{"id":447958,"date":"2026-02-12T10:19:01","date_gmt":"2026-02-12T13:19:01","modified":"2026-02-12T10:19:04","modified_gmt":"2026-02-12T13:19:04","slug":"o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design\/","title":{"rendered":"O que Darwin n\u00e3o viu: ci\u00eancia moderna, cosmovis\u00e3o e evid\u00eancias de design\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1125\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-447970\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2.jpg 2000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2-480x270.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2-960x540.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2-240x135.jpg 240w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2-768x432.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design2-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A rela\u00e7\u00e3o\u00a0entre as descobertas cient\u00edficas e as convic\u00e7\u00f5es de f\u00e9 tem sido, muitas vezes, retratado como um conflito,\u00a0mas\u00a0podem\u00a0ser um\u00a0caminho\u00a0para a\u00a0clareza intelectual (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Charles Robert Darwin deixou um legado como naturalista que, at\u00e9 hoje, serve de&nbsp;est\u00edmulo&nbsp;para debates profundos sobre a natureza e a espiritualidade. No entanto, para al\u00e9m das homenagens ao seu trabalho, surge uma oportunidade valiosa: mostrar que&nbsp;a verdadeira&nbsp;f\u00e9 e ci\u00eancia n\u00e3o se anulam.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto decisivo \u00e9 entender que a ci\u00eancia produz&nbsp;dados&nbsp;que necessitam ser&nbsp;interpretados&nbsp;\u2014 e interpreta\u00e7\u00f5es sempre carregam pressupostos&nbsp;e cosmovis\u00f5es. Assim, \u00e9 poss\u00edvel&nbsp;reconhecer&nbsp;Darwin como naturalista e, ao mesmo tempo, explicar por que&nbsp;os&nbsp;crist\u00e3os b\u00edblicos&nbsp;n\u00e3o aceitam a teoria darwinista como explica\u00e7\u00e3o para as origens.&nbsp;Ent\u00e3o vejamos como essa diferen\u00e7a se estabelece.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/maurabrandao\/esclarecendo-alguns-mal-entendidos-acerca-do-criacionismo\/\">Esclarecendo alguns mal entendidos acerca do criacionismo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/maurabrandao\/o-medo-de-darwin-e-justificado-registro-fossil-esta-longe-de-confirmar-a-evolucao\/\">O medo de Darwin \u00e9 justificado: registro f\u00f3ssil est\u00e1 longe de confirmar a evolu\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Darwin viveu em um s\u00e9culo de transforma\u00e7\u00f5es intelectuais. A geologia, a biologia e a hist\u00f3ria natural buscavam modelos amplos para explicar a diversidade do mundo vivo. Nesse contexto, Darwin prop\u00f4s que pequenas varia\u00e7\u00f5es nos organismos, somadas ao filtro da&nbsp;sele\u00e7\u00e3o natural, poderiam, com tempo suficiente, produzir&nbsp;a&nbsp;grande diversidade&nbsp;que conhecemos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seu livro mais famoso,&nbsp;<em>A Origem das Esp\u00e9cies&nbsp;<\/em>(1859), tornou-se um marco por organizar evid\u00eancias e argumentos de modo&nbsp;n\u00e3o t\u00e3o&nbsp;persuasivo para seu tempo. Ainda assim,&nbsp;devemos&nbsp;lembrar que&nbsp;o livro&nbsp;de Darwin&nbsp;descreve a&nbsp;diversidade&nbsp;e a&nbsp;adapta\u00e7\u00e3o, mas deixa abertas quest\u00f5es sobre a&nbsp;origem&nbsp;em sentido pleno \u2014 origem de planos corporais, de sistemas altamente integrados e, sobretudo, da pr\u00f3pria vida.