{"id":356553,"date":"2023-12-07T06:00:00","date_gmt":"2023-12-07T09:00:00","modified":"2023-12-07T08:55:59","modified_gmt":"2023-12-07T11:55:59","slug":"entre-rios-e-matas-inicio-da-igreja-adventista-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/entre-rios-e-matas-inicio-da-igreja-adventista-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Entre rios e matas: in\u00edcio da Igreja Adventista na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"1134\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-356565\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL.jpg 1600w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-768x544.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-1536x1089.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A enfermeira Jessie Halliwell em a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria no conv\u00e9s do Luzeiro II, no rio Amazonas. (Foto: Centro da Mem\u00f3ria Adventista)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em novembro, embarquei em um navio em Bel\u00e9m do Par\u00e1, rumo \u00e0 cidade de Breves, capital econ\u00f4mica do Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3. Somando-se as viagens nas ilhas e o retorno a Bel\u00e9m, foram 72 horas embarcado naquela semana. Hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel acessar a internet, quebrando a monotonia das viagens. Apesar disso, o desafio n\u00e3o \u00e9 pequeno.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/noticias.adventistas.org\/pt\/augustus-stauffer-redescobrindo-um-missionario-adventista-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Augustus Stauffer: redescobrindo um mission\u00e1rio adventista no Brasil<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No trajeto, al\u00e9m das \u00e1guas dos rios, a paisagem \u00e9 formada pelo verde da mata Amaz\u00f4nica. Chama a aten\u00e7\u00e3o o n\u00famero de igarap\u00e9s que formam um labirinto belo e perigoso, onde \u00e9 f\u00e1cil se perder. Nos programas que realizei, muita gente compareceu. A presen\u00e7a dos membros em um dia de semana s\u00f3 n\u00e3o me surpreendeu porque atuo na regi\u00e3o h\u00e1 uma d\u00e9cada e essa disposi\u00e7\u00e3o dos adventistas constitui a regra, e n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o norte tenha grandes cidades, s\u00e3o os rios, as matas e os igarap\u00e9s que formam seu territ\u00f3rio e d\u00e3o acesso \u00e0s zonas urbanas, sendo o habitat de boa parte da popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de seu maior patrim\u00f4nio. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Luzeiros e a hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia no norte do Brasil vive um momento \u00e1ureo de celebra\u00e7\u00f5es. Em 2021, o Projeto Luzeiro completou 90 anos (1931-2021); em 2022, o Maranh\u00e3o completou um s\u00e9culo do adventismo nesse Estado (1922-2022). No extremo norte, os adventistas celebraram 70 anos da primeira congrega\u00e7\u00e3o do Amap\u00e1 (1953-2023). Tais datas oferecem a oportunidade para um resgate hist\u00f3rico que pode motivar um maior envolvimento mission\u00e1rio em outros lugares.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em meu livro <em>A Igreja das \u00c1guas: uma breve hist\u00f3ria da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia no Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3<\/em> (1937-2020), descrevo a regi\u00e3o amaz\u00f4nica e sua evangeliza\u00e7\u00e3o inicial e aqui fiz adapta\u00e7\u00e3o. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Bacia Amaz\u00f4nica, com seus quatro milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, possui caracter\u00edsticas extraordin\u00e1rias, em termos geogr\u00e1ficos. Um hidr\u00f3logo diria: \u2018\u00e9 o maior complexo fluvial do mundo. Um ge\u00f3logo, considerando-a segundo seu pronto de vista, a definiria como: \u201ca maior bacia sedimentar do planeta\u201d. Segundo um bi\u00f3logo, seria: \u2018o maior ecossistema florestal de toda a biosfera.