{"id":444582,"date":"2026-01-03T18:00:00","date_gmt":"2026-01-03T21:00:00","modified":"2026-01-08T10:24:44","modified_gmt":"2026-01-08T13:24:44","slug":"ellen-white-sabia-hebraico-e-grego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/ellen-white-sabia-hebraico-e-grego\/","title":{"rendered":"Ellen White sabia hebraico e grego?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-444583\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White.jpg 1000w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ellen White, autora americana adventista,  inspira multid\u00f5es com seus textos. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A escritora norte-americana Ellen G. White (1827\u20131915) \u00e9 reconhecida pela Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia como portadora do dom de profecia. Ao longo de mais de 70 anos de minist\u00e9rio, ela recebeu cerca de 2.000 sonhos e vis\u00f5es, servindo em tr\u00eas continentes como escritora, pregadora, evangelista e promotora da temperan\u00e7a e da sa\u00fade. Seu legado mais not\u00e1vel, contudo, \u00e9 sua vasta produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, que, por ocasi\u00e3o de sua morte, foi estimada em \u201cmais de 100.000 p\u00e1ginas, incluindo 24 livros em circula\u00e7\u00e3o, dois manuscritos prontos para publica\u00e7\u00e3o, mais de 5.000 artigos, mais de 200 tratados e folhetos, cerca de 6.000 manuscritos datilografados (aproximadamente 4.000 p\u00e1ginas), que inclu\u00edam cartas e manuscritos gerais, e aproximadamente 2.000 cartas manuscritas, trechos de seu di\u00e1rio e outros documentos que resultaram em 20.000 p\u00e1ginas datilografadas\u201d.<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>A Igreja Adventista entende que os escritos de Ellen White foram inspirados pelo Esp\u00edrito Santo e, por isso, \u201cfalam com autoridade prof\u00e9tica e proveem consolo, orienta\u00e7\u00e3o, instru\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o para a igreja\u201d.<sup>2<\/sup>&nbsp;No entanto, isso n\u00e3o significa que tenham o mesmo n\u00edvel da B\u00edblia (muito menos que estejam acima dela). Embora ambos tenham sido inspirados, os escritos de Ellen White \u201ctamb\u00e9m tornam claro que a B\u00edblia \u00e9 a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experi\u00eancia\u201d.<sup>3<\/sup>&nbsp;Em outras palavras, somente o texto b\u00edblico possui autoridade can\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/coluna\/ana.paula\/encontrando-gratidao-no-improvavel\/\">Encontrando&nbsp;gratid\u00e3o no improv\u00e1vel<\/a>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/tres-dicas-para-estudo-da-biblia-em-2026\/\">Tr\u00eas dicas para estudo da B\u00edblia em 2026<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Nos escritos inspirados de Ellen White, encontram-se in\u00fameras cita\u00e7\u00f5es, refer\u00eancias e alus\u00f5es b\u00edblicas, incluindo algumas extensas narrativas de eventos das Escrituras que abundam em detalhes n\u00e3o presentes no texto b\u00edblico, mas que o complementam. Nos \u00faltimos anos, alguns pesquisadores fizeram uma descoberta fascinante: certos detalhes extrab\u00edblicos apresentados por Ellen White coincidem com nuances presentes no texto original da B\u00edblia, mas que se perderam em tradu\u00e7\u00f5es modernas \u2013 como<br>para o ingl\u00eas, espanhol ou portugu\u00eas.<sup>4<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Esse achado \u00e9 particularmente significativo porque Ellen White nunca estudou formalmente \u2013 nem mesmo de forma autodidata \u2013 os idiomas originais da B\u00edblia. Ela frequentou a escola apenas at\u00e9 os nove anos de idade e dominava exclusivamente a l\u00edngua inglesa. Sem qualquer conhecimento de hebraico, aramaico ou grego, \u00e9 evidente que seu entendimento de detalhes exeg\u00e9ticos n\u00e3o poderia ter vindo de um estudo direto dos textos originais.