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso,&nbsp;acredito&nbsp;que o t\u00edtulo&nbsp;do livro&nbsp;poderia ser mais fiel ao conte\u00fado se fosse algo como \u201cDiversidade das Esp\u00e9cies\u201d,&nbsp;pois&nbsp;o&nbsp;ponto central&nbsp;dele \u00e9&nbsp;explicar mudan\u00e7as dentro da vida, que&nbsp;n\u00e3o \u00e9 o mesmo que explicar o surgimento do novo em n\u00edvel de origem.&nbsp;Sob essa \u00f3tica, Robert Shedinger<sup>1<\/sup>&nbsp;complementa:&nbsp;\u201cA Origem das Esp\u00e9cies \u00e9 um mero resumo de sua teoria das esp\u00e9cies, uma s\u00edntese que carece de muitos dos fatos, evid\u00eancias e autoridades que ele prometeu apresentar em uma obra posterior.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O contexto importa\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<p>O&nbsp;livro&nbsp;<em>Redescobrindo Gal\u00e1pagos<\/em><em><sup>2<\/sup><\/em>, no cap\u00edtulo&nbsp;\u201cAn\u00e1lise&nbsp;psicobiogr\u00e1fica&nbsp;de Charles Darwin\u201d&nbsp;de&nbsp;Rodrigo Silva&nbsp;(2018)<sup>2<\/sup>,&nbsp;ajuda a olhar Darwin n\u00e3o apenas como um conjunto de ideias, mas como um&nbsp;ser humano hist\u00f3rico, com contexto familiar, tens\u00f5es, perdas e dilemas. Sem reduzir a ci\u00eancia \u00e0 biografia, o cap\u00edtulo sugere que a trajet\u00f3ria pessoal de Darwin e seus conflitos internos influenciaram seu percurso intelectual e sua rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa leitura&nbsp;psicobiogr\u00e1fica&nbsp;n\u00e3o \u201crefuta\u201d uma teoria por&nbsp;aspectos&nbsp;emocionais, mas nos lembra de algo essencial em divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: grandes propostas cient\u00edficas tamb\u00e9m nascem em&nbsp;ambientes culturais, em&nbsp;debates filos\u00f3ficos&nbsp;e em&nbsp;experi\u00eancias humanas reais. Ou seja, o darwinismo n\u00e3o \u00e9 apenas um pacote neutro de dados; \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o&nbsp;e interpreta\u00e7\u00e3o&nbsp;constru\u00edda por algu\u00e9m situado em seu tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o cap\u00edtulo&nbsp;\u201cDarwinismo: influ\u00eancias, implica\u00e7\u00f5es, equ\u00edvocos e omiss\u00f5es\u201d<sup>3<\/sup>,&nbsp;de Souza&nbsp;<em>et&nbsp;al<\/em>. (2018)<sup>3<\/sup>,&nbsp;refor\u00e7a um contraste que muitas vezes se perde no debate p\u00fablico:&nbsp;microevolu\u00e7\u00e3o&nbsp;(adapta\u00e7\u00f5es e varia\u00e7\u00f5es observ\u00e1veis em popula\u00e7\u00f5es) e&nbsp;macroevolu\u00e7\u00e3o&nbsp;(a grande narrativa de origem de novos planos corporais, novas estruturas e a passagem de formas simples para sistemas altamente integrados) n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa, embora frequentemente sejam tratadas como se fossem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crist\u00e3o criacionista pode reconhecer a realidade de adapta\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o&nbsp;no estudo da natureza, sem concluir automaticamente que esses mecanismos bastam para explicar as origens biol\u00f3gicas. Esse ponto \u00e9 crucial para separar&nbsp;o que \u00e9 observa\u00e7\u00e3o&nbsp;do que \u00e9&nbsp;extrapola\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica&nbsp;e interpreta\u00e7\u00e3o dos mesmos dados cient\u00edficos da realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Diverg\u00eancias\u00a0entre as teorias\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<p>Quando colocamos, ent\u00e3o, lado a lado as duas vis\u00f5es \u2014 evolucionista naturalista e criacionista b\u00edblica \u2014 o contraste aparece com mais nitidez. A cosmovis\u00e3o naturalista tende a explicar o surgimento e a complexidade da vida por processos n\u00e3o guiados, sem prop\u00f3sito intr\u00ednseco. A cosmovis\u00e3o crist\u00e3, por sua vez, parte da premissa b\u00edblica de que h\u00e1&nbsp;intencionalidade&nbsp;e&nbsp;prop\u00f3sito, e que a ordem do mundo reflete uma&nbsp;mente criadora: \u201cNo princ\u00edpio, Deus criou\u2026\u201d&nbsp;(G\u00eanesis&nbsp;1:1).