\u2019 [...] Quando se observa o mapa daquela regi\u00e3o [...] tem-se a n\u00edtida impress\u00e3o de que uma grande rachadura, com in\u00fameras trincas menores e convergentes, teria ocorrido, em virtude de qualquer acidente, ao longo da linha do Equador, estendendo-se desde os pared\u00f5es abruptos da cordilheira dos Andes at\u00e9 o oceano Atl\u00e2ntico\u2019.\u00a0 Al\u00e9m disso, \u201cpor essa rachadura correm 175 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua a cada segundo, o que corresponderia a um tr\u00e1fego absurdo e inimagin\u00e1vel de 500 milh\u00f5es de gigantescos caminh\u00f5es, por dia, transportando \u00e1gua para o oceano!\u201d (Branco, 1995, p. 10-11).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da \u00e1rea da Amaz\u00f4nia corresponder a mais da metade de nosso Pa\u00eds, sua popula\u00e7\u00e3o representa menos de 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. A Amaz\u00f4nia legal \u00e9 formada por sete Estados completos (Acre, Amazonas, Roraima, Rond\u00f4nia, Par\u00e1, Amap\u00e1, Mato Grosso), e partes do Tocantins e Maranh\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fases da evangeliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Wilson Borba (2009), houve cinco fases distintas na evangeliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. As tr\u00eas primeiras estiveram sob a responsabilidade da antiga Uni\u00e3o Miss\u00e3o Este Brasileira, gra\u00e7as ao apoio da Divis\u00e3o Sul-Americana (sede sul-americana adventista). Embora haja relatos de pessoas que, j\u00e1 em 1910, desejavam adentrar a regi\u00e3o, a \u201cprimeira fase de evangeliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o norte brasileira come\u00e7ou na organiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Miss\u00e3o Este Brasileira em 1918, e estendeu-se at\u00e9 a chegada de J. L. Brown em 1927\u201d (Borba, 2009, p. 84). Nessa fase, as pessoas da regi\u00e3o tiveram acesso a literatura adventista e surgiram os primeiros interessados. Infelizmente, n\u00e3o havia mission\u00e1rios para atender tal grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1920, Oliver Montgomery e W. H. Williams, respectivamente presidente e secret\u00e1rio da sede sul-americana adventista, \u00e0 \u00e9poca localizada em Buenos Aires, Argentina, realizaram uma viagem explorat\u00f3ria de quatro a seis meses pelo rio Amazonas com o intuito de enviar posteriormente colportores \u00e0 regi\u00e3o. Segundo Greenleaf, \u201celes se tornaram os primeiros adventistas a cruzar a Am\u00e9rica do Sul percorrendo o maior rio do mundo. Sua aventura despertou um interesse que os l\u00edderes da igreja n\u00e3o podiam abalar, mas tampouco eram capazes de satisfazer rapidamente. Ao visitar a escola de treinamento no Brasil, o presidente da Divis\u00e3o narrou a hist\u00f3ria com tanto entusiasmo que dois alunos partiram para come\u00e7ar o trabalho mission\u00e1rio na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, mas seu projeto n\u00e3o foi permanente\u201d (Greenleaf, 2011, p. 351-352).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda fase de evangeliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia consistiu na organiza\u00e7\u00e3o da sede adventista conhecida como Miss\u00e3o Baixo Amazonas (MBA), e no envio de obreiros para a regi\u00e3o. Em 1927, o pastor John L. Brown foi nomeado presidente dessa sede administrativa e levou consigo os dois melhores colportores da Uni\u00e3o Este; Andr\u00e9 Gedrath e Hans Mayr, que venderam literatura e despertaram interesse pelo adventismo (Lessa, 2016, p. 30; Greenleaf, 2011, p. 352). Esses ministros da p\u00e1gina impressa se tornaram os colportores pioneiros no norte do Brasil e prepararam o caminho para o minist\u00e9rio da Palavra falada.<\/p>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio compreendido pela MBA (com sede em Bel\u00e9m) era formado pelos Estados do Amazonas, Par\u00e1, Cear\u00e1, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o, incluindo os territ\u00f3rios do Acre, Amap\u00e1, Rio Branco e Rond\u00f4nia, abrangendo uma \u00e1rea de 4.273.689 quil\u00f4metros quadrados (Lessa, 2016, p. 31).