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, ser\u00e1 que Ellen White realmente descreveu detalhes que s\u00f3 podem ser descobertos por meio de um estudo profundo e cuidadoso dos idiomas b\u00edblicos originais? Como isso seria poss\u00edvel, se ela nunca estudou essas l\u00ednguas?<\/p>\n\n\n\n<p>Convido voc\u00ea a analisar dois casos \u2013 um no Antigo e outro no Novo Testamento \u2013 em que a pioneira relatou detalhes extrab\u00edblicos que, embora ausentes nas tradu\u00e7\u00f5es modernas, podem ser identificados por meio de uma an\u00e1lise profunda do texto b\u00edblico original. Ao final, refletiremos sobre como ela, mesmo sem conhecimento das l\u00ednguas b\u00edblicas, foi capaz de registrar esses detalhes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O descanso sab\u00e1tico em \u00caxodo 5<\/h4>\n\n\n\n<p>Ao relatar como Deus libertou o povo de Israel da escravid\u00e3o, Ellen White mencionou que uma das primeiras coisas que Mois\u00e9s e Ar\u00e3o fizeram ao chegar ao Egito foi restaurar a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado entre os israelitas: \u201cAs not\u00edcias a respeito deles e do interesse que estavam provocando entre o povo j\u00e1 haviam chegado ao rei. Sua ira se acendeu. \u2018Mois\u00e9s e Ar\u00e3o, por que est\u00e3o afastando o povo das suas tarefas?\u2019, disse ele; \u2018voltem ao trabalho!\u2019 Pela interfer\u00eancia desses estrangeiros, o reino j\u00e1 havia sofrido perda. Pensando nisso, ele acrescentou: \u2018O povo da terra j\u00e1 \u00e9 muito e voc\u00eas ainda querem que eles descansem\u2019 (vers\u00edculos 4 e 5). <\/p>\n\n\n\n<p>Em seu cativeiro, os israelitas tinham perdido at\u00e9 certo ponto o conhecimento da lei de Deus, e haviam se afastado de seus preceitos. De modo geral, o s\u00e1bado tinha sido desrespeitado, e as cobran\u00e7as dos capatazes tornaram sua observ\u00e2ncia aparentemente imposs\u00edvel. Entretanto, Mois\u00e9s mostrara ao seu povo que a obedi\u00eancia a Deus era a primeira condi\u00e7\u00e3o de livramento e os esfor\u00e7os feitos para restaurar a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado foram notados por seus opressores.\u201d<sup>5<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Quer seja em ingl\u00eas, espanhol ou portugu\u00eas, \u00caxodo 5:5 \u2013 o texto b\u00edblico citado por Ellen White \u2013 n\u00e3o parece indicar que Mois\u00e9s tenha tentado restabelecer a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado entre seus compatriotas. No entanto, uma an\u00e1lise minuciosa dos termos hebraicos utilizados nesse verso revela uma perspectiva bem diferente. A frase \u201cdescansem de suas tarefas\u201d (\u00caxodo 5:5) \u00e9 composta, no hebraico, pelo verbo&nbsp;<em>hisheb\u0101tem<\/em>, pela preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>min<\/em>&nbsp;e pelo substantivo&nbsp;<em>sibelotam<\/em>, que significa \u201ccarga\u201d ou \u201ctrabalho for\u00e7ado\u201d.<sup>6<\/sup>&nbsp;A primeira palavra,&nbsp;<em>hisheb\u0101tem<\/em>, \u00e9 a forma hifil (causativa) do verbo&nbsp;<em>shab\u0101t<\/em>, que geralmente significa \u201cfazer cessar\u201d.<sup>7<\/sup>&nbsp;No entanto, h\u00e1 aqui uma conex\u00e3o morfossint\u00e1tica interessante que sugere um significado que vai al\u00e9m de simplesmente cessar o trabalho. Afinal, essa forma verbal \u201c\u00e9 \u00fanica na B\u00edblia Hebraica porque [\u2026] est\u00e1 associada a uma palavra para trabalho, junto \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o \u2018de\u2019 (<em>min<\/em>)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico outro texto em que essa mesma constru\u00e7\u00e3o ocorre \u00e9 G\u00eanesis 2:3, onde o verbo&nbsp;<em>shab\u0101t<\/em>&nbsp;est\u00e1 conectado sintaticamente com a preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>min<\/em>&nbsp;e um termo que significa \u201ctrabalho\u201d:&nbsp;<em>mel\u0101\u2019jeto<\/em>.