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que se discute, portanto, n\u00e3o \u00e9 se existe investiga\u00e7\u00e3o, evid\u00eancia e m\u00e9todo; discute-se&nbsp;qual explica\u00e7\u00e3o faz mais sentido&nbsp;para a totalidade dos fatos&nbsp;da ci\u00eancia hist\u00f3rica das origens.&nbsp;Se n\u00e3o podemos fazer ci\u00eancia experimental sobre algo que aconteceu no passado (repetir as origens da&nbsp;Terra e da vida), o que os dados da natureza revelam sobre&nbsp;nosso&nbsp;passado? Que vis\u00e3o tem mais coer\u00eancia com os dados?&nbsp;Essas&nbsp;s\u00e3o as quest\u00f5es que necessitam ser feitas a essas duas cosmovis\u00f5es inconcili\u00e1veis.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo cl\u00e1ssico \u2014 tamb\u00e9m mencionado em debates criacionistas \u2014 \u00e9 o&nbsp;registro&nbsp;f\u00f3ssil. Darwin reconheceu que sua teoria esperaria encontrar in\u00fameras formas de transi\u00e7\u00e3o e, ao lidar com a falta dessas transi\u00e7\u00f5es em sua \u00e9poca, argumentou que o&nbsp;registro&nbsp;seria \u201cimperfeito\u201d e que o futuro preencheria as lacunas.&nbsp;A discuss\u00e3o moderna \u00e9 mais complexa, mas uma constata\u00e7\u00e3o permanece relevante para o p\u00fablico leigo: ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo e meio de paleontologia intensa, as transi\u00e7\u00f5es esperadas como \u201cabundantes\u201d n\u00e3o aparecem do modo simples e direto que muitos imaginam.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa aus\u00eancia total de&nbsp;alguns poucos candidatos a&nbsp;formas intermedi\u00e1rias, mas indica que o&nbsp;registro&nbsp;f\u00f3ssil n\u00e3o funciona como um \u201cfilme cont\u00ednuo\u201d do gradualismo&nbsp;evolucionista. Para a cosmovis\u00e3o crist\u00e3, esse limite \u00e9 uma janela para considerar que a narrativa naturalista, quando usada como explica\u00e7\u00e3o total das origens, exige uma confian\u00e7a interpretativa que vai al\u00e9m do que os dados entregam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que tamb\u00e9m rejeitamos a ideia de que crer na cria\u00e7\u00e3o seja sin\u00f4nimo de rejeitar pesquisa.&nbsp;Sempre existiu e&nbsp;h\u00e1 cientistas criacionistas que estudam geologia, biologia e f\u00f3sseis com seriedade acad\u00eamica. H\u00e1 inclusive&nbsp;cientistas criacionistas&nbsp;que&nbsp;tamb\u00e9m procuram f\u00f3sseis, colaborando de uma certa forma para aumentar a probabilidade de encontrar&nbsp;os&nbsp;supostos&nbsp;fosseis&nbsp;de transi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos disso s\u00e3o&nbsp;o&nbsp;grupo de paleontologistas&nbsp;e ge\u00f3logos&nbsp;da&nbsp;<em>Southwestern&nbsp;Adventist&nbsp;University<\/em>,&nbsp;que j\u00e1 escavaram e catalogaram mais 30 mil f\u00f3sseis nos \u00faltimos 25 anos<sup>4<\/sup>,&nbsp;e&nbsp;os cientistas&nbsp;do&nbsp;Geoscience&nbsp;Research&nbsp;Institute&nbsp;com museu e centro de pesquisa em Gal\u00e1pagos,&nbsp;entre outras linhas de pesquisa<sup>5<\/sup>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O ber\u00e7o\u00a0da pesquisa Darwinista\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1108\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-447968\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design.jpg 2000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design-768x425.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2026\/02\/o-que-darwin-nao-viu-ciencia-moderna-cosmovisao-e-evidencias-de-design-1536x851.