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tr\u00eas viagens mission\u00e1rias<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Ao todo, tr\u00eas viagens marcaram o in\u00edcio oficial da obra adventista na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. A primeira foi realizada por John L. Brown, em 1927, de Bel\u00e9m a Manaus, em um navio a vapor, com dura\u00e7\u00e3o de 10 dias. Parte da literatura que ele distribuiu chegou \u00e0s m\u00e3os de Jos\u00e9 Batista Michiles<sup>[1]<\/sup>, que se tornou pioneiro da obra adventista em Mau\u00e9s. A segunda viagem, em abril de 1928, contou com a presen\u00e7a de Elmer H. Wilcox, presidente da ent\u00e3o sede administrativa adventista conhecida como Uni\u00e3o Este Brasileira, e refez a rota anterior. Em Mau\u00e9s, visitaram a Fazenda Centen\u00e1rio, encontrando a fam\u00edlia Michiles, que j\u00e1 guardava o s\u00e1bado. No Rio Mau\u00e9s, encontraram mais tr\u00eas fam\u00edlias guardadoras do s\u00e1bado e realizaram reuni\u00f5es na vila Cinco Quilo, habitada por \u00edndios. A terceira viagem aconteceu em maio de 1929, por Leo Halliwell, acompanhado por Elmer H. Wilcox, Hans Mayr e Manoel Pereira. Eles visitaram as fam\u00edlias Michiles e os \u00edndios, e os encontraram firmes na f\u00e9 adventista (Lessa, 2016, p. 32-36).<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada do casal de mission\u00e1rios norte-americanos Leo Blair Halliwell e Jessie Rowley Halliwell marcou o in\u00edcio da terceira fase da evangeliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Leo substituiu o pastor Brown como presidente da MBA. Nas m\u00e3os do pioneiro, a MCB tomou forma, iniciando um per\u00edodo inesquec\u00edvel das miss\u00f5es adventistas no norte brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao assistir reuni\u00f5es evangel\u00edsticas e ler livros com relatos mission\u00e1rios, como <em>Terras dos Incas<\/em>, de Stahl<sup>[2]<\/sup>, Halliwell decidiu dedicar sua vida em um campo mission\u00e1rio. Depois de atuar em seu pa\u00eds como evangelista, foi chamado ao Brasil, trabalhando sete anos na Bahia antes de ir a Bel\u00e9m (Ramos, 2009, p. 21).<\/p>\n\n\n\n<p>Ramos relembra que \u201cLeo Blair Halliwell (1892-1967) foi a primeira pessoa que atuou no servi\u00e7o m\u00e9dico-mission\u00e1rio no norte do Brasil. Nascido em Odessa, Nebraska, formou-se em Engenharia El\u00e9trica. Em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, muitas f\u00e1bricas de armamentos foram abertas e Leo trabalhou em uma delas, na firma Hart Parr Tractor Co., no departamento de eletricidade. As f\u00e1bricas funcionavam 24 horas por dia, em turnos de oito horas, para n\u00e3o faltar suprimento b\u00e9lico para a Inglaterra. Nessa \u00e9poca, rec\u00e9m-casados, Jessie e Leo j\u00e1 faziam parte da Igreja Adventista\u201d (Ramos, 2009, p. 19-20).<\/p>\n\n\n\n<p>Lessa descreve Halliwell como um \u201chomem perspicaz\u201d. Ao estudar as caracter\u00edsticas locais, concluiu que a obra m\u00e9dico-mission\u00e1ria por meio das lanchas devia ser acrescentada ao trabalho da colportagem. Al\u00e9m disso, ele decidiu fazer evangelismo p\u00fablico, que se tornaria a marca da Igreja no norte. At\u00e9 ent\u00e3o, somente Gedrath e Mayr haviam usado livros, revistas e folhetos como m\u00e9todos de evangelismo na regi\u00e3o. Halliwell continuou a mesma estrat\u00e9gia e se valeu do minist\u00e9rio por meio de cartas, as quais encorajaram os destinat\u00e1rios, oferecendo-lhes literatura gratuita. Muitos enviaram seus endere\u00e7os e a literatura foi enviada por toda a Amaz\u00f4nia. Uma das primeiras grandes s\u00e9ries de confer\u00eancias evangel\u00edsticas foi realizado por Halliwell no Teatro Manaus, em 1932 (Lessa, 2016, p. 36-38).