moderada como uma caminhada breve; não comer nos intervalos e ter pelo menos cinco horas entre as refeições, consumindo apenas água nesses períodos. O ideal é evitar comer muito à noite e, em alguns casos, o aconselhável é fazer apenas duas refeições. O recomendado é não comer muito numa mesma refeição, nem misturar muitos alimentos e mastigá-los adequadamente.

De uma forma geral, a dieta adventista tem enfocado um elemento: o abandono da carne. Porém, como descrevemos anteriormente, existem muitos outros fatores os quais são de igual importância ou até de maior importância na atualidade. Por exemplo, hoje temos uma epidemia de câncer, doenças cardíacas e diabetes, a qual certamente está associada a um aspecto alimentar básico: o aumento de consumo calórico,  tendo como principal culpado o açúcar e os carboidratos refinados.

Um estudo publicado no Jornal JAMA, da Associação Americana de Medicina, demonstrou que indivíduos que comem mais de 25% das calorias em forma de açúcar têm um risco três vezes maior de ataques cardíacos quando comparados com aqueles que consomem menos de 10% das calorias provenientes do açúcar.  O açúcar usado era em sua forma normal ou adicionado nos doces em geral, caramelos e refrigerantes.

Se considerarmos uma dieta de 2 mil calorias, 25% correspondem a 500 calorias vindas do açúcar, ou seja, 125 gramas de açúcar, o que é igual a 10 colheres de sopa de açúcar por dia. Segundo o estudo o ideal é consumir menos de 200 calorias de açúcar por dia, o equivalente a, no máximo 50 gramas ou 3,5 colheres diárias. Assim, poderíamos concluir que o açúcar não é o melhor alimento para a saúde e muito menos para o coração. Isto confirma a pressão anti-açúcar da tradição adventista, a qual não tem tido a mesma repercussão que a pressão anti-carne.

Em conclusão, a alimentação ideal deveria ser a mais natural possível, quem sabe até orgânica e baixa ou isenta de alimentos animais, processados e refinados. O Estudo Adventista de Saúde tem comprovado as vantagens desta alimentação tanto na prevenção de enfermidades como na promoção da longevidade. Em média, os adventistas da América do Norte têm uma longevidade de aproximadamente 10 anos a mais do que o restante da população do país.

Tudo isto confirma que o estilo de vida é importante para a prevenção das doenças modernas e que a dieta é fundamental neste estilo. Porém, o exercício não fica para trás, como veremos no próximo artigo.

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