<sup>8<\/sup>&nbsp;Ali est\u00e1 escrito: \u201cE Deus aben\u00e7oou o s\u00e9timo dia e o santificou; porque nele descansou (<em>shab\u0101t<\/em>) de (<em>min<\/em>) toda a obra (<em>mel\u0101\u2019jeto<\/em>) que, como Criador, tinha feito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, apenas dois textos b\u00edblicos apresentam essa estrutura \u2013 a forma hifil do verbo&nbsp;<em>shab\u0101t<\/em>, seguida da preposi\u00e7\u00e3o min e de um termo com o significado de \u201ctrabalho\u201d: G\u00eanesis 2:3 e \u00caxodo 5:5. Isso indica que o relato do \u00caxodo est\u00e1 remetendo diretamente ao relato da cria\u00e7\u00e3o e ao estabelecimento do s\u00e1bado, sugerindo que os israelitas n\u00e3o estavam apenas deixando de trabalhar, mas sim descansando sabaticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante observar que nenhuma tradu\u00e7\u00e3o inglesa dispon\u00edvel na \u00e9poca de Ellen White traduz \u00caxodo 5:5 de maneira que sugira que os israelitas haviam come\u00e7ado a guardar o s\u00e1bado.<sup>9<\/sup>&nbsp;Os coment\u00e1rios sobre o livro de \u00caxodo dispon\u00edveis no s\u00e9culo 19 tamb\u00e9m n\u00e3o mencionavam essa interpreta\u00e7\u00e3o.<sup>10<\/sup>&nbsp;\u00c9, portanto, surpreendente que o relato de Ellen White reflita uma nuance presente no texto hebraico que passava despercebida pelos int\u00e9rpretes b\u00edblicos de sua \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A estrela de Bel\u00e9m como uma angelofania em Mateus 2<\/h4>\n\n\n\n<p>Ao relatar a hist\u00f3ria do nascimento de Jesus, Mateus inclui a apari\u00e7\u00e3o de uma estrela que guia os s\u00e1bios do Oriente at\u00e9 Bel\u00e9m. O texto b\u00edblico diz: \u201cDepois de ouvirem o rei, os magos partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente ia adiante deles, at\u00e9 que, chegando, parou sobre onde o menino estava\u201d (Mateus 2:9). A Escritura n\u00e3o descreve exatamente o que era essa \u201cestrela\u201d, e as explica\u00e7\u00f5es propostas variam entre uma supernova, um cometa ou uma conjun\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, entre outras propostas.<sup>11<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Ellen White apresentou uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente: \u201cNaquela noite em que a gl\u00f3ria de Deus inundara as colinas de Bel\u00e9m, aqueles s\u00e1bios viram uma luz misteriosa no c\u00e9u. Quando a luz se dissipou, surgiu uma estrela brilhante que permaneceu no c\u00e9u. N\u00e3o era uma estrela fixa nem um planeta, e o fen\u00f4meno despertou profunda curiosidade. Aquela estrela distante era um long\u00ednquo grupo de anjos resplandecentes, mas os magos n\u00e3o sabiam disso. No entanto, tiveram a impress\u00e3o de que aquela estrela possu\u00eda um significado especial.\u201d<sup>12<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, nada no texto b\u00edblico permite sugerir que essa estrela fosse uma angelofania, ou seja, uma apari\u00e7\u00e3o de anjos. No entanto, a estrutura narrativa da hist\u00f3ria apresenta certas caracter\u00edsticas que podem impactar a compreens\u00e3o do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista em Novo Testamento Raymond Brown observa que, na narrativa da Natividade, h\u00e1 tr\u00eas angelofanias, e cada uma delas cont\u00e9m uma \u201ccl\u00e1usula introdut\u00f3ria de retomada que conecta a apari\u00e7\u00e3o [ang\u00e9lica] ao que a precede\u201d.<sup>13<\/sup>&nbsp;Cada uma dessas cl\u00e1usulas se destaca por seguir uma constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica espec\u00edfica: \u201cum genitivo absoluto com um pospositivo de, seguido por idou.