<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o depender dos barcos comerciais e facilitar o trabalho da colportagem, Andr\u00e9 e Mayer resolveram construir suas pr\u00f3prias lanchas, sendo a de Hans Mayer, <em>Ulm an der Donau<\/em> a \u201cprimeira embarca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria adventista constru\u00edda no Brasil\u201d (Lessa, 2016, p. 48).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Luzeiro<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Halliwell tamb\u00e9m decidiu construir uma lancha para facilitar, ampliar, e multiplicar seu minist\u00e9rio entre os ribeirinhos. Ele e sua esposa Jessie conseguiram 5.400 d\u00f3lares de doa\u00e7\u00f5es em uma viagem de f\u00e9rias aos Estados Unidos, em 1930, do fundo de projetos dos Mission\u00e1rios Volunt\u00e1rios. Com isso, constru\u00edram uma lancha com 11 metros de comprimento por 3,5 de largura. Em tr\u00eas meses, o \u201canjo branco\u201d estava pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 4 de julho de 1931 a Lancha Luzeiro I foi inaugurada em Bel\u00e9m do Par\u00e1 (Ramos, 2009, p. 26-27). A primeira viagem foi quase de imediato. Jessie, que era enfermeira, tratou 300 pacientes e o casal realizou uma s\u00e9rie evangel\u00edstica em Mau\u00e9s. Os Halliwell subiam o Amazonas, todos os anos de Bel\u00e9m a Manaus, em uma viagem de 3.200 quil\u00f4metros, ida e volta. Antes de retornar para casa, costumavam percorrer entre 16.000 e 24.000 quil\u00f4metros, tratando enfermos, ensinando a B\u00edblia e plantando as primeiras igrejas para os ribeirinhos (Greenleaf, 2011, p. 356).<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da Luzeiro I, uma frota de lanchas identificadas por n\u00fameros sequenciais continuou realizando o trabalho no Amazonas. Dessa forma, a obra m\u00e9dico-mission\u00e1ria prosperou mais que em qualquer outro lugar na Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m do Amazonas, as demais regi\u00f5es brasileiras tamb\u00e9m tiveram suas pr\u00f3prias lanchas, sendo um dos melhores m\u00e9todos no trabalho mission\u00e1rio por d\u00e9cadas (Cavalcanti, 2010). Esse minist\u00e9rio atuou por 70 anos, mas, ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1990, quase foi extinto por v\u00e1rios fatores. Em 2000, houve um renascimento do trabalho com as lanchas, iniciando no Estado do Amazonas e recentemente (a partir de 2016) no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras igrejas que surgiram na regi\u00e3o Norte foram organizadas em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o e em Mau\u00e9s, no Amazonas, em 1929. Algumas escolas paroquiais tamb\u00e9m foram estabelecidas, dando in\u00edcio \u00e0 obra educativa adventista junto a ribeirinhos, cidad\u00e3os das cidades e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>A quarta fase da evangeliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia ocorreu com a organiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o-Miss\u00e3o Norte Brasileira - UNB, no dia 08 de dezembro de 1936, em um conc\u00edlio da sede sul-americana adventista. Ela se desmembrou da Uni\u00e3o Este, e contava com 253 membros batizados e 400 alunos matriculados na Escola Sabatina. Finalmente a quinta fase come\u00e7ou em 1955, quando Walter Streithorst foi eleito presidente da UNB e os brasileiros nativos assumiram, definitivamente, a obra na regi\u00e3o (Lessa, 2016, p. 98-99, 2002-218).<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente do lugar onde moramos, todos temos nossos pr\u00f3prios rios, matas e igarap\u00e9s, que podem simbolizar os desafios da miss\u00e3o, tanto na Amaz\u00f4nia como nas demais regi\u00f5es brasileiras. Como os mission\u00e1rios que vieram ao norte e atuam l\u00e1 atualmente enfrentaram seus temores e constru\u00edram uma igreja motivada, todos podem fazer o mesmo. Basta desenvolver, pelo poder de Deus, estrat\u00e9gias para evangelizar seu entorno, seja em qual for a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde voc\u00ea mora, seja uma metr\u00f3pole como S\u00e3o Paulo, um reduto religioso como Juazeiro do Norte, uma ilha de Fernando de Noronha ou qualquer outro lugar, o que define o sucesso em nossa jornada \u00e9 continuar navegando em busca de pessoas que queiram ouvir sobre a salva\u00e7\u00e3o, pelas quais Cristo entregou a vida. