{"id":87694,"date":"2015-04-16T16:25:59","date_gmt":"2015-04-16T19:25:59","modified":"2025-01-27T15:53:22","modified_gmt":"2025-01-27T18:53:22","slug":"o-reino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/diego.barreto\/o-reino\/","title":{"rendered":"O reino"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-960x540.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-403061\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-960x540.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-480x270.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-240x135.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Se o capitalismo fosse capaz de abolir a obsolesc\u00eancia programada e estabelecer limites para a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza, ter\u00edamos uma economia mais justa e sustent\u00e1vel. (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pensando nos nossos dias, percebi que se houvessem dois elementos no capitalismo ter\u00edamos uma economia\/sociedade bem mais justa. N\u00e3o perfeita, mas muito mais justa. Coisas pequenas em si, mas que est\u00e3o no centro dos interesses humanos, e \u00e9 exatamente da\u00ed que vem o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo que poderia ter um impacto inacredit\u00e1vel em nossa sociedade e economia se ban\u00edssemos de vez a \"obsolesc\u00eancia programada\" (termo que define um h\u00e1bito da ind\u00fastria de criar produtos descart\u00e1veis ou com tempo de dura\u00e7\u00e3o, obrigado as pessoas a consumirem novamente ap\u00f3s o per\u00edodo programado). A obsolesc\u00eancia programada serve para manter o ritmo fren\u00e9tico da ind\u00fastria. Na verdade, sua exist\u00eancia \u00e9 a prova de que o que o capitalismo come\u00e7ou a resolver sozinho \u00e9 uma de suas barreiras de expans\u00e3o: o lucro est\u00e1 relacionado ao tamanho da produ\u00e7\u00e3o, por essa raz\u00e3o, procura-se expandir cada vez mais a capacidade produtiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/diego.barreto\/isso-muda-tudo\/\">Isso muda tudo!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Hoje a ind\u00fastria \u00e9 capaz de gerar muito mais do que aquilo que n\u00f3s necessitamos. Sendo assim, soluciona-se a quest\u00e3o criando produtos descart\u00e1veis. Assim, quando falamos de \"preservar o planeta\", de fato, o que estamos fazendo \u00e9 preservando o nosso lucro. Queremos encontrar uma solu\u00e7\u00e3o de reaproveitamento das coisas, e n\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o do consumo. Imp\u00f5e-se a transforma\u00e7\u00e3o do consumo e nunca da produ\u00e7\u00e3o. N\u00e3o queremos que a m\u00e1quina pare, por isso estamos sacrificando tudo para continuar crescendo sem limites.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 ai que chega o pr\u00f3ximo elemento que pode ajudar a mudar tudo. Demarcar limites. Limites para a riqueza e para ind\u00fastria. Esse limite - impopular porque s\u00f3 nos interessa lucrar - em si mesmo \u00e9 capaz de equilibrar boa parte da desigualdade social. Um sujeito que \u00e9 capaz de acumular de forma ilimitada \u00e9 um opressor alheio, porque rouba de outros a mera chance de ter, \u00e0s vezes, um pouco. Todos sabemos disso, mas ignoramos. O limite seria capaz de, esse sim, preservar os recursos da Terra. Ele tamb\u00e9m permitiria que mais pessoas alcan\u00e7assem o tal limite. Ele seria uma v\u00e1lvula de defesa contra a infla\u00e7\u00e3o (resultado direto do desejo de lucro pessoal), diminuiria a ansiedade da vida e principalmente direcionaria o <em>status quo<\/em> e o objetivo de vida para o bem estar e n\u00e3o para o consumo e a riqueza opressiva. A competi\u00e7\u00e3o nessa busca por riquezas nos faz extremamente disfuncionais.