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As Ilhas Gal\u00e1pagos\u00a0foram o laborat\u00f3rio de\u00a0Darwin\u00a0para\u00a0a\u00a0observa\u00e7\u00e3o\u00a0de diferentes esp\u00e9cies (Foto: Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea poderia perguntar:&nbsp;\u201cO&nbsp;que Darwin viu&nbsp;de&nbsp;t\u00e3o especial em Gal\u00e1pagos?\u201d&nbsp;Ele viu o que voc\u00ea pode ver ainda hoje se for l\u00e1:&nbsp;a grande biodiversidade e beleza que ainda mostram as digitais do Criador. Mas, se&nbsp;voc\u00ea&nbsp;perguntar:&nbsp;\u201cO&nbsp;que Darwin n\u00e3o viu em Gal\u00e1pagos?\u201d,&nbsp;pode&nbsp;ter&nbsp;duas&nbsp;perspectivas&nbsp;de resposta:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Darwin n\u00e3o viu o que\u00a0o conhecimento do\u00a0seu tempo n\u00e3o permitia ver: hoje lidamos com n\u00edveis de informa\u00e7\u00f5es, tecnologias e\u00a0integra\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica que eram invis\u00edveis no s\u00e9culo XIX. Sistemas celulares sofisticados, redes de regula\u00e7\u00e3o e depend\u00eancias m\u00faltiplas levantam discuss\u00f5es\u00a0s\u00e9rias\u00a0sobre limites de explica\u00e7\u00f5es puramente graduais e n\u00e3o guiadas.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Darwin pode n\u00e3o ter visto \u2014 ou n\u00e3o ter considerado seriamente \u2014 o que sua pr\u00f3pria cosmovis\u00e3o tornava improv\u00e1vel: a hip\u00f3tese de\u00a0design. Mesmo sem tecnologia moderna, a beleza funcional, a adequa\u00e7\u00e3o e a inteligibilidade da\u00a0vida poderiam ser lidas como sinais de prop\u00f3sito. Em outras palavras, h\u00e1 um \u201cn\u00e3o ver\u201d t\u00e9cnico e um \u201cn\u00e3o ver\u201d interpretativo\u00a0na visita de Darwin a Gal\u00e1pagos e outros ecossistemas ao logo da sua viagem\u00a0de\u00a0cinco anos (1831-1836) no navio\u00a0His\u00a0Majesty's\u00a0Ship\u00a0-\u00a0HMS Beagle.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">F\u00e9 e ci\u00eancias\u00a0podem\u00a0andar\u00a0juntas\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<p>Nesse ponto entra uma distin\u00e7\u00e3o que precisa ser dita com clareza, especialmente&nbsp;hoje:&nbsp;f\u00e9 e ci\u00eancia n\u00e3o se anulam, mas&nbsp;cientificismo e f\u00e9 b\u00edblica entram em choque. Ci\u00eancia \u00e9&nbsp;o&nbsp;m\u00e9todo para estudar o mundo natural&nbsp;e&nbsp;cientificismo \u00e9 a cren\u00e7a de que somente explica\u00e7\u00f5es naturalistas s\u00e3o aceit\u00e1veis como verdade \u00faltima.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a teoria da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada n\u00e3o apenas como um modelo biol\u00f3gico, mas como uma filosofia total sobre realidade, sentido e humanidade, ela deixa de ser apenas ci\u00eancia e passa a operar como cosmovis\u00e3o concorrente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, tamb\u00e9m n\u00e3o vemos como&nbsp;correto&nbsp;uma \u201cintegra\u00e7\u00e3o\u201d que mant\u00e9m linguagem crist\u00e3 enquanto redefine a cria\u00e7\u00e3o como um processo essencialmente darwinista \u2014 como em algumas propostas do&nbsp;Evote\u00edsmo. Uma integra\u00e7\u00e3o assim costuma exigir que o texto b\u00edblico seja reinterpretado at\u00e9 perder sua for\u00e7a afirmativa sobre cria\u00e7\u00e3o, prop\u00f3sito, queda e reden\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 negar fatos observ\u00e1veis, mas reconhecer que&nbsp;dados&nbsp;e&nbsp;interpreta\u00e7\u00f5es&nbsp;n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa e que a B\u00edblia fornece uma moldura&nbsp;confi\u00e1vel e que faz&nbsp;sentido na qual a natureza pode ser estudada com seriedade.