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ribamar Diniz<\/strong> \u00e9 mestre em Teologia (SALT\/FADBA), especialista em Miss\u00e3o Urbana (FADBA), mestre em Hist\u00f3ria Social (UNIFAP) e pastor da Miss\u00e3o Par\u00e1-Amap\u00e1.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BRANCO, Samuel Murgel. <strong>O desafio amaz\u00f4nico. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Moderna, 16. ed., 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>BORBA, Wilson Roberto de.<strong>&nbsp;A base mission\u00e1ria adventista do s\u00e9timo dia brasileira:<\/strong>&nbsp;sua forma\u00e7\u00e3o, consolida\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o. 2009. 597f. (Tese de doutorado). Engenheiro Coelho, SP: Unasp, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>CAVALCANTI, Abdoval.<strong>&nbsp;Luzeiros:&nbsp;<\/strong>Conhe\u00e7a a surpreendente hist\u00f3ria das lanchas mission\u00e1rias adventistas no Brasil. Niter\u00f3i, RJ: Ados, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>DINIZ, Ribamar. <strong>A Igreja das \u00c1guas<\/strong>: Uma breve hist\u00f3ria da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia no Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3 (1937-2020). Macap\u00e1, AP, edi\u00e7\u00e3o do autor, 2021. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GREENLEAF, Floyd.<strong>&nbsp;Terra de esperan\u00e7a:&nbsp;<\/strong>o crescimento da Igreja Adventista na Am\u00e9rica do Sul. Tradu\u00e7\u00e3o de Cec\u00edlia Eller Nascimento. 1. ed. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>LESSA, Rubens.<strong>&nbsp;Construtores de esperan\u00e7a:<\/strong>&nbsp;na trilha dos pioneiros adventistas da Amaz\u00f4nia. 1. ed. Tatu\u00ed, SP: CPB - Casa Publicadora Brasileira, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>RAMOS, Ana Paula.<strong> Desafio nas \u00e1guas:&nbsp;<\/strong>um resgate da hist\u00f3ria das lanchas m\u00e9dio-mission\u00e1rias da Amaz\u00f4nia. 1. ed. Tatu\u00ed, SP: CPB, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>[1]<\/sup> A biografia de uma das descendentes da fam\u00edlia, Eunice Michiles, que se tornou a primeira senadora do Brasil, podem ser lidos em BARBOSA, Henrianne. <strong>Eunice Michiles:<\/strong> A primeira senadora do Brasil. Arthur Nogueira, SP: 2006.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><sup>[2]<\/sup> O t\u00edtulo original da obra \u00e9 STAHL, F. A. <strong>In the Amazon Jungles<\/strong>. Moutain View, CA: Pacific Press, 1932.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A origem do movimento adventista na regi\u00e3o norte do Brasil fala muito de ajuda humanit\u00e1ria e apoio permanente a comunidades.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":356565,"comment_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"xtt-pa-format":[3884],"xtt-pa-classification":[],"xtt-pa-editorias":[3996],"xtt-pa-departamentos":[272],"xtt-pa-projetos":[],"xtt-pa-regiao":[61],"xtt-pa-sedes":[119],"xtt-pa-owner":[1170],"class_list":["post-356553","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","xtt-pa-format-artigo","xtt-pa-editorias-historia","xtt-pa-departamentos-institucional","xtt-pa-regiao-brasil","xtt-pa-sedes-dsa","xtt-pa-owner-divisao-sul-americana"],"acf":{"custom_author":"Ribamar Diniz","embed_url":"","embed_length":""},"terms":{"editorial":"Hist\u00f3ria","format":"Artigo"},"featured_media_url":{"full":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL.jpg","medium":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-768x544.jpg","small":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-240x135.jpg","pa-block-preview":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-240x135.jpg","pa-block-render":"https:\/\/files.adventistas.org\/noticias\/pt\/2023\/12\/8B6QL-480x270.jpg"}}