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed a gente volta para a obsolesc\u00eancia programada. Se os bens de consumo fossem dur\u00e1veis, como aquela lavadora Brastemp antiga, o Fusca e a Bras\u00edlia, ter\u00edamos uma economia limitada a funcionalidade e uso. Duas coisas aconteceriam: os produtos durariam muito mais e os recursos do planeta, a\u00ed sim, seriam preservados. E as pessoas teriam bens que duram muito mais e, portanto, mant\u00e9m o seu valor por muito mais tempo. A ind\u00fastria precisa que o valor de um bem dilua na m\u00e3o do consumidor at\u00e9 desaparecer para renovar a necessidade do mesmo. Sendo assim, a velha l\u00f3gica permanece para que um ganhe o outro perca. \u00c9 preciso que o carro acabe nas m\u00e3os de algu\u00e9m para entrar um novo ve\u00edculo no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa realidade poderia ser subvertida se mud\u00e1ssemos esses dois par\u00e2metros.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que isso tem a ver com o reino de Deus? Bem, tudo!<\/p>\n\n\n\n<p>Porque h\u00e1 somente uma raz\u00e3o para que essas solu\u00e7\u00f5es acima jamais sejam poss\u00edveis. A natureza ego\u00edsta do ser humano. Desde o pecado s\u00f3 pensamos na sobreviv\u00eancia pr\u00f3pria e no lucro pessoal. Todo o resto \u00e9 maculado por essas coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 admitimos sistemas que favorecem nossa natureza ca\u00edda. Por isso o Capitalismo prosperou. N\u00e3o acho que seja poss\u00edvel criar um sistema melhor que esse que nossa natureza consinta e se retroalimente dele. No entanto, ele deve ser o m\u00e1ximo alcan\u00e7\u00e1vel em otimiza\u00e7\u00e3o de sistemas humanos, porque tem um limite. A partir do momento que nossa natureza dita as regras, sua finitude infecta qualquer sistema. Todos os sistemas s\u00e3o limitados. As limita\u00e7\u00f5es do capitalismo s\u00e3o os recursos naturais em rela\u00e7\u00e3o aos desejos dos homens. Ainda que tenhamos o suficiente agora, se todos viv\u00eassemos como queremos n\u00e3o haver\u00e1 mais espa\u00e7o, s\u00f3 para dar um exemplo. Somos limitados. E se o sistema se espelha em n\u00f3s, tamb\u00e9m ser\u00e1. O capitalismo est\u00e1 no seu limite da otimiza\u00e7\u00e3o... Ainda d\u00e1 para progredir um pouco, mas bem pouco. E n\u00e3o vejo o que possa substitu\u00ed-lo. Talvez, e se fosse poss\u00edvel, como o paradigma da nossa natureza ca\u00edda ainda \u00e9 o mesmo, s\u00f3 trocar\u00edamos seis por meia d\u00fazia, porque tudo que pensamos \u00e9 <strong><em>para <\/em><\/strong>n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa reflex\u00e3o tamb\u00e9m demonstra como o reino de Deus \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, filos\u00f3fica e plaus\u00edvel. Se pararmos de pensar em n\u00f3s mesmos e come\u00e7armos a pensar no bem-estar do outro podemos construir um reino melhor. Gra\u00e7as a Deus que esse reino se estabelecer\u00e1 aqui um dia, mas enquanto isso, quero nos desafiar a pensar nossa vida sobre a luz de um padr\u00e3o eterno. De um padr\u00e3o inovador para o homem de pecado. Um padr\u00e3o que pensa al\u00e9m de si mesmo, e por isso, ser\u00e1 eterno, porque ser\u00e1 mantido <strong><em>por<\/em><\/strong> todos n\u00f3s. Por isso, o reino de Deus n\u00e3o ser\u00e1 limitado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando olhamos para este mundo, algumas coisas parecem n\u00e3o ter solu\u00e7\u00e3o. Mas no C\u00e9u ser\u00e1 tudo diferente.<\/p>\n","protected":false},"author":160,"featured_media":403061,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3879],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3668],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-87694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-coluna","xtt-pa-editorias-biblia","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"embed_url":"","embed_length":"","custom_author":""},"terms":{"editorial":"B\u00edblia","format":"Coluna"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-768x475.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-240x135.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-240x135.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2015\/04\/shutterstock_2507297357-480x270.jpg"}}