&nbsp;Assim como fizeram os pioneiros da ci\u00eancia&nbsp;que eram criacionistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abordar&nbsp;o&nbsp;legado&nbsp;de&nbsp;Charles&nbsp;Darwin&nbsp;permite um exerc\u00edcio duplo de honestidade: reconhecer Darwin como figura hist\u00f3rica de grande impacto e, simultaneamente, afirmar que nossa confian\u00e7a est\u00e1 em um Criador real.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a f\u00e9 crist\u00e3&nbsp;adventista, a natureza n\u00e3o \u00e9 um acidente sem prop\u00f3sito; ela \u00e9 um livro aberto que aponta para ordem e significado, mesmo em meio \u00e0s marcas de um mundo quebrado. Assim, n\u00e3o cremos na teoria darwinista como explica\u00e7\u00e3o das origens,&nbsp;n\u00e3o por desprezo \u00e0 ci\u00eancia, mas por entendermos que h\u00e1 limites explicativos, pressupostos filos\u00f3ficos e omiss\u00f5es relevantes&nbsp;nesta teoria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cremos, com base na Escritura e na leitura cuidadosa do mundo natural, que a explica\u00e7\u00e3o criacionista oferece uma narrativa mais coerente: origem intencional, prop\u00f3sito, dignidade humana e esperan\u00e7a \u2014 uma vis\u00e3o em que ci\u00eancia e f\u00e9 podem dialogar sem que uma precise destruir a outra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Francisl\u00ea&nbsp;Neri de Souza<\/strong>&nbsp;\u00e9 graduado em Qu\u00edmica pela&nbsp;Universidade Federal Rural de Pernambuco, mestre em&nbsp;Qu\u00edmica Qu\u00e2ntica Computacional&nbsp;pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em&nbsp;did\u00e1tica das ci\u00eancias com \u00eanfase em educa\u00e7\u00e3o em qu\u00edmica&nbsp;pela Universidade de Aveiro, em Portugal.&nbsp;\u00c9 o atual diretor do&nbsp;<em>Geoscience&nbsp;Research&nbsp;Institute<\/em>&nbsp;(GRI) para a Am\u00e9rica do Sul e professor adjunto convidado da Universidade Andrews,&nbsp;nos Estados Unidos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup>\u00a0Shedinger, Robert F.. Darwin's Bluff: <em>The Mystery of the Book Darwin Never Finished<\/em> (p. 14). (Function). Kindle Edition.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup>\u00a0Luz,\u00a0E.\u00a0Quispe-Condori,\u00a0S.\u00a0&amp; Neri de Souza, F. (2018)\u00a0Redescobrindo Gal\u00e1pagos. Unaspress Engenheiro Coelho S\u00e3o Paulo.\u00a0<a href=\"https:\/\/origens.org\/estante-criacionista\">https:\/\/origens.org\/estante-criacionista<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup>\u00a0Luz,\u00a0E.\u00a0Quispe-Condori,\u00a0S.\u00a0&amp; Neri de Souza, F. (2018)\u00a0Redescobrindo Gal\u00e1pagos. Unaspress Engenheiro Coelho S\u00e3o Paulo.\u00a0<a href=\"https:\/\/origens.org\/estante-criacionista\">https:\/\/origens.org\/estante-criacionista<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><sup>4<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/swau.edu\/dinosaur-museum\">https:\/\/swau.edu\/dinosaur-museum<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><sup>5<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/origens.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/origens.org\/<\/a>\u00a0;\u00a0<a href=\"https:\/\/origens.org\/origins-museum-of-nature\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/origens.org\/origins-museum-of-nature\/<\/a>\u00a0;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.grisda.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.grisda.org\/<\/a>\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode receber esse e outros conte\u00fados&nbsp;<strong>diretamente<\/strong>&nbsp;no seu dispositivo. 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