\u201d<sup>14<\/sup>&nbsp;Essa estrutura \u00e9 usada em Mateus 1:20; 2:13 e 2:19 \u2013 sempre que um anjo aparece.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 uma quarta constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica que segue essa mesma estrutura caracter\u00edstica das angelofanias: em Mateus 2:9, em que tamb\u00e9m aparece uma cl\u00e1usula introdut\u00f3ria que come\u00e7a com a conjun\u00e7\u00e3o pospositiva de, seguida de um partic\u00edpio no nominativo (<em>hoi de akousantes<\/em>), um genitivo absoluto (<em>akousantes tou basile\u014ds<\/em>), e a interjei\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>idou<\/em>. A diferen\u00e7a, nesse caso, \u00e9 que a apari\u00e7\u00e3o que segue n\u00e3o \u00e9 de um anjo, mas da estrela de Bel\u00e9m. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 realmente curioso que Mateus utilize a mesma constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica em cl\u00e1usulas introdut\u00f3rias para apresentar tanto as angelofanias quanto a estrela de Bel\u00e9m. Trata-se de uma forma bastante sutil de caracteriza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, por meio da qual Mateus parece indicar que os s\u00e1bios do Oriente viram, na verdade, uma angelofania.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante lembrar que, j\u00e1 no Antigo Testamento, os anjos s\u00e3o frequentemente associados<br>a estrelas (como, por exemplo, em Ju\u00edzes 5:20; J\u00f3 25:5 e 38:7). Al\u00e9m disso, o comportamento da estrela descrita em Mateus dificilmente se encaixa no padr\u00e3o de um cometa, de uma supernova ou de uma conjun\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. O texto b\u00edblico a descreve como surgindo repentinamente no oriente (Mateus 2:2), depois movendo-se pelo c\u00e9u, guiando os s\u00e1bios at\u00e9 a Palestina, e, por fim, parando sobre Bel\u00e9m (Mateus 2:9). Seria dif\u00edcil atribuir esse comportamento a um corpo celeste comum.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais surpreendente, contudo, \u00e9 que nenhum exegeta ou comentarista do s\u00e9culo 20 apoiava essa interpreta\u00e7\u00e3o da estrela de Bel\u00e9m como uma manifesta\u00e7\u00e3o ang\u00e9lica.<sup>15<\/sup>&nbsp;Somente Ellen White prop\u00f4s tal leitura em sua \u00e9poca \u2013 uma interpreta\u00e7\u00e3o que s\u00f3 se torna vis\u00edvel por meio de uma an\u00e1lise cuidadosa da estrutura grega do texto de Mateus.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Este artigo apresentou dois exemplos de como Ellen White incluiu em suas narrativas dois detalhes considerados \u201cextrab\u00edblicos\u201d, os quais, embora n\u00e3o sejam percept\u00edveis em tradu\u00e7\u00f5es modernas da B\u00edblia, podem ser identificados por meio de um estudo aprofundado do texto em seu idioma original. Isso \u00e9 fascinante, especialmente ao considerarmos que a pioneira nunca estudou hebraico nem grego, e, portanto, n\u00e3o teria como descobrir sozinha essas sutilezas do texto b\u00edblico original.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, surge uma pergunta inevit\u00e1vel: como ela foi capaz de apresentar esses detalhes? Creio que a explica\u00e7\u00e3o mais simples e coerente \u00e9 esta: o mesmo Esp\u00edrito Santo que inspirou as Escrituras can\u00f4nicas tamb\u00e9m inspirou os escritos prof\u00e9ticos de Ellen White, capacitando-a a transmitir a verdade b\u00edblica em toda a sua profundidade e plenitude.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Eric Richter<\/em><\/strong> \u00e9 editor na Asociaci\u00f3n Casa Editora Sudamericana (ACES)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Este texto foi originalmente publicado na revista Minist\u00e9rio, edi\u00e7\u00e3o de novembro e dezembro, ano 2025, p\u00e1gina 24.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup>&nbsp;George R. Knight, Introducci\u00f3n a los Escritos de Elena G. de White (Florida: ACES, 2014), p. 114.<br><sup>2<\/sup>&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o Ministerial da Associa\u00e7\u00e3o Geral dos Adventistas do S\u00e9timo Dia, Nisto Cremos (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018), p. 278.<br><sup>3<\/sup>&nbsp;Nisto Cremos, p. 278.<br><sup>4<\/sup>&nbsp;Ver Richard M. Davidson, \u201cDeclara\u00e7\u00f5es de Ellen G. White Sobre as Escrituras \u00e0 Luz dos Idiomas B\u00edblicos\u201d, em Quando Deus Fala: O dom de profecia na B\u00edblia e na hist\u00f3ria, orgs. Alberto R. Timm e Dwain N. Esmond (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017), p. 179-196; Karl Boskamp, \u201cAlgunas Interpretaciones Antiguas del Relato de la Aqedah: Aportes de la literatura rab\u00ednica a la ex\u00e9gesis b\u00edblica y algunos puntos de contacto con la lectura adventista\u201d, em La Palabra que Yo te Diga, esa Hablar\u00e1s: Estudios selectos en el Pentateuco, org. Merling Alom\u00eda (Lima: Theologika, 2017), p. 19-48; e Eric E. Richter, \u201cElena G. de White y los Idiomas B\u00edblicos Originales\u201d, Theologika 37 (2022), p. 154-170. O presente artigo baseia-se nesta \u00faltima obra.<br><sup>5<\/sup>&nbsp;Ellen G. White, Patriarcas e Profetas (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022), p. 214, 215.<br><sup>6<\/sup>&nbsp;Luis A. Sch\u00f6kel, Diccionario B\u00edblico Hebreo-espa\u00f1ol (Madrid: Trotta, 1989), p. 525.<br><sup>7<\/sup>&nbsp;Sch\u00f6kel, Diccionario B\u00edblico Hebreo-espa\u00f1ol, p. 747.<br><sup>8<\/sup>&nbsp;Mathilde Frey, \u201cSabbath in Egypt? An Examination of Exodus 5\u201d, Journal for the Study of the Old Testament 39 (2015), p. 257.<br><sup>9<\/sup>&nbsp;Ver Richter, \u201cElena G. de White y los idiomas b\u00edblicos originales\u201d, p. 161.<br><sup>10<\/sup>&nbsp;Ver Richter, \u201cElena G. de White y los idiomas b\u00edblicos originales\u201d, p. 161.<br><sup>11<\/sup>&nbsp;Raymond E. Brown, The Birth of the Messiah: A Commentary on the Infancy Narratives in the Gospels of Matthew and Luke (New York: Doubleday, 1993), p. 171-173.<br><sup>12<\/sup>&nbsp;Ellen G. White, O Desejado de Todas as Na\u00e7\u00f5es (Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2021), p. 38, 39.<br><sup>13<\/sup>&nbsp;Brown, The Birth of the Messiah, p. 108.<br><sup>14<\/sup>&nbsp;Brown, The Birth of the Messiah, p. 108.<br><sup>15<\/sup>&nbsp;Ver Richter, \u201cElena G. de White y los idiomas b\u00edblicos originales\u201d, p. 164, 165.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como detalhes das l\u00ednguas originais<br \/>\nemergem nos escritos prof\u00e9ticos<\/p>\n","protected":false},"author":408,"featured_media":444583,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3884],"xtt-pa-classification":[4022],"xtt-pa-editorias":[4007],"xtt-pa-departamentos":[],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[164,119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-444582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-artigo","xtt-pa-classification-missionaria","xtt-pa-editorias-evangelismo-2","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-anc","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"embed_url":"","embed_length":"","custom_author":"Eric Richter"},"terms":{"editorial":"Evangelismo","format":"Artigo"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White-768x512.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White-240x135.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White-240x135.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2025\/12\/Capa-arquivo-Ellen-White-480x270.jpg"}}